<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970</id><updated>2012-01-23T22:16:47.602-02:00</updated><title type='text'>Umbanda em debate</title><subtitle type='html'>Espaço aberto para discussões sem preconceito sobre o rico universo da Umbanda.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>112</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5997376411451930079</id><published>2012-01-20T20:27:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T20:28:36.194-02:00</updated><title type='text'>Zélio de Moraes por Zélio de Moraes</title><content type='html'>&lt;a href="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTKG12hcCR5XDJuHE_QJcfxchQSHfxnk9IHniD0kHFj1pdGSBIxfQ"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 214px;" src="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTKG12hcCR5XDJuHE_QJcfxchQSHfxnk9IHniD0kHFj1pdGSBIxfQ" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 82 anos de idade, este homem é considerado por um pequeno grupo de umbandistas “o fundador da Umbanda”.  Cabelos grisalhos, fisionomia serena e simples, Zélio de Moraes, através de seu guia espiritual, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, só sabe praticar o amor e a humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_Na minha família todos são da Marinha: almirantes, comandantes, um capitão-de-mar-e-guerra... Só eu que não sou nada” – comentava sorrindo Zélio de Moraes, aos amigos que o visitavam, nessa manhã ensolarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a repórter antes mesmo de se apresentar retrucou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_Almirantes ilustres, capitães-de-mar-e-guerra há muitos; o médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas, porém, é um só”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantando-se, Zélio de Moraes, magrinho, de estatura mediana, cabelos grisalhos, fisionomia serena e de uma simplicidade sem igual – acolheu-me, como se fôssemos velhos conhecidos.  Nesse ambiente cordial, sentindo-me completamente à vontade, possuída de um estranho bem-estar, esquecendo quase a minha função jornalística, iniciei uma palestra, que se prolongaria por várias horas, deixando-me uma impressão inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei-lhe como ocorrera a eclosão de sua mediunidade e de que forma se manifestara, pela primeira vez, o Caboclo das Sete Encruzilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_Eu estava paralítico, desenganado pelos médicos.  Certo dia, para surpresa de minha família, sentei-me em minha cama e disse que no dia seguinte estaria curado.  Isso foi a 14 de novembro de 1908.  Eu tinha 18 anos.  No dia seguinte amanheci bom.  Meus pais eram católicos, mas diante dessa cura inexplicável, resolveram levar-me à Federação Espírita de Niterói, cujo presidente era o senhor José de Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ele mesmo quem me chamou para que ocupasse um lugar à mesa de trabalhos à sua direita. Senti-me deslocado, constrangido, em meio àqueles senhores.  E causei logo um pequeno tumulto.  Sem saber porque, em dado momento, eu disse: “falta uma flor nessa mesa, vou buscá-la”.  E, apesar da advertência de que não poderia me afastar, levantei-me, fui ao jardim e voltei com uma flor que coloquei no centro da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serenado o ambiente e iniciados os trabalhos, verifiquei que os espíritos que se apresentavam aos videntes como índios e pretos eram convidados a se afastar.  Foi então que, impelido por uma força estranha, levantei-me outra vez e perguntei porque não se podiam manifestar esses espíritos que, embora de aspecto humilde, eram trabalhadores.  Estabeleceu-se um debate e um dos videntes, tomando a palavra, indagou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_O irmão é um padre jesuíta.  Por que fala dessa maneira e qual é o seu nome?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi sem querer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_Amanhã estarei em casa deste aparelho, simbolizando a igualdade e a humildade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.  E se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha família ficou apavorada.  No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na Rua Floriano Peixoto, onde eu morava, no número 30.  Parentes, desconhecidos, os tios, que eram sacerdotes católicos, e quase todos os membros da Federação Espírita, naturalmente em busca de uma comprovação.  O Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestou-se, dando-nos a primeira sessão de Umbanda na forma em que, daí para frente, realizaria seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como primeira prova de sua presença, através do passe, curou um paralítico, entregando a conclusão da cura ao Preto-Velho, Pai Antônio, que nesse mesmo dia se apresentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava criada a primeira Tenda de Umbanda, com o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como a imagem de Maria ampara em seus braços o Filho, seria o amparo de todos que a ela recorressem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caboclo determinou que as sessões seriam diárias, das 20 às 22 horas e o atendimento gratuito, obedecendo o lema “daí de graça o que de graça recebestes”.  O uniforme totalmente branco e o sapato tênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse dia em diante, já ao amanhecer havia gente à porta, em busca de passes, cura e conselhos.  Médiuns que não tinham a oportunidade de trabalhar espiritualmente por só receberem entidades que se apresentavam como caboclos e pretos-velhos passaram a cooperar nos trabalhos.  Outros, considerados portadores de doenças mentais desconhecidas revelaram-se médiuns excepcionais, de incorporação e de transporte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando nomes e datas com precisão extraordiária, Zélio de Moraes relata o que foram os primeiros anos de sua atividade mediúnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, o Caboclo da Sete Encruzilhadas anunciou a segunda fase da sua missão: a fundação de sete templos de Umbanda e, nas reuniões mediúnicas que se realizavam às quintas-feiras, foi destacando os médiuns que assumiriam a direção das novas tendas: a primeira com o nome de Nossa Senhora da Conceição e, sucessivamente, Nossa Senhora da Guia, São Pedro, Santa Bárbara, São Jorge, Oxalá e São Jerônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_ Na época – prossegue Zélio – imperava a feitiçaria, trabalhava-se muito para o mal, através de objetos materiais, aves e animais sacrificados, tudo a preços elevadíssimos.  Para combater esses trabalhos de magia negativa, o Caboclo trouxe outra entidade, o Orixá Malé, que destruía esses malefícios e curava obsedados.  Ainda hoje isso existe: há que trabalhe para fazer ou desmanchar feitiçarias só para ganhar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu digo: não há ninguém que possa contar que eu cobrei um tostão pelas curas que se realizavam em nossa casa; milhares de obsedados, encaminhados inclusive pelos médicos dos sanatórios de doentes mentais...  E quando apresentavam ao Caboclo a relação desses enfermos, ele indicava os que poderiam ser curados espiritualmente; os outros dependiam de tratamento material”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei então a Zélio a sua opinião sobre o sacrifício de animais que alguns médiuns fazem na intenção dos orixás.  Zélio absteve-se de opinar, limitou-se a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_Os meus guias nunca mandaram sacrificar animais, nem permitiram que se cobrasse um centavo pelos trabalhos efetuados.  No Espiritismo não pode pensar em ganhar dinheiro, deve-se pensar em Deus e no preparo para a vida futura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caboclo das Sete Encruzilhadas não adotava atabaques nem palmas para marcar o ritmo dos cânticos e nem objetos de adorno, como capacetes, cocares, etc.  Quanto ao número de guias a ser usado pelo médium, Zélio opinina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_A guia deve ser feita de acordo com os protetores que se manifestam.  Para o preto-velho deve-se usar a guia de preto-velho; para o caboclo, a guia correspondente ao caboclo.  É o bastante, não há necessidade de carregar cinco ou dez guias no pescoço...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera o Exu um espírito trabalhador como todos os outros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_O trabalho com os exus requer muitos cuidados.  É fácil ao mau médium dar manifestação como exu e ser, na realidade, um espírito atrasado, como acontece também na incorporação com criança.  Considero o exu como um espírito que foi despertado das trevas e, progredindo na escala evolutiva, trabalha em benefício dos necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caboclo das Sete Encruzilhadas ensinava que o exu é, como na polícia, o soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe de polícia não prende o malfeitor; o delegado também não prende.  Quem prende é o soldado que executa as ordens dos chefes.  E o exu é um espírito que se prontifica a fazer o bem, porque cada passo que dá em benefício de alguém é mais uma luz que adquire.  Atrair o espírito atrasado que estiver obsedando e afastá-lo é um dos seus trabalhos.  E é assim que vai evoluindo.  Torna-se, portanto, um auxiliar do orixá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CINQUENTA ANOS DE ATIVIDADE MEDIÚNICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrando fatos passados em mais de meio século de atividade espiritualista, Zélio refere-se a centenas de tendas de Umbanda fundadas na Guanabara, Rio de Janeiro, estado de São Paulo, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul.  A Federação de Umbanda do Brasil, hoje União Espiritista de Umbanda do Brasil, foi criada por determinação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 26 de agosto de 1939.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Tenda Nossa Senhora da Piedade saíam constantemente médiuns de capacidade comprovada, com a missão de dirigir novos templos umbandistas; entre eles José Meireles, na época deputado federal; José Álvares Pessoa, que deixou uma lembrança indelével de sua extraordinária cultura espiritualista; Martinho Mendes Ferreira, presidente da atual Congregação Espírita Umbandista do Brasil; Carlos Monte de Almeida, um dos diretores de culto da T.U.L.E.F; João Severino Ramos, trabalhando ainda hoje ativamente, inclusive na Assessoria de Culto do Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, fugindo às rígidas determinações de humildade e caridade do Caboclo das Sete Encruzilhadas, desvirtuaram normas do culto.  Mas a Umbanda, preconizada através da mediunidade de Zélio de Moraes, difundiu-se e hoje podemos encontrar suas características em tendas modestas e nos grandes templos, como o Caminheiros da Verdade a Tenda Mirim, nos quais a orientação de João Carneiro de Almeida e Benjamin Figueiredo mantém elevado nível de espiritualidade, no Primado de Umbanda, uma das mais perfeitas entidades associativas da nossa religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante mais de cinqüenta anos, o Caboclo da Sete Encruzilhadas dirigiu a Tenda Nossa Senhora da Piedade; após esse tempo, passou a direção à filha mais velha do médium, Zélia, aparelho do Caboclo Sete Flechas.  Entretanto, Pai Antônio continua trabalhando, na cabana que mantém o seu nome, localizado num sítio maravilhoso, em Cachoeiras do Macacu.  O Caboclo manifesta-se ainda em datas especiais, como foi o exemplo do 63º aniversário daquela tenda.  Da gravação feita durante a celebração festiva, reproduzimos para os leitores a gravação final da mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Umbanda tem progredido e vai progredir muito ainda.  É preciso haver sinceridade, amor de irmão para irmão, para que a vil moeda não venha a destruir o médium, que será mais tarde expulso, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso estar sempre de prevenção contra os obsessores, que podem atingir o médium.  É preciso ter cuidado e haver moral, para que a Umbanda progrida e seja sempre uma Umbanda de humildade, amor e caridade.  Essa é a nossa bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus irmãos, sede humildes, trazei amor no coração para que pela vossa mediunidade possa baixar um espírito superior; sempre afinados com a virtude que Jesus pregou na Terra, para que venha buscar socorro em vossas casas de caridade, todo o Brasil...  Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio à Terra na humildade manjedoura, não foi por acaso, não.  Foi porque o Pai assim o determinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o nascimento de Jesus, o espírito que viria traçar à humanidade o caminho de obter a paz, saúde e felicidade, a humildade em que ele baixou nesse planeta, a estrela que iluminou aquele estábulo, sirva para vós, iluminando vossos espíritos, retirando os escuros da maldade por pensamento, por ações; que Deus perdoe tudo que tiverdes feito ou as maldades que podeis haver pensado, para que a paz possa reinar em vossos corações e em vossos lares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos espíritos, que me rodeiam nesse momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes desse templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos curados e a saúde para sempre em vossa matéria.  Com o meu voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, serei sempre o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem feita por Lila Ribeiro, Lucy e Creuza para a revista “Gira de Umbanda”, nº 1, em 1972.&lt;br /&gt;Texto enviado por email por Alexandre Cumino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5997376411451930079?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5997376411451930079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5997376411451930079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5997376411451930079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5997376411451930079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2012/01/zelio-de-moraes-por-zelio-de-moraes.html' title='Zélio de Moraes por Zélio de Moraes'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4745500266579314814</id><published>2012-01-05T20:09:00.002-02:00</published><updated>2012-01-05T20:15:17.668-02:00</updated><title type='text'>Espírita ou Umbandista - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQP_-jZtPNYjytMmiboI1jZ6TAvvqid_ovzg4tnZvDW-Oun-3EHWA"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 247px; height: 204px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQP_-jZtPNYjytMmiboI1jZ6TAvvqid_ovzg4tnZvDW-Oun-3EHWA" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raras vezes ouvimos irmãos-de-fé que praticam e freqüentam a Umbanda referirem-se a si próprios como “espíritas”.  Fato muito comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, são espíritas ou umbandistas?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos responderão cheio de convicção: todo umbandista é espírita.  Ora, se é assim, vamos sofismar um pouco: se todo umbandista é espírita, o inverso também vale, ou seja, todo espírita é umbandista, correto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que não.  Aliás, se alguém tem alguma dúvida quanto a isso, basta perguntar a um espírita (e nem precisa ser daqueles mais ortodoxos) se ele é umbandista.  Certamente a resposta será um belo e redondo “NÃO”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaria errado esse espírita?  A resposta mais uma vez é não.  Ele está correto, afinal em sua doutrina não se faz oferendas, defumações, não existem pontos cantados ao som dos atabaques, incorporação dos falangeiros dos orixás, etc.  Além disso, na própria bibliografia de Kardec, que forma a base doutrinária dos espíritas, está bastante claro que o termo “Espiritismo” refere-se à filosofia descrita ali, no Pentateuco kardequiano, e não às demais práticas espiritualistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o espírita não aceita se declarar como umbandista, por que o contrário deveria acontecer?   Deveria, obviamente, mas não isso o que acontece.  Muitos e muitos umbandistas se autodenominam espíritas – ou acreditam que realmente o são, não percebendo que existe um leque de diferenças abissais entre as duas religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender melhor essa questão é preciso recorrer à História, sempre sábia e pronta a nos dar respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrente umbandista que tem em Zélio Fernandino de Moraes o seu fundador, diz que a Umbanda nasceu em um centro espírita, diante da recusa dos seguidores de Kardec em aceitar a manifestação de espíritos que na sua concepção eram atrasados e/ou ignorantes, como caboclos e pretos-velhos.  Essa passagem já serve para nos mostrar que existe uma diferença colossal entre o Espiritismo e a Umbanda, já que o primeiro não aceita a manifestação de espíritos que formam o pilar da segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem argumente dizendo que para a espiritualidade não existem fronteiras.  Mas para nós existem.  Tanto existem que a espiritualidade se dividiu em dezenas de religiões, as mais diversas, para que cada uma atendesse às necessidades das pessoas em seu espaço e tempo.  Se as diferenças não fossem necessárias para a compreensão e evolução moral de cada sociedade, a espiritualidade se encarregaria de criar uma religião única.  Se as diferenças existem, é porque precisamos delas (alguns podem seguir uma religião mais liberal, pois possuem discernimento para isso; outros precisam de religiões com mais rédeas, pois são pessoas que precisam de mais regras em sua vida, e assim por diante, apenas para exemplificar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda recorrendo à História, vale lembrar que a Umbanda agrega diversos elementos africanos em sua liturgia – desde os espíritos dos pretos-velhos, até os falangeiros dos orixás e os atabaques – e não é segredo para ninguém que a construção de nossa sociedade se alicerçou em uma ideologia eurocêntrica, que classificava tudo que era de origem africana (leia-se negra) como inferior, atrasada e ruim.  Assim, cultos que agregam elementos negros, como a Umbanda e o Candomblé foram vistos como coisa de gente ignorante e atrasada, além de sofrer repressões das mais diversas formas.  Não raras vezes, terreiros de Umbanda e Candomblé eram atacados e destruídos.  Até hoje existem aqueles que se referem a esse culto como “baixo espiritismo” – puro senso comum e manifestação de desconhecimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os primeiros anos da república no Brasil, não eram raras as perseguições.  Porém, durante a Era Vargas (1930 – 1945) surgiram vários terreiros de Umbanda que se denominavam espíritas, pois o presidente era simpático ao Espiritismo.  Assim, denominando-se espíritas, os umbandistas conseguiam trabalhar em paz, sem ser incomodados pelas autoridades.  Surgiram então, diversos terreiros que carregavam o status de “espírita” em seu nome, como “Centro Espírita Caboclo Pena Verde”, “Tenda Espírita Pai João de Angola” e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje muitos aceitam bem o Espiritismo, mas ainda têm reservas com a Umbanda, por não conhecê-la bem. Se alguém se declara espírita é bem aceito, mas se por acaso se declarar umbandista, corre o risco de sofrer algum tipo de preconceito.  Por isso muitos preferem se dizer espíritos no lugar de se assumir como umbandistas de fato.  Esses o fazem de forma consciente, como um mecanismo de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém existem aqueles que são umbandistas, mas se dizem espíritas e acham que estão corretos, pois acreditam tratar-se da mesma religião.  A esses falta entendimento da própria religião que professam e, mais que isso, falta vestir a camisa da Umbanda, sentir orgulho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo aos que se dizem espíritas como maneira de se defender falta vestir essa camisa.  A legislação brasileira garante a liberdade de culto e o respeito aos diferentes credos.  Qualquer manifestação de intolerância pode e deve ser denunciado, portanto já passou do momento de vestir a camisa da Umbanda, de se assumir umbandista e ter orgulho dos seus orixás, entidades e fé.  Não devemos ter medo dos olhares ignorantes que nos taxam como macumbeiros, feiticeiros ou o que for.  Perante eles devemos assumir a nossa condição e dar o bom exemplo, para que compreendam o que realmente é a Umbanda e saiam das trevas da ignorância.  Não existem motivos para ficarmos acuados e envergonhados da nossa religião.  Não somos a maioria da população (ainda bem, pois a Umbanda não é uma religião de massas, e sim de pessoas preparados para ela), mas temos o direito de ser respeitos e esse direito começa a ser exercido quando perdemos a vergonha de ser o que realmente somos e passamos a ter orgulho da nossa condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírita é o seguidor de Kardec – ao qual devemos o maior respeito pela linda doutrina que seguem.&lt;br /&gt;Mas nós somos umbandistas, acreditamos no Orixá, cultuamos o preto-velho, o caboclo, as crianças e recebemos a proteção de Exu.  Temos rituais próprios, temos sacerdotes e liturgia própria.  E nos orgulhamos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – 05/01/2012&lt;br /&gt;.’.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4745500266579314814?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4745500266579314814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4745500266579314814' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4745500266579314814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4745500266579314814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2012/01/espirita-ou-umbandista-por-douglas.html' title='Espírita ou Umbandista - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7255584216713917837</id><published>2011-12-31T19:30:00.001-02:00</published><updated>2011-12-31T19:30:32.196-02:00</updated><title type='text'>Mensagem do Templo de Umbanda Lar de Preto Velho para 2012 - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Luahc5xRjrk/Tv9-pIUR1QI/AAAAAAAAALM/NWpbk1HAAOI/s1600/terreiro1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 313px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Luahc5xRjrk/Tv9-pIUR1QI/AAAAAAAAALM/NWpbk1HAAOI/s320/terreiro1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692407699091870978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que em 2012:&lt;br /&gt;O Pai Oxalá aumente e fortaleça nossa fé e que nós sejamos merecedores de falar em seu divino nome.&lt;br /&gt;Que Ogum nos proteja de todo mal e nos dê forças para enfrentar as batalhas diárias.&lt;br /&gt;Que Oxum nos traga a prosperidade e a harmonia tão necessárias para viver nesse mundo.&lt;br /&gt;Que Oxóssi nos dê a ousadia e a bravura dos caboclos, a fim de vencer todos os obstáculos.&lt;br /&gt;Que Iemanjá nos cubra com seu manto azul, dando-nos o conforto nos momentos necessários, como uma mãe caridosa que afaga seus filhos.&lt;br /&gt;Que Iansã gire no tempo e afaste toda negatividade de nosso caminho.&lt;br /&gt;Que Omolu/Obaluaê, Nanã e os pretos velhos nos brindem com sua sabedoria, para que tomemos sempre o rumo certo em 2012.&lt;br /&gt;Que Xangô esteja sempre à nossa frente com seu machado, livrando-nos de toda e qualquer injustiça.&lt;br /&gt;Que as crianças nos ensinem com sua pureza; que jamais deixemos morrer a criança que habita nosso espírito, para tenhamos a sabedoria pura dos pequenos a fim de crescer moralmente e levar a bandeira branca de Oxalá a todos os cantos do mundo.&lt;br /&gt;E que os nossos caminhos estejam sempre abertos pela força e determinação dos compadres Exus e das guardiãs pombogiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan - 31/12/2011&lt;br /&gt;.'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7255584216713917837?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7255584216713917837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7255584216713917837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7255584216713917837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7255584216713917837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/12/mensagem-do-templo-de-umbanda-lar-de.html' title='Mensagem do Templo de Umbanda Lar de Preto Velho para 2012 - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Luahc5xRjrk/Tv9-pIUR1QI/AAAAAAAAALM/NWpbk1HAAOI/s72-c/terreiro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-9026486158241583496</id><published>2011-12-26T14:37:00.003-02:00</published><updated>2011-12-26T14:47:16.462-02:00</updated><title type='text'>Prefeitura de São Bernardo reabre estrada do Montanhão</title><content type='html'>Segue o link e a reportagem do Diário do Grande ABC sobre a reabertura da Estrada do Montanhão.  Embora a reportagem não cite o fato, é de domínio público que por trás da medida arbitrária de Santo André encontra-se um ato de intolerância religiosa, já que a Estrada do Montanhão é o único acesso ao Santuário Nacional de Umbanda.  Fechar a estrada é uma forma de impedir que os umbandistas pratiquem seus cultos de forma segura, respeitosa e livre.&lt;br /&gt;Fica registrado o agradecimento ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, que não baixou a guarda e não permitiu que esse ato de intolerância e injustiça religiosa e social fosse perpetuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;.'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="data:image/jpeg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBhQSERUUExQVFRQWGBgUGBgYGBgYFBcXFxgXGBgZFxgXHSYfGhojHRcXHy8gIycpLCwsGB4xNTAqNSYrLCkBCQoKDgwOGg8PGikcHCQsLCwsKSwsLCwsLCwpLCwsKSwpLCkpLCwpLCwsLCwsKSwsLCwsLCwpLCksLCksLCwsKf/AABEIAMIBAwMBIgACEQEDEQH/xAAbAAACAwEBAQAAAAAAAAAAAAADBAACBQEGB//EAEEQAAEDAgQDBQUFBgUEAwAAAAEAAhEDIQQSMUFRYXEFIoGRoROxwdHwBjJC4fEjUmJyotIzQ1SCshQkNMIVFlP/xAAYAQEBAQEBAAAAAAAAAAAAAAAAAQIDBP/EACERAQEBAAIDAQACAwAAAAAAAAABEQIhEjFBUTJhAxMi/9oADAMBAAIRAxEAPwDR7O7RFOA5uS+msnvaR4LWojMCQNbjldZ/Z/ZzQ1gqZXEjMbmzojwsfetnDUxkEbC/AzNulvVJGSNUR0PvUH3mgn8QvylPnDB2l7X+CAcI4OY0xBcSCeQOvJMUziahDtLSNN7yPcpmOpvPp4cVatVkAEReJ4iDJC68t2uiGKFQ6j5kIn/Uuv3r87IdCuAe7x0KLVpkkSI9d/eqpyhTFRszpwWhgwWiCsaiwsM3iQtmjVnRA0CrAoYK7KAgK7KHK7KYLyuSqypKYq0rkqsrkpiLSqkrhKo5yCPfCVrYkASuYvFBvVZT6hdd1kHa1WTOn0Vj42sRMeuw4lM4nEDY/NZb6k6/XLwUFy+Rfy+aCSuucqoOPFtYXmu1MRVp1C2m0Am+YmXES0XJdYEiL63svSPcvLVOyqj3ukA94CZMAG5yyZMLj/km50zyArN9o9rS8aS98WBtbaeJOglDr1ACW5HEicwc7ubRdoBI1O2yPj+1w0ClRIzWDnDQ6TBm28ysvD4P2gLhUBc2BlO4HAkxFjA9yx4cZ1IzguKfSBb7NpYYAM+8b+NtVyljAGuEmTeTcnWx9EtWpZngMGYzAN5dsCRtwhMP7KIiXjNfqQBeIHULP3Fwt/8AIn9weSi0R2MOJ/pPxCivjTHuMNUJaC4QS3TWHd0a+K3MNhMgE8p4cNFlYMiabQALAkRwAPvBWtUYSJvJ25L1xo61zdbcFn4t7XVGAm3fvwsIVzRMA3+uHJIYmh+0b/K4+UBAUEAgcJIjoBvtf4IlGkNzHr6oFP7wk7Hzt6KPxQHID02txH10K0sPhGk2tyPDinqstA8Ep2bVE8+HLiEXE4gzG06wgJhsSHGHQFqsELIpkaGNbW28FqtcgMCuyhgq0oLypKrKkoLSpKrKkoLSuEqpK4Sg6XIGIYHNIKs56Tr9oMH4ggBiQQbydhwHXik8dXiwtZTGY6dPzKx8TiCVAPEVJP15oBKu4oZUEXM6jnIZcoIXINUmDBg7HWOcKxKE9yo8sfs09zzmNnZjmNzrbNG5sfNVxHaxpONOlTayDexkm14PjrNuC9Di8UGNuY6arGrua7vMbDr3J3MSf4lw5WcOoxbgtNvtIeA1tW8mD0vuDzv4iyWoCmC7Me/GUg7W5e9EoYrLIkGeRnwiUnWxDaj+6MrgJknUzpGp66rnxvl39SXYox9SNvIqIwxZ/E2D4n1AUW84tdPS4ftN1SszKRNxBjvG+ojh1XpWYtzSGkRE+MAi3mvIdj4oNbIYC5oMmI5C++vqvTdh1HVWk1WlvAaWtcb7rvxqtRtdxsNNT4oNWnNQD+A+rwEy6pljhx9wPkgir+3PJjf/AGPyWxSnQ756W33/ACS+Npfs3O5/FO5++88mm3iUPtT/AAD/ALf+QRQaQfIywJhwEjTfzWvTMwSSTrpaIS4wrWDPfMIAvsNQPVEpVosBPDxQHpk+Hon6TSehukaDTmE+mnktOnYWQFboryhgrsoLyuyqSlO0O1adBuao6J0GpPQIHpXJWFU+2GHEd4mRNhppDYO9/RaWB7RZWbmpukeo6jZA0SqvKHiMS1jS5xDWjUkwFj1PtZQloDgQZvpljYgiboG67HHdZmLaAeaPh+2mVQcjgY2uHDwKzu0Xkk3MAE+n6qKC95Lo2glKuKqH3EGbR+S69yCpKo4qEob3KI44qj3QEJ7kI1EBzUHVLVqpAMCeS654gxqOGpSFWuaktyODR4TyPATw1WLykS3ClKo6s50kQ3Xe17Ag9brPqYkFzp+6LTuG6DTwE7c1ou7LLW5WHUS47ki4I4C+yy+1sNlDW3sLknzAHDmufjMZwLObRETPC30FHuZAsJn4zZIVaV+6QTHDSD+nmmPa+0LQe4794HU9NJScIvi1W1Ab39VFnewqbuv0/NRZ/wBc/sx7nBYA53ta/JGaWwNA4Tbc29Vsdk4f2ZygkjW8SJi1tl5zsXtQ53TJ1lwk6GdZMzPXru67GvJYAbmLA2FpAJ4wePHReiVp64wIB6pGjetVI0AaOkD9UfD1Mxvt7x1SvZ1TvVXTq5231zWwp232m6k45QDmtvs0G0H+JJ4n7QufTylg2uJ6rv2kbLraS70axMOMYYDn8VlVh9qHED9kTHM/2qtP7QOb/lHxnTb8K3MPUIj3o+KqX32HxHwVGZR+1biBGHcehcf/AFR2/ayp/pn/ANX9i1MLUgRoExh9zzVGO37V1P8ATVP6v7FY/aqpthqn9X9i3gVaUGD/APaKv+lqf1f2JDtPtE1wPaYSqYBAgvGv+xetlSUHzSh2a4Pl9Gs5nABwPicp9AtLsTtwUnvLKDjNoa4uIEzaxnqvZY58UnkWhjj/AEleS+xo/bH+Q+9oWVV7b7VdXyg0qjWtMwJkyBMktjxhYD8C5xORtQj+UkjqQPkvqTnxula7Ab+v17lUeJ7PpvpEFtCoSOJMSbaZbK+NxtV4c32REiOK9FUsfqD9cEhVbJnl7/r1QYOHeWADI7UnjM+Cu/tAj/Lf5Jutr4qpKgUoYkukERHxuuuKDSPecrPckA3uQnVQNSPEoj0hiC0O34GNtpnYrHPlZOmbcUfiHl9rAciJ4Dc3SFbHFpyuIudrxfTwVMZjsoysls2M8OvDWbrPqViAR7/vT4XXmnHe655+thuPgiGGbzB0A5D3IONqCtEB0jQR+JIYPEFre6Tf7xPHhJ00haNEE5pjjoN9je36Lp4/jWEKOHbILgYuOOkA24SfrVVxbGsc2AMziY4WFx4pilUl8RFiPWfir1cLnyl2rSCPLWFqTtQ6dQwuJoYZ2waedlFvy/trY9J2PiDT9p3QA55PGwPLTQIhwzR3gDxF5AO0Xt0+a52disrSDz9Vp0qTS0SDEl1iZA0GhtaVqdwVwOJc7vGdNADFuKv2If2ZJ1185v5qmJpANJp3gXEHnMn1ROxT3B0Hrp73KwI9ti7b3JqT5tHwTdY/9q2dZI695yz+0qvfaOGYebynsTP/AErZ/eEdHAu+KfWvjcwdYPZ3SJ5eXwV6WpBvI80p2TSysESTc6RrqL+BWnSZc6a+kBaQPCU5EHYx6/XmtKkyAlXDKQfA/X1oE0HIi4KtKpK6irSpKrKgKAPaAmlUA1LHDWLlpG68p9jn/t3fyH/k1b/2j/8AGfP8P/Jq8LTxbZiemt7bFc+VyrH0qoUnUqcQjzZL1agXRCldvrZZeKcR09VqYg6DxWNi6klQK1XKr6i5WNkvXcSLWWQu13eKjq3glmYkki3OR0181Z1a06cRy+oKk9YVV1edCJ26LPrjv94uuNTYb6CEwGGScxJ5C3SEKsSGk3JEkDYyIPRceUztixi4o+zdN3SJ70wOnFBw+Jc9w7gNuBJjoDP0FoYnAZhJdJOw2vqQLnc+K7gsA3OSYyjuiSLndxHDl8lesUjUYZytG+bbbUcxbXknuz8MC2SYIJHjOgA0HJcxAjvcu6BEhsiehIO0RKMK2WdARPlDYm3M+Sxt+M0Gth3B4MmBcE6aGxi8x9bJ/D1czczbRqNxYHxtvwhJ1iXNgOEnoNSBbgl24iACRdvdNjD42kXFtOpWLtgYqtBJJ16qKNe0iS6OWVqivlWu2pRxEWlPUe0y0EbG3h1+tViMdaZHpZFFe23D4rtOmnoG1C7M6diLX1GkK3Z2OLGQNCYmRfS3LQLBwmLI3WjgAXNgEWMka2HiumjvaeI74PU/1ErRxOKD8PIkDMwCREw1wssftN3eE7g/8nLVxZBwlMj+EeMGVYrVwWJyvYG/dc0TGgPumJ81uYd2vX4BZDMRDaQyzIHhYfmtDD1LHr+i2h83ELlCrqNwgtKtmvPgUQ0HKwcghy7mRRcy7mQpXcyBbtjDuqUXMbcmIvGjgdT0XgcEBVqCmwXvFsugM3NtAV9HzL5hhMM91cim7K4kgGSANdxcaELHKLH0sGw6IDxC8y3sPF6/9R/XU+S6/szFj/PBn+N/9q0jYxFWATudOixq75KUrMxOhqtPi7+1I1KNbeoPNymh+ZJHT61CBWYRPCLdRPA724rQ7JafZQSSQ438uKbNIEb76x8l12Z6c8u+2DW7OGTM1riYkQCNRbY8vVY9GpmkkZTJF5t4Fe1gDQREEWtaDGluFl4ytWHtalo77iufOzpeKoq5SWiCYniAq+0JkbGyG5wzW6TFz18lHA8Fxz7W6vh3aTta9uXwRaladg7kNOASgr6gXM6DUDW6o+vG4B43jQ+6FjllZxSrXuTHdiABxBHuMK2KOXvH8W5BEyRfh4oNbSecGNJF9uA96DiqxIOa4cJM9YaD4LOUw37LMG93UEzYaQJ6A2ulC0tu3hlsBNgbDYSdSeBG5Xcz4EESTBG8Ni42AkjqUAVnNGX8RIi9rzqZ9UxenKzbmQSeOSduMqLrn1CSQ4aqLStXDvJFoB6KzQWnWR5aodJwOWOHiiEEi9lQV1PNc6ymMLiMpulMNUkXG6PVZN4utC3a1WS3p8StOrUjCU2zofTvQsR94PD809iH9wDmPcVqVfj1GCxcsA5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border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Bernardo abre Estrada do Montanhão&lt;br /&gt;Fábio Munhoz&lt;br /&gt;Do Diário do Grande ABC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oito dias fechado, trecho de 1,8 quilômetro da Estrada do Montanhão começou a ser reaberto na tarde de ontem pela Prefeitura de São Bernardo. A parte interditada está localizada no interior do Parque do Pedroso, em Santo André, e faz divisa com os bairros Baraldi e Selecta, em São Bernardo. Devido aos grandes obstáculos colocados, a via só será totalmente liberada hoje.&lt;br /&gt;A Prefeitura de São Bernardo assumiu a responsabilidade pela desobstrução, já que Santo André ignorou liminar concedida pelo Tribunal de Justiça concedida na quinta-feira. O TJ determinou que o Semasa retirasse as barreiras da pista imediatamente. No entanto, a autarquia municipal alega que não foi notificada oficialmente sobre a decisão.&lt;br /&gt;O secretário de Gestão Ambiental de São Bernardo, Giba Marson, explica que a Prefeitura solicitou no Fórum de Santo André permissão para cumprir a liminar. A autorização foi concedida no início da tarde pelo juiz Rodrigo Augusto de Oliveira.&lt;br /&gt;O prefeito Luiz Marinho (PT) criticou a postura do município vizinho. "Santo André fugiu para não ser citado. Agora que conseguimos abrir, espero que o bom-senso prevaleça e o debate seja feito sem inspiração política." Para o petista, o fechamento da estrada fere o direito constitucional de ir e vir. Marinho volta hoje, às 10h, à Estrada do Montanhão para reabrir totalmente a pista.&lt;br /&gt;Na opinião de Marson, o argumento utilizado para a interdição da pista, de que o trânsito local geraria danos ao meio ambiente, é contestável. "A preocupação ambiental nós também temos. Tanto é que vamos criar ecoponto no início da estrada. Mas para que isso dê certo, Santo André deveria fazer o mesmo do outro lado", avalia. O Semasa e a Prefeitura andreense foram procurados, mas não se manifestaram sobre o assunto até o fechamento desta edição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;HISTÓRICO&lt;br /&gt;O processo que pede o fechamento da Estrada do Montanhão corre no Ministério Público desde 1992. A via passa por área de preservação a mananciais. A interdição prejudicou as cerca de 220 famílias que moram no bairro Baraldi. Para chegar ao Parque Selecta de ônibus, o tempo de trajeto aumentou cerca de duas horas e tinha de ser feito por Santo André por causa do bloqueio da pista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Moradores fazem ‘churrasco da vitória'&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A notícia de que a Estrada do Montanhão seria reaberta foi recebida com festa pelos moradores do bairro Baraldi, em São Bernardo. As 220 famílias que residem no local haviam ficado isoladas do município após o fechamento da via. Para comemorar a novidade, foi organizado o Churrasco da Vitória.&lt;br /&gt;"A decisão foi totalmente inesperada. Agora vamos comemorar, pois esses últimos dias foram massacrantes", comenta Daniel Abrahão, presidente da Associação de Moradores do Baraldi.&lt;br /&gt;Para a dona de casa Célia de Fátima Ramos, 48 anos, a reabertura foi recebida como um presente de Natal antecipado. "É uma bênção de Deus. Estamos muito felizes,pois a rotina aqui havia ficado muito difícil. Dava desânimo só de pensar em sair de casa."&lt;br /&gt;Enquanto assava as carnes e uma carpa enrolada em folha de bananeira, o ourives Antônio Sérgio de Moraes, 51, relembrava do momento em que chegou para morar no bairro. "Eu morava no Ipiranga (Zona Sul da Capital) e resolvi vir para cá, pois sempre gostei do contato com a natureza." Ele conta que, após o fechamento da estrada, passou a demorar mais uma hora e 30 minutos para chegar ao trabalho, na Praça da Sé, na Capital.&lt;br /&gt;O churrasco também atraiu motoristas da linha de ônibus 26-Baraldi. "Estamos comemorando com o pessoal do bairro. O fechamento atrapalhou a nossa rotina e a dos moradores, já que o trajeto ficou muito mais demorado", comenta Celso Aparecido do Nascimento, 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5933500/sao-bernardo-abreestrada-do-montanhao.aspx&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-9026486158241583496?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/9026486158241583496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=9026486158241583496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9026486158241583496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9026486158241583496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/12/prefeitura-de-sao-bernardo-reabre.html' title='Prefeitura de São Bernardo reabre estrada do Montanhão'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5842708258244516756</id><published>2011-12-23T12:15:00.000-02:00</published><updated>2011-12-23T12:16:13.351-02:00</updated><title type='text'>TJ manda reabrir a Estrada do Montanhão - kaô Kabecile</title><content type='html'>A justiça dos homens pode até falhar, mas nada passa despercebido pela Justiça Divina.  A estrada do Montanhão, que dá acesso ao Santuário Nacional de Umbanda e liga 220 famílias à área urbana foi reaberta por decisão da Justiça.&lt;br /&gt;Segue matéria publicada no Diário do Grande ABC, de 23/12/2011.&lt;br /&gt;Salve Xangô. Kaô Kabecile.&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;.'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTa5W_ziY4WHrXWQYa_dHN2R-yDCe5-JusVXwv7SY8Rj9neJIHtiA"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTa5W_ziY4WHrXWQYa_dHN2R-yDCe5-JusVXwv7SY8Rj9neJIHtiA" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dgabc.com.br/News/5933361/tj-manda-reabrir-estrada-do-montanhao.aspx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estrada do Montanhão, na divisa entre São Bernardo e Santo André, interditada em parte há oito dias, será reaberta. O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar, ontem à tarde, em pedido de habeas corpus do Ministério Público, e determinou a reabertura imediata da via. Pelo menos, até o fim do recesso do Judiciário - dia 6 de janeiro. Uma ação civil pública tramita, desde 1992, no Fórum andreense.&lt;br /&gt;A decisão inicial da Justiça de Santo André que determinou o fechamento, no entanto, prejudicou cerca de 220 famílias do bairro Baraldi, em São Bernardo, que ficaram praticamente isoladas após o fechamento da estrada. A propósito: de acesso público. A via liga ao Jardim Selecta, no mesmo município, e corta parte do Parque do Pedroso, localizado em território andreense.&lt;br /&gt;Na sentença do juiz desembargador de plantão no TJ, Eutálio Porto, a pretensão do MP é plausível. "Não se verifica, a priori, que a liberação do trânsito possa causar impacto ambiental com prejuízo irreparável ao parque".&lt;br /&gt;Esse foi o motivo alegado pela Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Santo André, autora da ação civil pública. O parque está localizado em área de manancial. E que foi julgada procedente pela juíza de Direito da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André ao determinar o recente fechamento da estrada.&lt;br /&gt;Vale ressaltar, porém, que a interdição da via nunca foi pedida nos autos. E sim a fiscalização da área, com guaritas e cancelas. O que caberia à Prefeitura de Santo André, ré na ação, mas não feita até hoje.&lt;br /&gt;Diante do impedimento do direito constitucional de ir e vir, entre outros fundamentos legais, os promotores Jairo Edward de Luca e Maximiliano Roberto Ernesto Führer interpuseram o habeas corpus para que fosse determinada a reabertura da Estrada do Montanhão com urgência. "... permitindo-se a passagem dos moradores e dos ônibus regulares até que os envolvidos na disputa judiciária implantem fiscalização eficiente ou construam outra rodovia... sem a imposição de qualquer espécie de ônus aos moradores do bairro Baraldi".&lt;br /&gt;A notícia da abertura da via foi, inicialmente, festejada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), contrário à interdição. "Eu não posso mandar abrir. Se pudesse, faria, mas quem tem de fazer isso é quem fechou." Hoje, a administração enviará ofícios para os órgãos envolvidos, desde Justiça até Prefeitura de Santo André.&lt;br /&gt;O Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André, responsável pela fiscalização da área, informou que não havia sido comunicado da decisão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pedido para fechar a via tramita na Justiça desde 1992&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A reabertura da Estrada do Montanhão será mais um capítulo na conturbada história de interdição da via que corta São Bernardo e Santo André em área de proteção ambiental. O processo de fechamento tramita na Justiça desde 1992.&lt;br /&gt;O trecho tem aproximadamente cinco quilômetros, entre o Jardim Silvina, em São Bernardo, e o Parque do Pedroso, em Santo André. O suposto impacto causado à natureza é o que motivou o Ministério Público de Santo André a pedir o fechamento da estrada.&lt;br /&gt;A Prefeitura de São Bernardo argumenta que o bloqueio deixa sem saída as cerca de 220 famílias que moram no bairro Baraldi, além de dificultar o acesso ao Santuário Nacional de Umbanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5842708258244516756?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5842708258244516756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5842708258244516756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5842708258244516756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5842708258244516756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/12/tj-manda-reabrir-estrada-do-montanhao.html' title='TJ manda reabrir a Estrada do Montanhão - kaô Kabecile'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1936778858594519571</id><published>2011-12-20T16:11:00.002-02:00</published><updated>2011-12-20T16:15:44.674-02:00</updated><title type='text'>Pela reabertura da estrada que leva ao Santuário Nacional de Umbanda - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a 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border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece impossível, mas não é.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando Pai Ronaldo Linares encampou o espaço que hoje constitui o Santuário Nacional de Umbanda, a área era uma pedreira, constantemente agredida pela atividade comercial.   Ao instalar ali o Santuário, houve não apenas a preocupação de criar um local onde umbandistas e seguidores de cultos afro-descendentes pudessem realizar seus trabalhos sem serem incomodados e sem incomodar ninguém.  Existiu também a preocupação com a questão ecológica, já que o Santuário hoje é uma reserva que abriga diversas espécies animais, tratadas com o devido respeito (para se ter uma ideia, o encerramento dos trabalhos ocorrem sempre antes das 16 horas, para que a movimentação não incomode o descanso dos pássaros que habitam o local), além das espécies vegetais, típicas da Mata Atlântica.  Com respeito e dedicação a história do Santuário foi construída e mesmo seguidores de outras religiões reconhecem a importância e a inovação do lugar.  A antiga pedreira deu lugar a uma reserva ecológica, bonita, que faz bem aos olhos, aos pulmões e à alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas parece que nem todos pensam assim.  Parece que nem todos os religiosos de outros segmentos possuem a tolerância que tanto se prega.  Já faz um bom tempo que tentam, através dos mais absurdos argumentos, colocar fim ao trabalho iniciado por Pai Ronaldo e que tanto beneficia a nós, filho de Umbanda.  Várias tentativas foram feitas para fechar o Santuário, todas vãs.  Restou uma alternativa: impedir o acesso dos umbandistas ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após um longo entrave judicial, a juíza Ana Xavier Goldman acatou a solicitação do promotor José Luiz Saikali, do Ministério Público do Meio Ambiente de Santo André e determinou que o acesso ao Santuário, pelo trecho andreense (mais curto e, portanto, menos agressivo ao meio-ambiente) fosse fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Crendo na bom senso da Justiça, nas pessoas da juíza e do promotor, esperamos que a decisão seja reavaliada, não só pela comodidade dos umbandistas (que por sua fé continuarão seus trabalhos, mesmo tendo que enfrentar uma distância maior), mas também por entender que a movimentação pelo trecho andreense causa menos impacto à natureza e que o direito de ir e vir, garantido pela nossa Carta Magna, conquistada a duras penas, seja garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vamos repassar essa mensagem através das diversas redes sociais, além de emails, blogs e sites.  Como umbandistas e cidadãos, cumpriremos a decisão da justiça, mas como tais, vamos questionar e debater até onde a lei nos permitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E que não percamos a fé, jamais.  Que ela seja maior que a distância a ser percorrida.  Que nosso pai Xangô permita que a justiça abra os caminhos para possamos louvar nossos orixás com tranquilidade e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Repasse essa mensagem ao maior número de pessoas que puder.  A natureza e os orixás agradecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Douglas Fersan – dezembro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1936778858594519571?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1936778858594519571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1936778858594519571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1936778858594519571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1936778858594519571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/12/pela-reabertura-da-estrada-que-leva-ao.html' title='Pela reabertura da estrada que leva ao Santuário Nacional de Umbanda - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-2168907494919374819</id><published>2011-11-28T17:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-28T17:01:33.432-02:00</updated><title type='text'>Raiz e Fé: um estudo sobre a Umbanda (parte 2) - E surgiu a Umbanda (outra breve introdução) - por Douglas Fersan</title><content type='html'>Dando continuidade à publicação de uma série de textos que produzi com o objetivo de olhar a Umbanda sob um prisma histórico e sociológico, segue "E surgiu a Umbanda (outra breve introdução)".  Esse texto foi publicado originalmente no jornal Região em Destaque, em janeiro de 2009. Como sua temática se encaixa perfeitamente no objetivo desse trabalho, resolvi republicá-lo aqui, com algumas pequenas adaptação.&lt;br /&gt;Peço àqueles que quiserem utilizá-lo em sites ou blogs, que apenas preservem a fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnJXeE08YUKXpsIZSaYMWLOrRgcvej1-FkbIFXcryRu0EkxDbv_ukOiIqmQA"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnJXeE08YUKXpsIZSaYMWLOrRgcvej1-FkbIFXcryRu0EkxDbv_ukOiIqmQA" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a Umbanda é entender o Brasil. Um país rico em variedades étnicas e culturais só pode ser resultado de uma intensa miscigenação ao longo de&lt;br /&gt;seu processo de formação histórica e que ainda hoje mostra-se em&lt;br /&gt;movimento. Diversos elementos contribuíram para a formação desse imenso&lt;br /&gt;país e essa variedade de costumes que o caracteriza. Do seu elemento&lt;br /&gt;étnico primordial – o indígena – pouco restou, levando-se em conta o&lt;br /&gt;massacre de que foram vítimas. No entanto, herdamos vários de seus&lt;br /&gt;costumes e crenças, dos quais podemos destacar diversos topônimos  e o&lt;br /&gt;uso de ervas para fins ritualísticos e medicinais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colonizador europeu não tardou a impor seus hábitos e crenças, assim, o catolicismo e toda sua liturgia foi introduzido no Brasil, passando a fazer parte da própria identidade nacional.  Mais um elemento incorporava-se à massa humana e cultural que formava a nossa população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande e inegável contribuição para esse processo foi dada pelos negros, que vieram cativos da África.  Proibidos de realizar seus cultos, nos quais adoravam os Orixás, Inkisies e Voduns – divindades provenientes do panteão africano – trataram logo de encontrar um subterfúgio para garantir a sobrevivência de sua crença: associaram os Orixás aos santos católicos, assim podendo realizar seu culto sem a interferência violenta de seus patrões.  Foi criado então, o sincretismo entre santos católicos e divindades africanas e, dessa maneira, os negros deixavam fincadas suas raízes de forma definitiva, na cultura brasileira – era mais um importante elemento que se agregava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, já na segunda metgade do século XIX, em plena febre do positivismo europeu, surge na França, através do pedagogo Hippolyte León Denizard Rivail (que tornou-se conhecido com o codinome de Alan Kardec), a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que tenta levar a comunicação com os espíritos à luz da ciência, além de definir padrões morais e filosóficos sobre questões como a morte, pecado, culpa e carma.  Essa nova doutrina encontrou vários adeptos entre a classe média brasileira, e assim, o Espiritismo tornou-se mais popular no Brasil do que em seu país de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população brasileira, no entanto, assimilou todos esses elementos (e outros mais) e, salvo casos em quem o sectarismo não permitia, criou um verdadeiro emaranhado de todas essas crenças e, mesmo quem se declarava católico “praticante” não titubeava em procurar uma benzedeira ou em fazer uma simpatia.  Ao contrário do que pode parecer, isso não significava a falta de uma identidade definica; era a própria identidade nacional que se definia.  Dessa maneira, variados cultos proliferaram pelo Brasil afora – como o Catimbó, o Batuque, o Tambor de Mina e o Xangô (o culto, não o Orixá), sem falar nas macumbas cariocas, que embora alguns estudiosos afirmem que ainda não fossem designadas como Umbanda, já apresentavam todo o esboço de sua liturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Espiritismo estivesse inserido na mentalidade da população brasileira, ele era praticado principalmente pela classe média – que tinha mais  acesso às obras literárias dessa doutrina, e que carregava consigo seus conceitos e preconceito.  Foi dentro desse contexto que o jovem Zélio Fernandino de Moraes, em 1908, contando com dezessete anos de idade, incorporou, em uma mesa espírita, o Caboclo das Sete Encruzilhadas (um espírito indígena, mas que segundo um médium vidente, assemelhava-se, pelas vestes, a um sacerdote católico) que, diante da reação dos presentes, que não aceitavam a manifestação de espíritos de índios e negros escravos, declarou que estava fundada ali a Umbanda, “uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados”.  Para muitos esse fato é tido como a fundação da Umbanda, para outros ela já existia na prática há muito tempo, sendo essa passagem apenas mais uma manifestação de um caboclo, espírito tão comum em seus rituais.  A verdade é que, sendo o Caboclo das Sete Encruzilhadas o fundador ou não, a Umbanda é o próprio retrato do Brasil, do processo histórico que o marcou tão profundamente, dos povos que o construíram, da identidade que assumiu para si.  Assim como o povo brasileiro, a Umbanda é diversa, contendo em si elementos de diversas crenças que existem no país: a pajelança, o culto aos Orixás, o Catolicismo, o Espiritismo.  Históricamente falando, a Umbanda é brasileira em sua essência, pois carrega consigo cada traço e cada cicatriz do povo que construiu o Brasil, suas crenças, seus hábitos e sua fé, mas também é universalista por excelência, pois agrega elementos de diversas partes do mundo.  Do primeiro contato entre os diferentes povos e sua diversidade surgiu a Umbanda, ainda hoje presente de maneira discreta – às vezes nem tanto – em todas as regiões do país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-2168907494919374819?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/2168907494919374819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=2168907494919374819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2168907494919374819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2168907494919374819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/11/raiz-e-fe-um-estudo-sobre-umbanda-parte_28.html' title='Raiz e Fé: um estudo sobre a Umbanda (parte 2) - E surgiu a Umbanda (outra breve introdução) - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3802884719873572465</id><published>2011-11-15T14:09:00.002-02:00</published><updated>2011-11-15T14:12:19.931-02:00</updated><title type='text'>Umbanda é religião, portanto tem história - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcScMOCK0iY_VVHLp-gMBcSgJA3jWU2Lak96U57T2Y5u3jH4pxKO"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 184px;" src="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcScMOCK0iY_VVHLp-gMBcSgJA3jWU2Lak96U57T2Y5u3jH4pxKO" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda é religião, portanto tem História !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História se faz com fatos, nem com mitos e muito menos com "achologia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda nasce para o plano material no momento em que é organizado seu ritual e criado o primeiro templo, terreiro ou se preferir Tenda de Umbanda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A umbanda não nasce da incorporação de caboclo e preto velho... pois isso existia e sempre existiu pois todos somos e sempre fomos médiuns... desde que o mundo é mundo o homem incorpora e se comunica com os espíritos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a Religião de Umbanda nasce com o primeiro templo fundado por&lt;br /&gt;Zélio Fernandino de Moraes... que anuncia incorporado do Caboclo das Sete Encruzilhadas a nova religião... no dia 15 de Novembro de 1908...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com estas palavras define:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda é a manifestação do espirito para a pratica da caridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e complementa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quem sabe mais vamos aprender e a quem sabe menos vamos ensinar...&lt;br /&gt;a ninguém vamos virar as costas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Templo se chama Tenda Espirita Nossa Senhora da Piedade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe até hoje e tem sua Neta Lygia Cunha como atual dirigente, em Boca do Mato, Cachoeiras de Macacu - RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é historia, agora quem quiser crer em fantasias e outros contos baseados em imaginação e desconhecimento destes fatos que fique a vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que creem que Umbanda já existia porque caboclo e pretovelho já incorporavam... então devem crer que catimbo, jurema, pajelança, candomblé de caboclo, cabula, encantaria e outros cultos mediúnicos com caboclo e pretovelho sejam a mesma coisa que Umbanda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecido não é Igual... Umbanda é Unica, com uma diversidade muito menor do que parece ter... É a religião do Caboclo e do Pretovelho falada em língua portuguesa e ritualizada em torno do atendimento caritativo... estruturada em templo que separa consulencia de corpo mediúnico... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São peculiaridades e nuances como estas que definem a unidade da Umbanda em meio ao que se chama de diversidade... quem nem é tão diversa assim, mas que reflete algo comum em religião. São muitos budismos, cristianismo, islamismos, judaísmos... e muitas Umbandas como expressões de uma unica Umbanda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns Umbanda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3802884719873572465?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3802884719873572465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3802884719873572465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3802884719873572465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3802884719873572465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/11/umbanda-e-religiao-portanto-tem.html' title='Umbanda é religião, portanto tem história - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8181945560565468809</id><published>2011-11-12T21:38:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T21:42:18.884-02:00</updated><title type='text'>As esquisitices do religioso brasileiro - por Jairo Pereira Jr</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://malucoporjesus.files.wordpress.com/2010/08/ovelha-e-o-lobo-pastor-assembleia-de-deus.jpg?w=320&amp;h=301"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 301px;" src="http://malucoporjesus.files.wordpress.com/2010/08/ovelha-e-o-lobo-pastor-assembleia-de-deus.jpg?w=320&amp;h=301" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos acreditam ser donos da verdade. Talvez essa afirmação seja a única verdade que todos concordam. O título desse artigo, meu irmão, é que todos aqueles que usam a religião como escudo e arma de ataque caem nessa máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquisito acreditarem que as suas verdades são absolutas. Alguns decoram trechos da bíblia para justificar tais verdades e as impor, sem respeitar a ninguém, nem a liberdade de discordar das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você que está lendo este artigo deve pensar: “O que há de esquisito nisso? Afinal desde que o mundo é mundo existe uma imposição de verdades de alguns.” O fato é que hoje somos livres para pensar e questionar, e o fato de ser umbandista, pratico uma religião que permite meu livre pensamento. Assim, responderei citando alguns dos absurdos que tenho visto, lido e presenciado nos últimos dias e que agora me fez desabafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a proliferação das igrejas evangélicas neopentecostais muitos jargões surgiram e são exibidos nos automóveis: “Deus é Fiel”, “Dirigido por mim, mas guiado por Deus”, “Presente de Deus”, “Família de Jesus” entre outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de discordar e me incomodar pela forma equivocada que as frases que fazem apologia a esta ou aquela fé são colocadas, pois, apesar de não ser professor da língua portuguesa, acredito que a maioria tem um erro grave de colocação, pois Deus não tem que ser fiel e sim você tem que ser fiel a Deus, ou ainda se Deus te deu um carro porque você tem que pagar o financiamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece bobeira ou para alguns uma heresia, mas são coisas que me incomodam muito as pessoas falarem besteira e ninguém questionar. Meu pai sempre disse que é melhor ficar quieto e todos pensarem que você é um idiota do que você abrir a boca e todos terem certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as piores ainda estão por vir. Dias atrás enquanto dirigia pela cidade de Santo André, aqui no ABC paulista, o carro que estava a minha frente exigia a mensagem: “Deus odeia os injustos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei indignado. Como assim Deus odeia? Como Deus pode ser dotado de sentimento tão humano e mesquinho? Afinal, se essas próprias pessoas pregam que Deus é amor, como pode Ele odiar? Ou a mensagem de que Deus é Amor seja só marketing religioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para piorar, o carro que levava tal frase, ao pararmos no semáforo, em fila indiana, em que tinha quatro ou cinco carros a nossa frente, cortou pela esquerda e passou no farol vermelho. Essa injustiça com todos os que esperavam em fila pacientemente o farol abrir, será que foi odiada por Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros relatos que quero compartilhar são os absurdos que presenciei na escola estadual que trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de Educação Física tentou trabalhar uma das instruções propostas pela Secretaria da Educação e recebeu uma carta de um pastor de uma determinada igreja dizendo que o aluno Fulano de Tal estava proibido de fazer ou praticar aquele conteúdo da matéria e ainda desaconselhava que a professora não levasse em frente o conteúdo, pois aquilo desagradaria a Deus e que o conteúdo proposto pela professora era coisa do espiritismo, logo, coisa do demônio. O conteúdo proposto pela professora: A Capoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de Outubro, a professora de Inglês além de tentar ensinar algo do idioma, tentava ensinar algo da cultura americana e inglesa quando recebeu o recado de uma mãe com uma citação do livro de Deuteronômio que diz: “Que não tenha entre vocês... nem bruxo... nem mágico... porque todos os que fazem essas coisas são maus para o Senhor...” e a mãe ainda lançou um post numa rede social com os seguintes dizeres: “Diga não ao dia das bruxas (halloween). Se não agrada a Deus... Tô Fora!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais fatos chamaram minha atenção por ao meu ver ser fruto das esquisitices daquele que se diz religioso, pois na maioria das vezes são preconceituosos, irresponsáveis e desrespeitam a tudo e a todos por se acharem donos da verdade em nome de sua fé cega e irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo Pereira Jr&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8181945560565468809?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8181945560565468809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8181945560565468809' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8181945560565468809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8181945560565468809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/11/as-esquisitices-do-povo-brasileiro-por.html' title='As esquisitices do religioso brasileiro - por Jairo Pereira Jr'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3396057149050796322</id><published>2011-11-05T22:35:00.003-02:00</published><updated>2011-11-05T23:04:43.037-02:00</updated><title type='text'>Raíz e Fé - um estudo sobre a Umbanda (parte 1) - por Douglas Fersan</title><content type='html'>Transcrevo a seguir, a primeira parte de uma série de textos que produzi a partir de estudos e reflexões sob o prisma sociológico/histórico sobre a Umbanda e crenças populares. Ao conjunto desses textos dei o nome de Raiz e fé, cuja única pretensão é instigar o debate acerca da Umbanda e ritos similares, bem como tirar alguns estigmas próprios do senso comum. Pretendo publicar gradualmente esses textos. Àqueles que pretendem reproduzi-los em outros blogs e sites, peço apenas que citem a fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAAJDUH1dzTGtH9FZWjO1lKpkzfj5n_-CWG2HBAuZLlr0J80CAowQsDGNibGlM_2mvQO10RpDZaR-nW8d1evkmwxIAm1T1UI2mE7XARDEEVJEru07fWUbni64L.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 354px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAAJDUH1dzTGtH9FZWjO1lKpkzfj5n_-CWG2HBAuZLlr0J80CAowQsDGNibGlM_2mvQO10RpDZaR-nW8d1evkmwxIAm1T1UI2mE7XARDEEVJEru07fWUbni64L.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras vezes me encontrei enredado em debates sobre a literatura umbandista e quase sempre encontrei opiniões extremamente sectárias (e negativas) sobre o tema.  Apropriando-se de argumentos baseados em um tradicionalismo quase ortodoxo, os opositores desse segmento literário defendem a idéia de que a Umbanda só pode – ou só deve – ser aprendida dentro dos terreiros, “aos pés das entidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Obviamente que estão cobertos de razão quando fazem tal afirmação, pois os chamados fundamentos da religião, bem como os rituais magísticos nela praticados, são de interesse e responsabilidade dos envolvidos em tais procedimentos e seria uma verdadeira leviandade torná-los públicos ao leigo, como quem prescreve receitas culinárias.  Diz um antigo ditado que a Umbanda é séria para gente séria, e é com a devida seriedade que devemos abordar o assunto, principalmente ao transformá-lo em domínio público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de concordar com a postura acima citada, uma certa inquietação sempre se fez presente quando me via envolvido nessa questão.  Como sociólogo, pedagogo e historiador me questionava quanto aos limites da literatura sobre a Umbanda e outros ritos praticados no Brasil.  Nunca consegui enxergar os livros como detratores dessa crença.  O que me parecia muito óbvio era a existência de uma nítida diferença entre autores que se aproveitavam do desconhecimento do leigo e da euforia do neófito para publicar e vender livros que ensinam supostos “feitiços” a fim de enriquecer, vingar-se dos desafetos e conseguir sorte no amor e de autores que visavam preservar a memória dos cultos afro-ameríndios aqui praticados.  Não se pode confundir escritores (e suas obras) como Alexandre Cumino (A História da Umbanda – um verdadeiro marco no resgate de nosso passado ritualístico) ou Diamantino Fernandes Trindade com aqueles que publicam livretos que ensinam os desavisados (e despreparados) como fazer sua macumba em casa.  Misturar essas duas formas de ver e escrever a Umbanda é, no mínimo, ingenuidade, para não dizer irresponsabilidade.   É preciso compreender os diferentes níveis de pensamento, nesse caso tão gritantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez seja justamente a mistura de minha formação religiosa (Umbanda) com minha formação acadêmica (Sociologia, Pedagogia e História) que me causa a inquietação já descrita.  Certa vez, numa entrevista online, fui questionado sobre minha postura enquanto religioso e sociólogo, como se não fosse possível tal coexistência.  Longe de caracterizar uma contradição, acredito que isso constitui uma característica peculiar, pois o olhar científico me faz crítico perante a religião, não aceitando qualquer dogma ou senso comum como verdade absoluta, ao mesmo tempo em que me livra de um ceticismo desnecessário frente aos fenômenos espirituais.  E, provavelmente, essa é a causa da minha inquietação quando se fala em livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes de queimá-los em praça pública, devemos saber qual seu objetivo.  O que seria da memória nacional se não existissem os registros?&lt;br /&gt; Aos defensores da perpetuação da tradição através da oralidade, é bom lembrar que as informações deturpam-se com o tempo e com as diferentes interpretações.  Estudar nossa memória é mantê-la viva, é manter o respeito aos cultos que ajudam a formar a complexa identidade nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É dentro dessa linha de raciocínio que muito pretensiosamente me dispus a escrever essa “obra” (entre aspas mesmo).  Encarei a difícil tarefa de analisar alguns pontos da religião que professo, através do prisma histórico e sociológico, praticando o olhar de estranhamento, crítico e isento, colocando de lado qualquer paixão ou opinião pessoal e, principalmente o senso comum.   Pretendo expor alguns aspectos interessantes da Umbanda e das tradições espiritualistas brasileiras como forma de contribuir, ainda que minimamente, para o seu entendimento, sem qualquer tentativa de doutrinar ou impor minhas verdades pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O objetivo é tratar a Umbanda como coisa séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3396057149050796322?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3396057149050796322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3396057149050796322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3396057149050796322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3396057149050796322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/11/raiz-e-fe-um-estudo-sobre-umbanda-parte.html' title='Raíz e Fé - um estudo sobre a Umbanda (parte 1) - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5033459799660587385</id><published>2011-11-02T22:31:00.001-02:00</published><updated>2011-11-02T22:31:19.716-02:00</updated><title type='text'>Finados - fim de quê? - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_n52xeAkrMUw/TM411Vhp8iI/AAAAAAAADCw/jOvu_9jqa2k/s400/finados.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_n52xeAkrMUw/TM411Vhp8iI/AAAAAAAADCw/jOvu_9jqa2k/s400/finados.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas datas e situações são tratadas como sagradas.  Uma aparente aura imaculada, na verdade um tabu, parece pairar sobre determinados assuntos, cuja contestação parece ofender as mais profundas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que tenho muito respeito pela dor alheia, assim como respeito também a forma como ela se manifesta em datas como o dia de finados.  Mas não consigo me comover com essa data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez alguém se espante com o fato de um umbandista dizer que não se abala com o dia de finados.  Mas entendo o termo “finado” como algo que se esgotou, que chegou ao fim, que não existe mais.  E a existência daqueles que amei e continuo amando não chegou ao fim, pelo menos não acredito nisso.  E o fato de ser umbandista só reafirma essa minha convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma ligação muito forte com meus pais, mas nem por isso me abalo no dia dos pais ou das mães.  Além de saber que são datas criadas com fins comerciais, tenho meus pais em grande estima todos os dias, mesmo eles já tendo feito sua passagem há tantos anos.  A saudade que sinto deles é a mesma, independente da data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia de finados constitui algo diferente, ao mesmo tempo mórbido e especial.  Longe de querer criticar quem se comove e se mobiliza nesse dia (afinal cada um tem sua forma individual de manifestar os sentimentos), mas não consigo me inserir nessa peregrinação aos cemitérios a fim de manifestar a saudade e o respeito àqueles que partiram para o plano espiritual.  Como umbandista não vejo a morte como um fim, e sim como uma etapa inevitável e talvez sucessiva, dependendo do progresso moral de cada um.  Vejo o ser humano, a mais complexa criação divina, como algo muito além da matéria – pensamento e espírito são, na minha concepção, coisas que transcendem o fim da carne, que sobrevivem a qualquer revés e, mesmo que não atingindo os graus mais elevados da chamada evolução, continuam a existir.   Sendo assim, o que me levaria a peregrinar a um cemitério a fim de cultuar a única parte que acredito não ser eterna no ser humano?  Não me faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro tratar bem, com respeito e amor, aqueles que me são caros ainda em vida, do que levar-lhes flores em datas pré-estabelecidas após sua morte.  Não quero reverenciar e amar uma lápide, prefiro dedicar meu tempo e meus sentimentos àqueles que amo enquanto ainda posso vê-los e tocá-los.  Após partirem, vou continuar a amá-los, mas demonstrarei isso através das minhas preces e dos meus pensamentos, que serão diários e feitos em qualquer lugar, não necessariamente num cemitério.  Aqueles que amo não findam, não acabam, nunca serão finados, pois tenho convicção na continuidade de sua existência, ainda que ela não seja tangível para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda me dá a fé e a força para seguir adiante, na luta cotidiana, mesmo sem a força dos entes queridos que me davam sustentação.  E essa força recebo todos os dias, através da fé, dos orixás, das entidades e, quem sabe, até mesmo desses entes queridos, que quiçá já tenham atingido a luz necessária para me levantar quando preciso.  E essa força eu encontro no elo que ainda me liga a eles, independente do dia ou do lugar.  Encontro essa força porque a Umbanda me dá a certeza de que não existem finados.  Existe a força infinita do amor, que mantém sempre unidas as pessoas que se amam verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve todos nossos ancestrais, vivos em nossas tradições e corações.&lt;br /&gt;Salve o amor infinito que une o mundo espiritual e o material.&lt;br /&gt;Saravá a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;02/11/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5033459799660587385?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5033459799660587385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5033459799660587385' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5033459799660587385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5033459799660587385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/11/finados-fim-de-que-por-douglas-fersan.html' title='Finados - fim de quê? - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n52xeAkrMUw/TM411Vhp8iI/AAAAAAAADCw/jOvu_9jqa2k/s72-c/finados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4935272154895843333</id><published>2011-10-28T22:34:00.002-02:00</published><updated>2011-10-28T22:36:02.228-02:00</updated><title type='text'>Amo a Umbanda, nem sempre concordo com os umbandistas - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcQgDzoWA7yMSJQf-SZGhQ6mVcax2Pqv46h3k-s4sRY4ssR-NVjO"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcQgDzoWA7yMSJQf-SZGhQ6mVcax2Pqv46h3k-s4sRY4ssR-NVjO" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo a Umbanda, mas às vezes, imperfeito que sou, me surpreendo com certeza mágoa dos umbandistas.  Antes que venham as pedras, eu explico: em primeiro lugar minha frase é mais do que generalizada (o que já constitui um erro), mas ela tem suas razões de ser.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ser umbandista não é fácil – todos aqueles que levam a Umbanda a sério sabem disso, mas será que é a Umbanda que dificulta a nossa caminhada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Certamente que não.  Ao contrário disso, a Umbanda existe, entre outros fatores, para facilitar nossa caminhada e amenizar a os ferimentos que os espinhos da vida nos causam.  A Umbanda é perfeita, quanto a isso não resta dúvida, nós umbandistas – e antes disso, seres humanos – é que não somos perfeitos e, não raras vezes, deixamos que a nossa imperfeição interfira no bom andamento dos trabalhos e rituais de Umbanda, maculando o seu nome e possibilitando a generalização negativa aos olhos do leigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quantos umbandistas, durante a gira, não se concentram em seus afazeres, às vezes nem conseguindo se concentrar para “dar a cabeça” às entidades, porque se concentram mais na atitude dos seus irmãos-de-fé?&lt;br /&gt; Quantos outros se orgulham em dizer que do lugar que ocupam no terreiro percebem tudo o que acontece durante a gira (e usam as observações para levantar críticas depois)?  Deveriam observar melhor as próprias línguas, mantendo-as caladas e dentro de suas bocas, impedindo que saiam bifurcadas, espalhando sua peçonha por onde passam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Existem também aqueles que adoram criticar as atitudes dos novatos, acusando-os de mistificação e querer colocar o carro na frente dos bois.  Que isso acontece é fato, mas os mais experientes deviam ter o dever de ser sábios e, portanto, a obrigação de orientar os mais novos.   Os inexperientes erram por desconhecimento e falta de orientação, os mais velhos erram por não conseguir conter sua maledicência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não faltam também aqueles que, durante uma gira, acham que são os seres mais importantes da face da terra, por desempenharem algumas funções.  O sacerdote muitas vezes se acha a própria encarnação de Zambi, o ogã acredita que a gira não funciona sem ele, o pai pequeno olha os demais como se estivesse sobre um pedestal e assim vai.  Cada qual se acha a peça-chave da gira e esquece que ela constitui uma corrente, na qual cada elo é de extrema importância e que se um fraquejar, todo o corpo mediúnico estará comprometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não podemos esquecer aqueles que vestem o branco e são umbandistas apenas nas horas que dura a gira.  Terminados os trabalhos, trocam a roupa e voltam à sua vida mundana, pouco se importando em melhorar enquanto filhos de Zambi.  Tudo que aconteceu durante a gira não lhes serviu em nada como aprendizado.  Triste o ser que vivencia uma experiência, qualquer que seja, e não tira dela uma lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E quando um filho-de-fé decide seguir outro caminho, ir para outro terreiro ou mesmo afastar-se da religião por algum tempo?   Não são raros os sacerdotes de Umbanda que correm praguejar contra esse filho, inclusive tomando à frente de suas entidades para bradar em tom ameaçador (a fim de intimidar os demais filhos) que o “fulano voltará para cá se arrastando, pedindo perdão por ter saído”.   É triste ouvir essas palavras proferidas por alguém que se diz “pai” ou “mãe” do terreiro, justamente a pessoa que deveria abençoar o filho que partiu e lhe desejar boa sorte, deixando as portas abertas para que um dia voltem, caso seja seu desejo.  Mas preferem praguejar, demandar, ameaçar e intimidar. Será que pessoas que agem assim estão realmente preparadas para exercer o sacerdócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas com certeza os dois grandes males da maioria dos terreiros são a fofoca e a vaidade.  Ervas daninhas que enquanto não são arrancadas de vez, pela raiz, não deixam os trabalhos fluírem da maneira como deveriam.  Como auxiliar os necessitados quando somos nós os maiores necessitados no que se refere à moral e ética religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Teria inesgotáveis exemplos de quanto os umbandistas podem nos decepcionar, mas levaria horas escrevendo e esse texto se tornaria cansativo e repetitivo.  Com certeza já decepcionei muito também, mas não podemos deixar de alimentar a chama da evolução.  Erramos sim, e já diz o velho ditado que errar é humano, mas é preciso aprender com o erro e a partir dele buscar o aprimoramento.  Mas infelizmente não é isso que vemos acontecer.  Obviamente sou contra qualquer tentativa de unificar uma codificação de Umbanda, pois sua diversidade é sua grande riqueza, mas estabelecer uma conduta ética, não apenas como umbandista, mas como seres humanos, não custa nada a ninguém.  E não podemos esquecer que somos o espelho da nossa religião, nossas atitudes são apontadas como positivas ou negativas pelos leigos para enaltecer ou denegrir a imagem da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amo a Umbanda, nem sempre concordo com os umbandistas.  Assim como toda a humanidade ainda precisamos evoluir muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;Outubro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4935272154895843333?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4935272154895843333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4935272154895843333' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4935272154895843333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4935272154895843333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/10/amo-umbanda-nem-sempre-concordo-com-os.html' title='Amo a Umbanda, nem sempre concordo com os umbandistas - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1500466777885532581</id><published>2011-10-18T15:44:00.001-02:00</published><updated>2011-10-18T15:44:18.022-02:00</updated><title type='text'>Oxum, amada mãe de meus amores - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTg3OD2aPc7l3JB3U8ZHbxmgoUKNCNB_odJ5sbj3cqh3if6dDaw"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 183px;" src="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTg3OD2aPc7l3JB3U8ZHbxmgoUKNCNB_odJ5sbj3cqh3if6dDaw" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje 12 de Outubro de 2011, acabo de fazer minhas rezas a Oxum e em improviso lhe escrevo estas palavras abaixo, em devoção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe de Todos os Meus Amores, me coloco a seus pés, toco o chão com minha testa, para, em atitude de reverência e devoção agradecer e pedir sempre sua proteção. Clamo por sua guarda e sua guia em minha vida, e peço que sua estrela possa brilhar em meu Céu, para que quando vier a noite eu possa ter sempre sua luz a me iluminar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me Permita Exercer o Sacerdócio de Seus Valores, Ser Amante de Sua Verdade e Místico de Sua Presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clamo em Invocação sua manifestação de dentro para fora do meu, pedindo e desejando um encontro com o Sagrado de Todas as Culturas que habita no EU mais profundo no qual todos são apenas UM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva seus filhos minha Amada Mãe, Enleva toda esta BANDA, Com Seus Cantos de Encantos, Amores e Solicitude ajude-nos, todos, a subir mais um degrau, em direção ao UM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita minha mãe que todos que me são queridos sejam tocados por uma centelha deste infinito amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja presente em minha alma e espírito para que quando meus sentimentos, palavras e ações ganharem vida sejam sempre a sua vida manifesta na minha, proporcionando vida em abundância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de meus olhos, boca e ouvidos, a senhora possa estabelecer um contato com este mundo tão carente de sua presença, que meus pés toquem sempre em solo sagrado e minhas mãos demonstrem gestos de amor e gratidão, reconhecendo sua presença divina em tudo que Deus Criou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Minha Família Seja também a prosperidade, e, que todos reconheçam que sua presença é que nos torna prósperos e realizados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxalá Nos Ilumine Para Ser e Viver Por Sua Luz e Verdade... 12 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Dedico estas linhas, em Oração, ao meu filho, sangue de meu sangue, carne de minha carne, e peço a Amada Mãe de Meus Amores que seja Shakti (Energia, Força e Poder das Divindades femininas) na vida dele, o encaminhando, abençoando e guiando por onde for seu corpo, mente e/ou espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1500466777885532581?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1500466777885532581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1500466777885532581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1500466777885532581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1500466777885532581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/10/oxum-amada-mae-de-meus-amores-por.html' title='Oxum, amada mãe de meus amores - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6506926503033842801</id><published>2011-10-06T14:51:00.001-03:00</published><updated>2011-10-06T14:51:36.180-03:00</updated><title type='text'>Contra a demolição da casa de Zélio de Moraes - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcS4wfSIMWVyLCLtJ4YKAyLOZJU3GAiJbHPWPlFGwa_3fJwN0zynrQ"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 168px;" src="https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcS4wfSIMWVyLCLtJ4YKAyLOZJU3GAiJbHPWPlFGwa_3fJwN0zynrQ" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um país que não preserva sua memória não constrói seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No dia 02 de outubro de 2011 um fato lamentável se tornou notícia.  A prefeitura de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, permitiu a demolição da casa onde teria sido fundada a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É fato que a Umbanda não possui uma codificação ou um líder único e que, em virtude disso, muitos umbandistas não reconhecem a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas através do médium Zélio Fernandino de Moraes como marco inicial da religião.  Para muitos, os rituais aos quais hoje chamamos de Umbanda já existiam antes dessa manifestação, dada em 15 de novembro de 1908, no local referido, mas independente de se aceitar ou não, esse evento representa um marco histórico para nossa religião.  Mesmo já existindo esses rituais, o dia 15 de novembro pode ser lembrado como um marco para a prática espiritualista, antes elitizada e, a partir de então, alcançando as massas, independente da condição social ou acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A história já é conhecida – e quase lendária: após esgotadas as tentativas de curar os “distúrbios” (tais como falar de maneira arrastada, com sotaques diferentes e aparentes mudanças de personalidade) apresentados pelo jovem Zélio, então com 17 anos, seus pais resolvem levá-lo a um Centro Espírita, como último recurso em busca da solução do problema.  Durante os trabalhos, Zélio incorpora um espírito que se apresenta como o Caboclo das Sete Encruzilhadas e anuncia a organização de uma nova religião que, diferente do Espiritismo da época, não estaria restrita às elites e abriria espaço para espíritos das mais diferentes origens trabalharem na prática da caridade e em busca de seu progresso espiritual.  Essa mesma entidade manifestou-se no dia seguinte, na casa situada na rua Floriano Peixoto, nº 30, no município de São Gonçalo, onde declarou (que a Umbanda): “Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para muitos, esse acontecimento representa a própria fundação da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E é justamente essa pequena casa, de construção humilde, que está sendo demolida, em detrimento da história que ela representa.  Independente da vertente umbandista que se segue ou de se aceitar a história de Zélio de Moraes, todos perdemos com esse ato, pois o povo que não preserva sua memória não investe em seu futuro, não valoriza a sua identidade, sua cultura e deixa se perder no tempo o passado de lutas e vitórias tão arduamente conquistadas.  Fala-se tanto em tolerância religiosa, mas não se faz o mínimo para respeitar o marco de uma religião genuinamente brasileira.  Fala-se em memória nacional, mas não se faz o menor esforço para manter vivo o patrimônio de uma religião que se confunde com a própria identidade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até mesmo fiéis de outras religiões, numa atitude respeitosa e inteligente, lamentaram o fato, como o Reverendo Marcos Amaral, da Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá, que lamentou o fato da Prefeitura de São Gonçalo ser a primeira a dar exemplo de indiferença à religião umbandista, conforme declarado no Jornal Extra, em 05/10/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Militantes umbandistas da região estão marcando uma manifestação para o dia 07/10/2011, às nove horas da manhã, em frente à casa, a fim de protestar e impedir a demolição do que ainda resta da construção.  Manifestar-se é o mínimo que podemos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com certeza a Umbanda continuará trabalhando normal e dignamente independente da demolição da casa.  Os orixás e entidades não precisam disso, estão muito acima dessas coisas mundanas, mas aos homens, aos encarnados, cabe o mínimo de respeito à crença alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esperamos que esse patrimônio histórico seja preservado, mas caso isso não aconteça, continuemos avante com a nossa caravana, independente do ladrar dos cães.  O máximo que eles conseguem é chamar a atenção para a nossa causa, pois uma casa pode ser demolida, mas a espiritualidade jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;Outubro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6506926503033842801?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6506926503033842801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6506926503033842801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6506926503033842801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6506926503033842801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/10/contra-demolicao-da-casa-de-zelio-de.html' title='Contra a demolição da casa de Zélio de Moraes - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3873520985294974389</id><published>2011-10-04T15:55:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T15:56:15.373-03:00</updated><title type='text'>Santuário de Umbanda e o plantio de árvores - a Umbanda a favor da ecologia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_J6VlqmuaB20/TEB1wFjWcRI/AAAAAAAAAFQ/RurnWloMGXE/s1600/id_153_ecologia1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 410px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_J6VlqmuaB20/TEB1wFjWcRI/AAAAAAAAAFQ/RurnWloMGXE/s1600/id_153_ecologia1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEDERAÇÃO UMBANDISTA DO GRANDE ABC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dos Orixás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONVIDA&lt;br /&gt;A todos os Irmãos de Fé, a levarem mudas de árvores típicas da Mata Atlântica, para plantarmos juntos, no dia 15 de outubro (sábado), às 9:00 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Precisamos de alguns exemplares das seguintes árvores: Abacateiro-do-mato; Alecrim-de-campinas; Araçá-rosa; Araçá-roxo; Araribá; Cambuci; Carvalho; Cedro; Embaúba; Figueira; Ipê-amarelo; Ipê-roxo; Jacarandá; Jequitibá; Manacá-da-serra; Peroba; Pitangueira; Palmeira e Quaresmeira-roxa. Com tamanho a partir de 1 metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cada planta dará acesso à entrada no Santuário para 2 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos unir para mostrar que a Umbanda é uma religião que respeita a natureza e luta pela sua preservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de calar os difamadores é através do bom exemplo. Que cada irmão umbandista faça a sua parte na construção de uma imagem positiva da nossa religião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3873520985294974389?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3873520985294974389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3873520985294974389' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3873520985294974389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3873520985294974389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/10/santuario-de-umbanda-e-o-plantio-de.html' title='Santuário de Umbanda e o plantio de árvores - a Umbanda a favor da ecologia'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J6VlqmuaB20/TEB1wFjWcRI/AAAAAAAAAFQ/RurnWloMGXE/s72-c/id_153_ecologia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-667935886993977409</id><published>2011-10-02T18:26:00.002-03:00</published><updated>2011-10-02T18:33:11.072-03:00</updated><title type='text'>Mensagem do Sr. Zé Pelintra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcRGhtl-5SoRmnkNJs_EI97V6FTmyX_U1hCrhssqUAgs2wbKHi7Y"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 267px;" src="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcRGhtl-5SoRmnkNJs_EI97V6FTmyX_U1hCrhssqUAgs2wbKHi7Y" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem do Sr. Zé Pelintra&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Boa noite!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Toda música pode ser cantada para todos os Orixás,&lt;br /&gt;Desde que seja cantada de modo sagrado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dentro de cada mulher habita uma mulher maravilhosa,&lt;br /&gt;Que nos sustenta, nos alimenta, que é amor, ternura&lt;br /&gt;E que criou toda essa terra para a gente abençoar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Malandro é mulherengo? É sim.&lt;br /&gt;Ele não pode ver uma mulher, que ele ajoelha e bate a cabeça.&lt;br /&gt;Esse é o mistério da malandragem. O resto é besteira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem está falando aqui, é o chefe de uma grande falange de Zé Pelintra.&lt;br /&gt;É o chefe de uma legião de Malandros.&lt;br /&gt;Então, eu sei o que estou falando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Malandro não é traficante de morro.&lt;br /&gt;Se tiver traficante de morro como Malandro,&lt;br /&gt;Ele já se converteu à Luz.&lt;br /&gt;Dá para entender o que estou falando?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Malandro não faz mal a ninguém.&lt;br /&gt;A Lei da Malandragem é a lei da alegria de viver.&lt;br /&gt;É a lei de poder ajudar dentro da Lei Maior e da Justiça Divina.&lt;br /&gt;De modo feliz, alegre, espontâneo.&lt;br /&gt;Essa é a Lei da Malandragem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então, sou sim. Sou mulherengo.&lt;br /&gt;Do lado sagrado, eu sou sim.&lt;br /&gt;Toda mulher para mim, é mãe.&lt;br /&gt;Toda mulher para mim é linda.&lt;br /&gt;Não tem defeito.&lt;br /&gt;E os Malandros que são Malandros, sabem do que estou falando.&lt;br /&gt;Então, se sintam amadas por um Malandro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu já fui Mestre de Jurema.&lt;br /&gt;Eu trabalho em qualquer Linha desta Umbanda Sagrada.&lt;br /&gt;Que pra mim, é mãe.&lt;br /&gt;E só podia ser mãe, por isso é sagrada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem trouxe esta Linha da Malandragem foi o Zé Pelintra.&lt;br /&gt;Para abrigar os milhares de espíritos que se encontravam desequilibrados.&lt;br /&gt;No sentido do amor, da paixão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eles passaram por um processo de aprendizado.&lt;br /&gt;Dentro deles foram tomados pela mãe, pelo sagrado feminino.&lt;br /&gt;E servem com toda devoção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nosso símbolo é a lua.&lt;br /&gt;Eles trabalham de madrugada, sob a luz do luar.&lt;br /&gt;A luz do luar é nosso prazer, porque a mãe está olhando para a gente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando firmar para Zé Pelintra e para Malandro,&lt;br /&gt;Tenham consciência disto.&lt;br /&gt;Eu não tolero qualquer tipo de desrespeito a qualquer mulher.&lt;br /&gt;E quando eu vejo, vou em cima e mostro como se respeita uma mulher.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O feminino é o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O masculino só direciona esse poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo poder divino reside no feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sagrado masculino dinamiza esse poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É profundo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus abençoe, guarde e guie!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se precisarem de mim, estou à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vela branca ou vermelha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um copo de água ou de pinga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou só o coração de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou sempre estar ao lado de vocês para o que der e vier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus abençoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a Umbanda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mensagem transmitida pelo Sr. Zé Pelintra, por meio de seu médium, Marcel Surya, em 21/09/11, quarta feira, desenvolvimento mediúnico, turma 3, gira de Marinheiro, com chamada de Malandro e manifestação do Sr. Zé Pelintra, sustentada por Pai Obaluayê e Mãe Oxum. (Gira dirigida pelo Marcel Surya). (Mensagem transcrita pela Márcia Nunes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Templo/Escola Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca&lt;br /&gt;Enviado por Alexandre Cumino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-667935886993977409?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/667935886993977409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=667935886993977409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/667935886993977409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/667935886993977409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/10/mensagem-do-sr-ze-pelintra.html' title='Mensagem do Sr. Zé Pelintra'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5606576993447065236</id><published>2011-09-27T15:29:00.000-03:00</published><updated>2011-09-27T15:30:02.987-03:00</updated><title type='text'>As crianças - por Adriano Camargo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSEfHFM27VYF1zjii6WIbsH2lwmrujTGP6IdjVVy0PFmVcF2Byp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 146px;" src="https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSEfHFM27VYF1zjii6WIbsH2lwmrujTGP6IdjVVy0PFmVcF2Byp" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Papai me mande um balão, com todas crianças que têm lá no céu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem doce papai, tem doce papai, tem doce lá no jardim “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita festa e alegria com essa linha de trabalho, destro dos rituais de Umbanda Sagrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É praticamente impossível não reagirmos também com felicidade ao vê-los “brincando” nos terreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cosminhos, erês, ibejada, ou simplesmente “as crianças” são comemorados neste mês de setembro, sincretizados ao culto católico com São Cosme e São Damião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazem muita força de trabalho e em suas manifestações, traduzem a essência da pureza e simplicidade. Renovadores por excelência são amparados pela linha do Amor (Oxum e Oxumaré), mas não perdem sua essência elementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos muitas crianças da água, das matas, das praias, alguns caboclinhos e caboclinhas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus nomes simbólicos normalmente no diminutivo, dificilmente traduzem sua essência original, mas isso é totalmente desnecessário, pois para a pureza não é necessária a tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns ainda pertencem ao estágio encantado da evolução, normalmente os que se apresentam por nomes simbólicos ligados a falanges ou mesmo a elementos da natureza, como: Pedrinha, Coquinho, Ventinho, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalham brincando e brincam trabalhando. Quando solicitados, são excelentes guias de trabalho e atendimento, ótimos curadores e fantásticos orientadores espirituais. Quem nunca se sentiu também criança de frente a uma manifestação dessa linha. E quem melhor senão nossa “criança interior” para ouvir e captar conselhos dados por outra “criança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não subestimemos esse irmãozinhos do astral e cultuemo-los, e oferendamo-os sempre que necessário ou mesmo por agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sincretismo se dá ao fato de as crianças no culto de nação, estarem ligadas ao Orixá Ibeji, que são dois irmãos gêmeos. Como os santos católicos Cosme e Damião, irmãos gêmeos e médicos, que pereceram decapitados, porque praticavam a medicina gratuitamente em socorro dos pobres e das crianças infelizes e abandonadas. São protetoras da Medicina e de todas as crianças do mundo, inclusive as desencarnadas que ainda não completaram o círculo dos renascimentos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração a São Cosme &amp; São Damião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Cosme e São Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;repouse também em meu coração. Que a vossa proteção, São Cosme e São&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damião conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para mim as palavras de Jesus: “Deixai vir a mim os pequeninos, pois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deles é o Reino dos Céus “.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Cosme e São Damião rogai por nós..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/09/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5606576993447065236?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5606576993447065236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5606576993447065236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5606576993447065236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5606576993447065236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/09/as-criancas-por-adriano-camargo.html' title='As crianças - por Adriano Camargo'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-2612268061732765922</id><published>2011-09-25T18:27:00.004-03:00</published><updated>2011-09-25T18:29:56.081-03:00</updated><title type='text'>Festa de Cosme e Damião do Templo de Umbanda Lar de Preto Velho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSxCTIrWOJfNsyzB94ntJ9OnX3I8hXnAAl-McRDAMwcxm7dU1CZ"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 210px;" src="https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSxCTIrWOJfNsyzB94ntJ9OnX3I8hXnAAl-McRDAMwcxm7dU1CZ" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 18/09/2011, o Templo de Umbanda Lar de Preto Velho realizou a sua primeira festa em homenagem a Cosme e Damião – que representam as crianças na espiritualidade – no Santuário Nacional de Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que influenciados pela energia das crianças, os médiuns e cambones estavam todos felizes, exalando alegria e sorrisos, manifestando a satisfação em estar ali, naquele lugar bonito, abençoado, agradecendo às crianças do astral.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo simples e farta, a festa estava como qualquer criança gostaria de ver: repleta de doces, brincadeiras, sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada membro do grupo doou um pouco de si, através de seu trabalho, ou de doces, ou de boa vontade ao servir cada entidade manifestada em terra, bem como à assistência, que comparecem eu peso nesse dia.  Harmonia plena e total, tal qual foi a proposta do grupo ao ser criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o mais importante ninguém viu.  O axé das crianças sendo derramado sobre cada um ali presente.  A magia inocente, porém sábia, dos espíritos pueris, que nos agraciaram com as bênçãos de saúde, harmonia e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco compreendidas, as crianças do Astral não são simplesmente espíritos infantis.  Não são como as crianças encarnadas, que ainda dão os primeiros passos no aprendizado da vida.  Embora manifestadas de forma infantil, são espíritos sábios, que usam do arquétipo da inocência para nos mostrar que a vida é simples e que nós, em nossa suposta maturidade intelectual, moral e espiritual, é que complicamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como as crianças às vezes nos surpreendem, os “cosminhos” (como também são chamados esses espíritos) nos dão conselhos que mesmo os mais velhos desconhecem.  E assim aprendemos mais uma lição: que nenhum ser do universo, mesmo aquele que parece mais frágil, deve ser subestimado.  Todas as criaturas de Olorum têm a sua função e a sua importância no funcionamento do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto aos pretos velhos e aos caboclos, as crianças formam o tripé da Umbanda, representando respectivamente a sabedoria (e por que não dizer também, a resistência?), a força e pureza.  Em outras palavras, manifesta-se na Umbanda, a perfeição do Universo e do próprio Deus, então só nos resta render homenagens e louvores a essa perfeição.  E para celebrar a pureza, nada melhor que usar o arquétipo das crianças e aquilo que elas mais gostam: os doces e as brincadeiras.  Aprendemos com as crianças, isso é fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da festa, saímos todos um pouco melados, mais pesados, com a glicemia um pouco mais elevada.  Mas também estavam mais elevados nossos espíritos, nossas energias e a nossa disposição para encarar a semana que se iniciava.  Saímos todos carregando um pouco da pureza das crianças em nossos corações e um pouco de sua alegria em nossos lábios que não se envergonhavam por sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim continuamos nossa jornada umbandista.  Seguindo os bons exemplos que recebemos das entidades, colocando em prática as lições por elas ensinadas e levando ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve as crianças na Umbanda.&lt;br /&gt;“Andorinha que voa, andorinha,&lt;br /&gt;Leva as crianças pro céu, andorinha&lt;br /&gt;Xô, xô, xô, andorinha&lt;br /&gt;Leva as crianças pro céu, andorinha...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;Setembro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-2612268061732765922?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/2612268061732765922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=2612268061732765922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2612268061732765922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2612268061732765922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/09/festa-de-cosme-e-damiao-do-templo-de_25.html' title='Festa de Cosme e Damião do Templo de Umbanda Lar de Preto Velho'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6988824369326491046</id><published>2011-09-09T09:09:00.001-03:00</published><updated>2011-09-09T13:28:01.489-03:00</updated><title type='text'>Intolerância religiosa e suas estratégias (repasse) - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-AK-gD5fOkRk/Tj1WAP-bBSI/AAAAAAAABWE/waC7ZsdK3QE/s1600/1234452487085_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 375px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AK-gD5fOkRk/Tj1WAP-bBSI/AAAAAAAABWE/waC7ZsdK3QE/s1600/1234452487085_f.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intolerância religiosa se manifesta nas mais diversas instâncias e nem nos surpreende mais.  O que surpreende é a falta de bom senso, os artifícios usados para que ela seja praticada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Parque do Pedroso, localizado em Santo André (próximo à divisa com São Bernardo do Campo), era uma antiga pedreira, constantemente agredida pela atividade econômica ali praticada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante a década de 1970, a Federação Umbandista do Grande ABC (FUGABC), na pessoa do Pai Ronaldo Linares, encampou, com o devido alvará governamental, a imensa área (645.000m2)  - que passou a ser conhecida como Santuário Nacional de Umbanda - e, além de criar um espaço para a prática religiosa umbandista, mantém uma política de preservação ambiental, pois todos os trabalhos ali realizados estão em sintonia com a filosofia da religião, que vê na natureza uma das maiores manifestações divinas, justamente à qual presta culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nenhum trabalho realizado desrespeita ou agride a natureza.  Ao contrário disso, a harmonia com a flora e a fauna da região são perceptíveis e fazem parte das regras estabelecidas para aqueles que fazem uso do local.  Assim, uma imensa área que seria destinada à degradação, hoje é preservada e respeitada.  Mas para alguns isso constitui um “problema” (sim, entre aspas): o problema é que essa área é preservada por umbandistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já faz um bom tempo que o Santuário sofre ataques por parte justamente daqueles que deveriam respeitar os direitos do cidadão (como a liberdade de culto religioso) e do meio ambiente.  Sob a absurda alegação de que a estrada de acesso ao local (uma estrada de terra, simples, cercada de mata atlântica) provoca prejuízos ao meio ambiente, representantes do Poder Público tentam fechar o acesso ao Santuário.  São os intolerantes de plantão, usando pretextos sem qualquer nexo para tentar impedir a prática de uma religião, a qual com certeza não conhecem ou compreendem).  E não vou dizer aqui que são evangélicos, como muitos devem pensar em princípio, pois os verdadeiros evangélicos honram a Bíblia que carregam e sabem respeitar as diferenças.  Essas pessoas devem ser taxadas apenas como desconhecedoras e intolerantes, independente da fé que professam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na última semana de agosto, a Promotoria Pública de Meio Ambiente do município de Santo André, num ataque descabido, solicitou ao Poder Judiciário que a estrada de acesso ao Santuário fosse fechada.  A ação não se concretizou, mas ainda corremos o sério risco de perder esse acesso, nos obrigando a fazer outro caminho, mais longo, no qual os automóveis irão poluir dez vezes mais e a degradação, antes ínfima, será mais notória.  É uma simples questão de lógica: a troca de uma estrada curta por outra dez vezes mais longa em nada favorece a preservação do meio ambiente, portanto fica muito clara as intenções por trás de tal atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De qualquer forma o Santuário não será fechado. Se o caminho for dez vezes mais longo, faremos um caminho dez vezes mais longo.  Se for cem vezes mais longo, o faremos também, e os orixás hão de tornar a distância mais curta para nós.  Porém, não vamos deixar que essa medida arbitrária se concretize.  Vamos nos manifestar, enviar emails aos vereadores e demais instâncias do poder público manifestando nosso repúdio, a falta de lógica dessa situação e o desrespeito a uma das maiores manifestações do Estado democrático: a liberdade de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lembrando mais uma vez que o Santuário não fechará.  Mas também não nos entregaremos a essa medida sem luta, sem manifestar nosso repúdio ao ato e o nosso orgulho ao trabalho que vem se realizando honesta e honradamente há quatro décadas.  Isso também é levar adiante a Bandeira de Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Repasse essa mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Douglas Fersan&lt;br /&gt; 09/09/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6988824369326491046?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6988824369326491046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6988824369326491046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6988824369326491046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6988824369326491046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/09/intolerancia-religiosa-se-manifesta-nas.html' title='Intolerância religiosa e suas estratégias (repasse) - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AK-gD5fOkRk/Tj1WAP-bBSI/AAAAAAAABWE/waC7ZsdK3QE/s72-c/1234452487085_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3057028504363326809</id><published>2011-09-03T23:21:00.005-03:00</published><updated>2011-09-03T23:25:26.151-03:00</updated><title type='text'>O Livro - um conto de terror por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5lebrTrgXYs/ThSZCfj9WsI/AAAAAAAAAHY/BVtGHoQKvMo/s400/Terror.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 344px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5lebrTrgXYs/ThSZCfj9WsI/AAAAAAAAAHY/BVtGHoQKvMo/s400/Terror.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girou a maçaneta lentamente e sentiu um estranho arrepio correr da espinha até a nuca ao ouvir a porta ranger, numa mistura de gemido e súplica, como quem alerta sobre um perigo eminente.  Paralisada observou o quarto escuro e teve a impressão de que até mesmo a luz relutava em adentrar o recinto sombrio.  Olhou desconfiada para a escuridão, mas não tinha motivos para temer.&lt;br /&gt;	“As trevas são apenas a ausência da luz” – pensou consigo, lembrando uma velha frase ouvida em um passado distante, que não conseguia localizar com precisão.  Além do mais, que perigo a escuridão poderia oferecer além de um objeto fora de lugar, que levaria a um tropeço ou a qualquer acidente trivial?&lt;br /&gt;	Usando tais pensamentos como estimulantes contra o medo que insistia em brotar no peito, entrou no quarto e tateou a parede, procurando o interruptor de luz, que apesar de ter sido acionado várias vezes, não iluminou o ambiente.&lt;br /&gt;	_Droga – resmungou – a lâmpada deve ter queimado.&lt;br /&gt;	Foi nesse instante que seu coração quase parou.  Sem que houvesse qualquer corrente de vento que justificasse o fato, a porta – que a essa altura havia ficado às suas costas – bateu forte, como se tivesse sido empurrada por alguém em acesso de fúria.&lt;br /&gt;	Não conseguiu reagir.  Ficou paralisada, como se cada membro de seu corpo estivesse engessado.  Um frio antártico percorreu cada centímetro de seu corpo, subindo dos pés, passando pelas pernas, coluna, ventre, seios...  estava completamente congelada.  Conseguia mover apenas as pálpebras, que piscavam incessantemente e as órbitas dos olhos, que giravam de um lado para outro, procurando alguma coisa (que não queria encontrar) em meio à escuridão.&lt;br /&gt;	Não era atéia, mas também não era dada a crendices e nem mesmo tinha o hábito de rezar, mas naquele momento se arrependeu disso, pois talvez uma prece a ajudasse a livrar-se daquela situação aterrorizante.  Mas que nada... agora era tarde para aprender a rezar.  Tentou então buscar pensamentos otimistas, imaginando que aquilo era apenas um mal-estar, algo que em segundos passaria e que não oferecia perigo algum.&lt;br /&gt;	Mas no mesmo instante em que tentou apegar-se a esse pensamento, viu que tal ilusão seria inútil.  Num canto do quarto – o canto mais escuro e quiçá empoeirado – viu aquelas duas pequenas luzes vermelhas, que moviam-se paralelas.&lt;br /&gt;	Por uma fração de segundo não conseguiu pensar.  Não conseguia concatenar idéias, não conseguia desviar o olhar daquele par de luzes, não conseguia gritar para expressar seu pânico e pedir socorro.  Fixou o olhar naquelas luzes vermelhas e paralelas e concluiu, aterrorizada, que tratava-se de um par de olhos.&lt;br /&gt;	Sim, era um par de olhos vermelhos como brasa, que brilhavam em contraste àquela escuridão fúnebre.  Mais uma vez quis gritar mas não conseguiu.&lt;br /&gt;	De repente sentiu um cheiro de flores, mas não era um cheiro agradável.  Era aquele odor de flores já velhas, típicas de um velório ou de um cemitério.  Teve vontade de vomitar, mas logo notou que o cheiro das flores não era nada comparado ao odor fétido que empestou o ambiente: o cheiro de carne podre, de carniça já em estado avançado e onipresente em todo o quarto.&lt;br /&gt;	Conseguiu soluçar.  Ao menos já era uma reação diante de tantos instantes paralisada de medo.  Soluçou outra vez... e mais outra e outra.  Os soluços ao menos a fizeram se distrair por alguns milésimos de segundo.  Foi então que sentiu um vento gelado, como se alguma coisa (ou alguém) tivesse passado ao seu lado, numa velocidade estonteante.&lt;br /&gt;	Procurou os olhos vermelhos e não os viu, mas em poucos instantes sentiu o vento passando ao seu lado novamente.  Foi quando, aterrorizada, viu os olhos vermelhos parados a cerca de quarenta centímetros de si.  Não conseguia distinguir o rosto, apenas os olhos insistiam em flamejar à sua frente.  Tamanho era seu pavor que uma lágrima escorreu lentamente sobre sua face.&lt;br /&gt;	Foi então que o momento de maior terror se fez presente.  Um dedo invisível e gelado como o de um cadáver limpou delicadamente a lágrima que descia sobre seu delicado rosto.&lt;br /&gt;	_Pobrezinha – disse uma voz gutural e carregada de ironia – agora chora como uma criança assustada.&lt;br /&gt;	Aterrorizada, a mulher tentou articular uma palavra, uma interrogação, mas não conseguiu.  Apenas ouviu aquela voz agourenta sussurrar, agora em seu ouvido:&lt;br /&gt;	_Pisaste nos mais fracos, humilhaste os desvalidos.  Jamais tiveste piedade dos inimigos, a quem julgava impotentes...&lt;br /&gt;	A cada palavra, aquela boca invisível parecia baforar um hálito pútrido e gelado em seu rosto.  Continuou sem dizer nada, apenas recordando os tantos que havia sobrepujado de cima de seu pedestal de riqueza e orgulho.  Realmente sempre julgara que os mais humildes, a quem sentia prazer em ver sofrer, jamais teriam forças para se vingar.  Sempre achou que suas maldades ficariam impunes.  Como em resposta a esses pensamentos, a voz voltou a falar em seu ouvido, exalando aquela fragrância funerária:&lt;br /&gt;	_Mesmo os mais pobres possuem suas armas.  O ódio, o rancor, a mágoa e o desejo imortal de vingança são capazes de coisas que até... – houve uma pausa, como se o ser invisível se recusasse a pronunciar o nome - ...que qualquer um duvida.&lt;br /&gt;	_O que eu lhe fiz? – perguntou a mulher, finalmente conseguindo sair daquele estado letárgico sem, no entanto, ter forças para correr dali.&lt;br /&gt;	Uma gargalhada soturna ecoou pelo quarto.&lt;br /&gt;	_Por acaso achas que um ser tão insignificante é capaz de me atingir? – perguntou a voz com ares de desprezo – Realmente não sabes quem sou e nem o que quero.&lt;br /&gt;	Buscando forças do fundo da alma, ela perguntou:&lt;br /&gt;	_Então por que me persegue, por que essa tortura infernal?&lt;br /&gt;	_Fui pago... e muito bem pago para atormentar tua existência. Já ouviste falar em pacto?  Alguém que julgavas incapaz de reagir contra tuas maldades me pagou para que te atormente a vida inteira.  Teu maior castigo será jamais livrar-te de mim.&lt;br /&gt;	Mentalmente a mulher tentou repassar a lista de todos os desafetos que fizera ao longo da vida, imaginando qual deles seria capaz de vender a alma ao demônio somente para vingar-se.  Enquanto pensava, sentiu a mão gelada do ser invisível apertar seu pescoço e mirou fundo os olhos vermelhos.  Em meio à escuridão quase conseguiu ver o rosto horrendo daquele ser que a atormentava.  Seria agora o momento de sua morte e o início de uma existência de tormentos eternos?&lt;br /&gt;	Tentou gritar, mas a mão gelada apertava sua garganta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	_Chega! – exclamou Maria Clara fechando o livro.&lt;br /&gt;	Até gostava de histórias de horror, mas aquela era fantasiosa demais.  Riu sozinha ao imaginar inimigos fazendo pactos com seres imaginários para se vingar de antigos desafetos.  Ela mesma, rica e soberba, havia conquistado muitos inimigos ao longo da sua vida, desde empregados nos quais pisara sem piedade até amores do passado.   Sua coleção de inimigos não era pequena.  Se essas coisas existissem mesmo, talvez ela fosse uma séria candidata a se tornar vítima desse tipo de pacto ou feitiçaria.  Não leria mais aquele livro ridículo.&lt;br /&gt;	Com o livro na mão, dirigiu-se ao seu quarto para trocar de roupa e dormir.&lt;br /&gt;	Girou a maçaneta lentamente e sentiu um estranho arrepio correr a espinha até a nuca ao ouvir a porta ranger, numa mistura de gemido e súplica, como quem alerta sobre um perigo eminente.  Paralisada observou o quarto escuro e teve a impressão de que até mesmo a luz elutava em adentrar o recinto sombrio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;Agosto/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3057028504363326809?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3057028504363326809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3057028504363326809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3057028504363326809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3057028504363326809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/09/o-livro-um-conto-de-terror-por-douglas_03.html' title='O Livro - um conto de terror por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5lebrTrgXYs/ThSZCfj9WsI/AAAAAAAAAHY/BVtGHoQKvMo/s72-c/Terror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3819540114507787537</id><published>2011-08-07T19:25:00.003-03:00</published><updated>2011-08-07T19:30:12.789-03:00</updated><title type='text'>Caridade verdadeira e caridade maculada - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WQGHmc45i3E/TFOHe5nu6WI/AAAAAAAAAO0/9BOgejgmkSg/s1600/Caridade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WQGHmc45i3E/TFOHe5nu6WI/AAAAAAAAAO0/9BOgejgmkSg/s1600/Caridade.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio umbandista o que mais se ouve é a máxima de que a caridade é a base de tudo, da religião, da espiritualidade, da evolução e até da salvação (como se estivéssemos pré-condenados a alguma coisa – esse é um ranço do mito cristão do pecado original).  Não há erro algum em apregoar a caridade.  Ela traz benefícios para quem a recebe e principalmente para quem a pratica, pois serve de estímulo à prática religiosa e a elevação da alma, mas a pergunta é: somente a caridade visível, palpável é válida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resta dúvida que toda forma de caridade é importante, no entanto será que todo sentimento por dentro de quem a pratica aos olhos de uma assistência é puro e realmente verdadeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que quando adentramos o terreiro, o nosso solo sagrado, estamos realmente em harmonia com o astral, tornando dignos os nossos pés de pisarem esse chão?  Ou será que já entramos pensando (e supervalorizando) nos problemas que poderão acontecer no decorrer da gira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que cumprimentamos o nosso irmão-de-fé com um sorriso franco, vindo verdadeiramente do coração ou o fazemos somente para cumprir um protocolo?  Será que vemos naquele irmão um semelhante, suscetível a erros e acertos como qualquer ser humano ou o olhamos por cima, como se estivéssemos em um pedestal que nos permite dirigir esse olhar pedante àquele a quem deveríamos amar e respeitar como um membro da família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que quando vemos um iniciante na religião o tratamos como uma jóia rara, mas que precisa ser lapidada, ou fazemos chacota das suas incertezas e o acusamos de mistificar quando ele, de alguma forma, manifesta as energias que o cercam?  Será que temos toda essa luz para apontar o dedo e julgar alguém?  Será que lembramos de olhar no espelho de vez em quando e analisar nossos próprios erros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem de nós se lembra que geralmente acusamos os outros daquilo que somos capazes de fazer, e não daquilo que as pessoas realmente fariam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terreiro de Umbanda não é um lugar qualquer.  Não é um ambiente de trabalho mundano, onde qualquer tipo de assunto pode ser tratado de maneira leviana e qualquer tipo de atitude pode ser tomada.  As atitudes devem condizer com o propósito de uma casa espiritual, quem foge dessa regra deve repensar seriamente as suas atitudes e a sua religiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estamos ali para praticar a caridade.  A caridade justifica tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos acreditam que o fato de estar praticando a caridade, lhes permite e justifica as atitudes descritas acima.  Tudo pode, desde que a caridade seja praticada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De boas intenções alguns lugares não tão bons estão lotados.  De palavras bonitas algumas bocas imundas estão cheias.  Da mesma forma que estão cheias quando, longe da multidão, ou melhor, próximo apenas do seu círculo mais íntimo, de maledicência, escárnio, fofocas.  Será que nesse caso a caridade justifica tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso começar a discutir a ética em todas as esferas, inclusive no meio umbandista.  Cada um deve vigiar o próprio comportamento constantemente, a fim de não conspurcar a religião como um todo, pois o leigo e os detratores da Umbanda não dizem que essa ou aquela atitude é individual, e sim que é uma atitude da Umbanda.  A religião como um todo é maculada e quem é o culpado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito fácil ir a um terreiro, vestir branco, bater palma, cantar os pontos e dar passagem às suas entidades.  Também é fácil associar tudo isso a uma postura ética, basta olhar um pouco para si e menos para os outros.  E reconhecer que, apesar de trabalhar com a mediunidade, não é melhor que ninguém.  Também não é difícil lembrar que somos meros instrumentos; quem cura, abre caminhos e quebra demandas são as entidades e os orixás, e não nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pratique caridade, mas a caridade verdadeira, não a caridade envenenada, que já vem contaminada com a seiva amarga das vaidades humanas.  Assim você conseguirá ajudar não apenas aquele que procura o terreiro, mas a si também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já olhou no espelho hoje?&lt;br /&gt;Não?&lt;br /&gt;Então vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;07/08/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3819540114507787537?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3819540114507787537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3819540114507787537' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3819540114507787537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3819540114507787537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/08/caridade-verdadeira-e-caridade-maculada.html' title='Caridade verdadeira e caridade maculada - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WQGHmc45i3E/TFOHe5nu6WI/AAAAAAAAAO0/9BOgejgmkSg/s72-c/Caridade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8647183407529250921</id><published>2011-07-29T21:57:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T21:57:33.371-03:00</updated><title type='text'>Umbanda é Xamanismo - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-11ZizNphgpI/Td13xAdfzRI/AAAAAAAAE6g/2ucyAt3tG1s/s760/image002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 405px; height: 362px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-11ZizNphgpI/Td13xAdfzRI/AAAAAAAAE6g/2ucyAt3tG1s/s760/image002.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há tempo venho estudando o Xamanismo, procurando estabelecer pontos de semelhanças e diferenças com a Umbanda.  Uma das questões que me direcionou a esse estudo e sempre fez despertar minha curiosidade por outras culturas religiosas e espiritualidades diversas é o fato de que na Umbanda se manifestam espíritos de origens diversas, desde um caboclo brasileiro, um escravo, um aborígene, um hindu, um inca ou egípcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Essas entidades que alcançaram, e agora se manifestam na Umbanda, não foram umbandistas em sua última encarnação, logo nos ensinam que é possível evoluir e ascender por meio de qualquer tradição, desde que encontre um caminho ético e uma proposta virtuosa.  Querer conhecê-los a esses mentores de Umbanda, é mergulhar em universos diferentes e muito ricos cultural e espiritualmente.  Essas incursões nos permitem dar conta de que há algo de incomum que permeia as várias culturas do sagrado, independente da complexidade ou evolução tecnológica que certo povo tenha em relação a outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As experiências de transcendência, a mística, o transe e o êxtase espiritual são inerentes ao ser humano, são antropológicos e encontrados em todos os lugares no espaço e no tempo.  E da mesma forma encontraremos na Umbanda esses mesmos fenômenos que a liga e aproxima de todas as outras tradições.  Esse algo em comum já fez muita gente pensar na existência de uma religião primeira e original da qual todas as outras seriam desdobramentos, enquanto evolução e degradação da raiz primeva.  Assim surgiram muitas teorias cientificistas defendidas por cristãos, ocultistas, esotéricos e até umbandistas, que adotaram a idéia de aumbandã, que é uma forma adaptada do conceito de teosofia, ambos com a racionalização de um mito, o mito de uma religião pura, original, que permeia e está presente em todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As experiências comuns em todas religiões são mais humanas que “religiosas”, mais espirituais que rituais, mais instintivas que metodológicas, mais pertencentes à sensibilidade que à técnica, muito mais poesia do que prosa.  São experiência que vem de nossas entranhas, são viscerais, “humano, demasiado humano”, “existem desde que o mundo é mundo, desde que o homem é homem”, podemos assim buscá-las nas sociedades mais primitivas, antigas e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Essas experiências em sua forma mais bruta (não lapidada), nos mais isolados e remotos grupos sociais que se tem notícia, em toda sua simplicidade em lidar com o transcendente, é o que se convencionou chamar de Xamanismo.  No entanto, as mesmas “experiências xamânicas”, boa parte delas, se repetem em culturas mais complexas, consideradas mais evoluídas socialmente ou  tecnologicamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é Xamanismo, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mircea Eliada, um especialista no assunto, nos afirma que um xamã pode ser um feiticeiro, um mago ou sacerdote, mas nem todo feiticeiro, mago ou sacerdote é um xamã, inclusive definindo que em muitas tribos, o sacerdote-sacrificante coexiste, sem contar que todo chefe de família é também chefe do culto doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O xamã é o grande mestre do êxtase.  Que tem por primeira definição desse fenômeno complexo, e possivelmente a menos arriscada: xamanismo = técnica do êxtase.  E por êxtase aqui podemos entender “transe”, estado alterado de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O xamanismo é uma técnica arcaica de êxtase, ao mesmo tempo mística, magia e religião, no sentido amplo do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde o início do século, os etnólogos se habituam a chamar como sinônimos os termos “xamã”, “medice-man”, feiticeiro e mago (em português poderíamos acrescentar a essa lista os termos “curandeiro” e “pajé” – nota da tradução da versão de 2002) para dotar certos indivíduos dotados de prestígio mágico-religioso encontrados em todas as sociedades “primitivas” (p15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vemos na obra de Eliade, na tradução para o português, a observação de que “poderíamos acrescentar a essa lista de xamanismo, os termos “curandeiro” e “pajé” ao lado de feiticeiro, mago e medice-man, o que nos leva à pajelança indígena e à pajelança cabocla e suas ramificações e encontros com a cultura afro e européia, a qual fez surgem um sem número de espiritualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pajelança indígena é um xamanismo realizado pelos diversos grupos indígenas, guardando suas semelhanças e diferenças, em sua pluralidade de práticas, sem no entanto nos ater a quaisquer peculiaridades, podemos dizer que no geral e no específico, seu conjunto de práticas é xamanismo indígena brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pajelança cabocla é aquela praticada por grupos populares que tiveram ou não contato com a pajelança indígena e que realizam práticas muito semelhantes, nas quais algus casos se verifica o praticante justificando a sua ação por meio da explicação de que incorpora o espírito de um pajé (indígena) e que é ele quem realiza a pajelança, na qual o médium  em questão está em transe de incorporação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora, trazendo essa reflexão para a Umbanda, temos por parte dos caboclos que incorporam nos adeptos (médiuns) trabalhos mediúnicos que podem perfeitamente se qualificar como pajelança, em muitos casos a justificativa de que se manifesta um caboclo que em vida (em uma das tantas encarnações) foi um pajé e que agora volta para continuar seu trabalho junto ao médium de Umbanda como uma missão assumida.  Com relação a essa explicação podemos dizer que aqui quem realiza o xamanismo é o espírito, no entanto, a um observador externo, fora dos conceitos teológicos e doutrinários, o que se vê é aquele homem ou mulher exercendo uma prática xamânica, na qual suas explicações sobre mediunidade e incorporação de espíritos são simples observações do que acontece com ele, o médium, enquanto se realiza o processo que tem em si todas as características xamânicas.  Está incorporado de um espírito indígena, pajé e xamã, e nesse momento está realizando xamanismo, pois o médium em sua constituição física está ali presente, seja consciente ou não desse fato.  Se faz uma cura, essa se realizou por meio dele, a se fizer alguma bobagem, a culpa é dele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao incorporar um caboclo que trabalhe com práticas xamâncias, posso não me tornar um caboclo, posso não me sentir um xamã, mas de fato estou sendo o veículo dessa prática que está acontecendo por meu intermédio, estou praticando xamanismo em parceria com uma força, inteligência, uma outra consciência que toma a frente de meu mental e que identifico como caboclo, uma entidade (espírito) manifestante da qual me considero apenas um instrumento, mas que de fato está em mim, realizando a prática xamânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez por esse e outros aspectos, o professor de teologia Edmundo Pellizari afirma que “a Umbanda é uma poderosa pajelança urbana”, o que podemos, por associação, expressar como “a Umbanda é um poderoso xamanismo urbano”; não apenas um xamanismo, mas xamanismo, mas também xamanismo em algumas de suas expressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fontes consultados: ELIADE, Micea.  O Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase.  São Paulo. Ed. Martins Fontes, 2002. – CUMINO, Alexandre.  História da Umbanda. São Paulo, Editora Madras, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no JUS - Jornal de Umbanda Sagrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8647183407529250921?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8647183407529250921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8647183407529250921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8647183407529250921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8647183407529250921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/07/umbanda-e-xamanismo-por-alexandre.html' title='Umbanda é Xamanismo - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-11ZizNphgpI/Td13xAdfzRI/AAAAAAAAE6g/2ucyAt3tG1s/s72-c/image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6076436284280430156</id><published>2011-07-26T16:39:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T16:41:06.926-03:00</updated><title type='text'>Saluba Nanã Buruquê - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.tendavovojoaquim.kit.net/fotos/nana01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;" src="http://www.tendavovojoaquim.kit.net/fotos/nana01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se, tradicionalmente em 26 de julho, o dia de Nanã  Burukê, a mais velha das orixás.  A velha iabá, de originária do Daomé (atual Benin) e sincretizada com Sant’Ana, teria recebido do “Orun” (mudo espiritual), a tarefa de reger a lama.  Num primeiro momento, isso pode parecer até mesmo uma informação supérflua, sem utilidade alguma, no entanto, um estudo mais minucioso sobre as características dessa iabá nos revela muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A lama representa a união das águas com a terra, portanto, a junção de dois importantes reinos da natureza, responsáveis inclusive pela criação e preservação da vida tal qual conhecemos.  O equilíbrio proveniente da união dessas duas forças naturais nos remete diretamente ao arquétipo de Nanã  Buruquê, marcado pela seriedade, sabedoria, experiência, serenidade e ponderação dos mais velhos.  Mas, é dos mais velhos também que carrega consigo a teimosia e a obstinação, chegando a ser intransigente em suas opiniões.  Prova disso é que foi a única entre todos os orixás a não reconhecer a supremacia de Ogum sobre o reino dos metais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contam as itans (lendas africanas sobre os orixás) que quando Oxalá recebeu de Olurum a tarefa de criar os homens, tentou fazê-los a partir do ar (mas eles desmancharam-se no vento), do fogo (porém eles rapidamente pereceram, devido ao caráter efêmero desse elemento), da água (tentativa que falhou, pois eles evaporavam), da terra (mas eles ficavam duros, imóveis), até que Nanã veio em seu auxílio e apresentou-lhe a lama, material a partir do qual todos os homens foram moldados com sucesso.  Assim, a velha orixá está ligada ao princípio da criação, da própria vida.  Mas assim como deu a matéria para dar início à vida, Nanã a quer de volta após a ela esgotar-se.  Dessa forma, associa-se Nanã também ao fim, à própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, Nanã Buruquê é a orixá da vida e da morte.  Deu a vida com a sua lama abençoada, e acalenta os mortos na sua terra fofa, tal qual o útero materno, até que sejam decantados para voltar à vida (reencarnação).  No entanto, a morte não representa o fim de tudo.  Para os que acreditam na sobrevivência do espírito após o fim do corpo material, a morte representa o início de uma nova etapa, de um novo aprendizado, é um recomeço – fato esse que Nanã nos possibilita através do seu encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pelo seu caráter sério e austero, Nanã Buruquê é um dos orixás mais respeitados nos cultos de Umbanda e Candomblé.  A ela deve-se dá o tratamento respeitoso que os idosos merecem, reverenciando sua autoridade e sabedoria.  A saudação “Saluba Nanã” (originalmente "Sálù bá Nàná"), entoada pelos filhos-de-fé quando essa venerável iabá adentra os terreiros significa “nos refugiamos em Nanã”, nos mostrando a outra face dessa senhora: a avó carinhosa, sempre disposta a abrigar os filhos e netos em seu colo macio e aconchegante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em 26 de julho comemoramos o dia de Nanã Buruquê.  Que a bondosa iabá derrame suas bênçãos sobre cada um de nós, nos dando a sua serenidade, sabedoria e tolerância, para que possamos olhar nossos irmãos com olhos mais benevolentes e tolerantes, construindo assim uma cultura de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saluba Nanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;26/07/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6076436284280430156?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6076436284280430156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6076436284280430156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6076436284280430156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6076436284280430156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/07/saluba-nana-buruque-por-douglas-fersan.html' title='Saluba Nanã Buruquê - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5677285700717178894</id><published>2011-07-24T20:29:00.004-03:00</published><updated>2011-07-24T20:38:08.310-03:00</updated><title type='text'>Itan* sobre a criação do mundo - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRTfJWoexgO2siR_vzqFc7l83lqXQcyIQwMnyHZI3bfP3UaLoNK"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 259px;" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRTfJWoexgO2siR_vzqFc7l83lqXQcyIQwMnyHZI3bfP3UaLoNK" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início o mundo era um lugar vazio, frio, e desabitado pelos seres vivos, um verdadeiro pântano, onde apenas, vez ou outra, os orixás desciam do céu, onde viviam com Olorum, para passear e se divertir. O que hoje chamamos de mundo era uma terra tão lamacenta que nem mesmo o chão era firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Olorum pediu a Oxalá para uma conversa, na qual lhe disse que pretendia criar um "mundo" nessa região pantanosa e deu ao grande Orixá essa tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ferramentas, Oxalá recebeu uma concha marinha com terra, uma pomba e uma galinha e desceu ao pântano para iniciar seu trabalho. Aqui chegando, Oxalá despejou a terra da concha sobre o pântano e sobre essa terra colocou a pomba e a galinha, que começaram a ciscar, que dessa forma foram espalhando a terra por toda parte. Feliz com o seu trabalho, Oxalá voltou e narrou a Olorum o ocorrido, e este, por sua vez, enviou um camaleão para inspecionar a obra. O camaleão voltou dizendo que o trabalho havia sido realizado com mestria, porém a terra ainda não estava seca o suficiente para que se pudesse caminhar sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma nova inspeção, o camaleão voltou dizendo que a terra era ampla e seca o bastante para que agora se pudesse viver sobre sua superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra foi recebeu o nome de Ifé (grande morada) e depois Oxalá recebeu de Olorum a missão de voltar à terra para plantar as árvores e dar alimentos e recursos para que o homem pudesse viver com total conforto. Foi assim que o "mundo" em vivemos começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Itan: lenda africana sobre os orixás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5677285700717178894?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5677285700717178894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5677285700717178894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5677285700717178894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5677285700717178894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/07/itan-sobre-criacao-do-mundo-por-douglas.html' title='Itan* sobre a criação do mundo - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4402535622284553350</id><published>2011-07-23T22:05:00.002-03:00</published><updated>2011-07-23T22:10:33.286-03:00</updated><title type='text'>O que é ser umbandista? - por André Pellegrina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_L01QPIFoVGw/TERvrOfLkpI/AAAAAAAABEM/pBw1u8QS29k/s320/espiritualidade-atraente.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_L01QPIFoVGw/TERvrOfLkpI/AAAAAAAABEM/pBw1u8QS29k/s320/espiritualidade-atraente.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU SOU UMBANDISTA ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Umbandista... Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É não ter vergonha de dizer: "Eu sou Umbandista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É se dar, acima de tudo, a um trabalho espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, saber que um terreiro, um centro, uma casa de Umbanda é um local&lt;br /&gt;espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros,&lt;br /&gt;centros, e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber respeitar para ser respeitado, é saber, amar para ser amado, é saber&lt;br /&gt;ouvir para ser escutado, é saber dar um pouco de si para receber um pouco de&lt;br /&gt;Deus dentro de si.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É saber que a Umbanda não faz milagres, quem os faz é Deus, e quem os recebe&lt;br /&gt;os mereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que uma casa de Umbanda, não vende nem dá salvação, mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda&lt;br /&gt;como um todo: irmandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É,saber que nem sempre estamos preparados ... que é necessário sacrifícios,&lt;br /&gt;tempo e dedicação para o sacerdócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É entrar em um terreiro sem ter hora para sair, ou sair do terreiro após o&lt;br /&gt;último consulente ser atendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, mesmo sem fumar e beber, dar liberdade aos meus guias para que eles&lt;br /&gt;utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem&lt;br /&gt;sempre bem após as sessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um&lt;br /&gt;pouco dessa força para que eu possa, viver meu dia-a-dia, numa luta&lt;br /&gt;constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sofrer por não negar o que sou (Umbandista), e ser o que sou com&lt;br /&gt;dignidade, com amor e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser chamado de atrasado, de sujo, de ignorante, conservador, alienígena,&lt;br /&gt;louco e ainda assim amar minha religião e defendê-la com todo carinho&lt;br /&gt;e amor que ela merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser ofendido física, espiritual e moralmente, mas mesmo assim&lt;br /&gt;continuar amando minha Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos Encostos, e,&lt;br /&gt;mesmo assim, levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja&lt;br /&gt;Umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É acreditar, mesmo nos piores momentos, com a pior das doenças, estando um&lt;br /&gt;caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam&lt;br /&gt;nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado, momento a momento&lt;br /&gt;nos dando força e coragem; ser Umbandista é, acima de tudo, acreditar nos seus&lt;br /&gt;Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dizer sim, onde os outros dizem não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente&lt;br /&gt;da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vestir o branco sem vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou,&lt;br /&gt;e não ter orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade, onde muitos&lt;br /&gt;possam ver ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chorar, sorrir, andar, respirar e viver dentro de uma religião sem querer&lt;br /&gt;nada em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ter vergonha de pedir aos Orixás por você, mas não ter vergonha de pedir&lt;br /&gt;pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata, nem ter&lt;br /&gt;vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estar sempre pronto para servir a espiritualidade seja no terreiro, seja, numa encruza, seja na calunga, seja no cemitério, seja na macaia, seja nós&lt;br /&gt;caminhos... em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa, mas também&lt;br /&gt;sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os&lt;br /&gt;outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo&lt;br /&gt;moído, e, ao mesmo tempo, sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia&lt;br /&gt;de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sentir a força do soar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua&lt;br /&gt;ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ver um consulente entrar o terreiro chorando, e vê-lo mais tarde sair do&lt;br /&gt;terreiro sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ter esperança que um dia, nós Umbandistas, acharemos a receita do respeito&lt;br /&gt;mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser Umbandista, mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática,&lt;br /&gt;sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas&lt;br /&gt;e sacrifício não sejam Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade:&lt;br /&gt;vaidade de não ter vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber o que significa a Umbanda não para você, mas para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as&lt;br /&gt;palavras: falar e fazer, pensar e ser, ser e nunca estar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê&lt;br /&gt;poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda, caridade, luta, justiça, cura,&lt;br /&gt;lágrimas, aflição, alívio, raiva, amor, mau e bom, mal e bem ... os&lt;br /&gt;problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a&lt;br /&gt;procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para&lt;br /&gt;ajudar e servir a todos que a procuram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É amar com todas as forças essa, Religião maravilhosa chamada Umbanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4402535622284553350?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4402535622284553350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4402535622284553350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4402535622284553350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4402535622284553350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/07/o-que-e-ser-umbandista-por-andre.html' title='O que é ser umbandista? - por André Pellegrina'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_L01QPIFoVGw/TERvrOfLkpI/AAAAAAAABEM/pBw1u8QS29k/s72-c/espiritualidade-atraente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-291062077645980895</id><published>2011-07-11T23:36:00.003-03:00</published><updated>2011-07-12T10:30:04.375-03:00</updated><title type='text'>As subversivas Pombogiras - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images02.olx.com.br/ui/2/09/19/19460019_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 469px; height: 625px;" src="http://images02.olx.com.br/ui/2/09/19/19460019_1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Falar de pombogiras (ou pomba-giras ou ainda bombogiras) é uma tarefa complexa – talvez mais complexa que falar dos exus, demonizados pela tradição católica da nossa colonização.  Essa complexidade ocorre porque além de serem demonizadas tanto quanto os exus – haja vista que as pombogiras são também classificadas como “exus femininos”, não estando, portanto, isentas desse sincretismo com o diabo bíblico – mas também porque a identidade brasileira é formada e calcada não apenas em valores religiosos, existe uma ideologia (ainda que sustentada pela religião européia) que configura a nossa sociedade, e o machismo é um de seus traços marcantes.  Assim, se as entidades que trabalham na Umbanda (e nos cultos afro-ameríndios de uma forma geral) já são estigmatizadas, mas quando se trata de entidades femininas, esse estigma só tende a aumentar e ganhar um caráter ainda mais marginalizado, pois além de ser um ícone de uma crença já rotulada negativamente, ainda são mulheres e como tais, sob a ótica e a tradição cristã-européia, deveriam comportar-se de forma exemplar dentro dos padrões estabelecidos há tantos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, não demorou para que se associasse a figura da Pombogira não só ao diabo, mas também à prostituta.  Contribuiu para essa associação a maneira sensual como essas entidades se manifestam quando estão em terra.  Como já foi dito, pelas tradições históricas, espera-se um comportamento exemplar (e por que não dizer, assexuado?) das mulheres.  Sob essa ótica, a Pombogira é a entidade de Umbanda mais transgressora que se manifesta, mais subversiva até que o exu masculino, já que do homem se espera o caráter viril, impetuoso e ousado, mesmo que demonizado.  Dessa forma, no imaginário popular, a Pombogira, além de ser o demônio, é também a prostituta, a mulher sem pudor, que em vida não tinha limites sexuais e que, agora, no mundo espiritual continua tendo um comportamento promíscuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, essa é uma visão estereotipada das Pombogiras, uma visão repleta de senso comum e até mesmo de folclore.  É preciso entender Pombogira antes de falar dela, e essa não é uma tarefa fácil e requer responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tanto quanto os caboclos ou pretos-velhos, as pombogiras são incansáveis trabalhadoras do Astral e, assim como os exus, são pouco compreendidas, muitas vezes até pelos próprios seguidores das religiões afro-ameríndias, que no lugar de desmistificar a imagem diabólica e promíscua dada a essas entidades, acabam por reforçá-la, através da propagação do senso comum, fruto da falta de compreensão da própria crença que professam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo essas religiões, prevalece no universo o princípio da dualidade – não confundir com maniqueísmo – assim, o bem e o mal, o masculino e o feminino, o positivo e o negativo, a luz e as trevas fazem parte do mecanismo que movimenta o mundo.  Dessa forma, a Pombogira é um elemento importante para esse funcionamento, já que ativa o lado feminino espiritual, o que faz das religiões que cultuam essa entidade algo ímpar, pois é sabido que a maioria dos credos prima pelo masculino, excluindo de forma despótica a figura feminina, ou colocando-a em condição subalterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais uma vez, portanto a Pombogira aparece como uma figura subversiva pelo simples fato de manter evidente a sua condição feminina.  Na Umbanda e nos cultos similares, a Pombogira, cujo arquétipo prima pela feminilidade e sensualidade nela contida, não é uma entidade de segundo escalão ou subserviente.  É tão atuante e senhora de si como as demais e, também nesse aspecto, pela própria subversão inerente a essa categoria de espíritos, a Umbanda se torna única e estende esse caráter ao mesmo tempo subversivo e libertário às ações de seus seguidores.  Um claro exemplo disso é o fato de existirem sacerdotisas na Umbanda – em grande quantidade, em detrimento de outras religiões, onde a liderança sacerdotal é predominantemente masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Afirmar categoricamente que existe uma relação entre a Pombogira e esse fato seria algo arriscado demais, mas certamente a crença no poder dessas entidades faz com que os seus adeptos (homens ou mulheres) passem a enxergar a figura feminina de forma menos arraigada nos princípios machistas da sociedade, permitindo assim que as mulheres assumam a liderança do culto e se tornem respeitadas.  Não são poucos os homens, seguidores desses cultos, que reconhecem e respeitam a autoridade de suas sacerdotisas ou mães-de-santo.  A Umbanda vence as barreiras de gênero e o culto às Pombogiras certamente contribui muito para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto (e paradoxalmente), mesmo entre os seguidores desses cultos ainda existe certa incompreensão da figura da Pombogira, como já dito anteriormente.  Muitos ainda propagam a falsa idéia da mulher sensual e demonizada.  Para reforçar essa crença, soma-se o fato de que essas entidades são muito procuradas – e eficientes – para a solução de casos materiais e especialmente amorosos.  O fato de estarem predispostas a auxiliar os aflitos no amor parece dar a elas um status ainda mais estigmatizado, mais ligado à figura da mulher pervertida, dada a aventuras sentimentais.  Porém, uma análise fria pode nos dar outra visão: a de que todos os aflitos têm direito a auxílio espiritual, independente da ordem do seu problema – seja afetivo, material, financeiro ou familiar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais uma vez as raízes judaico-cristãs nos levam a um julgamento de valor.  Perpetuou-se, ao longo dos séculos, a crença de que certos problemas não podem (ou não devem) ser levados à esfera divina.  Em outras palavras, pessoas com problemas relacionados ao amor e à sexualidade não são dignas de ser ouvidas e auxiliadas pelas forças divinas.  Seria uma espécie de profanação ou banalização do divino levar esse tipo de problema à sua apreciação, mais eis que novamente a Pombogira surge como figura subversiva no cenário espiritual, sempre disposta a atender àqueles que sofrem questões sexuais ou amorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Demonizadas ou não, compreendidas ou não, essa qualidade de espírito desempenha importante papel no funcionamento das religiões afro-ameríndias.  Sua função não é apenas espiritual, mas é também social e ideológica, pois ao socorrer os desvalidos e aflitos no amor coloca a todos – homens e mulheres, ricos e pobres – em condições igualitárias, e também porque dão aos seus cultos um caráter libertário, tanto no que se refere à igualdade de gênero quanto à própria liberação sexual, pois conseguem desassociar o sexo do pecado, do profano e do intratável.  São entidades que acima das questões amorosas, primam pela liberdade do ser humano e pelo respeito às suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – Sociólogo/Historiador&lt;br /&gt;Julho de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-291062077645980895?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/291062077645980895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=291062077645980895' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/291062077645980895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/291062077645980895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/07/as-subversivas-pombogiras.html' title='As subversivas Pombogiras - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5694039778928338644</id><published>2011-06-21T17:33:00.002-03:00</published><updated>2011-06-21T17:39:06.210-03:00</updated><title type='text'>Cambone de Umbanda - por Sheila Nascimento (Serena)</title><content type='html'>&lt;a href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTwMUC7Dghi2qEpa-12vB1SrobXHho7CbEvKsBkiZ8ZLAveoAWB"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 160px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTwMUC7Dghi2qEpa-12vB1SrobXHho7CbEvKsBkiZ8ZLAveoAWB" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de abordar um trabalho de extrema importância no terreiro que é o de cambone, mas sem deixar de lembrar de uma passagem curiosa, quando era pequena meu pai sempre tinha o costume de desmontar os relógios da casa na intenção de “melhorar seu desempenho”, relógios do tipo à corda, e sempre era a mesma estória, ele desmontava, “lubrificava” e montava novamente, mas sempre sobravam peças .... e lógico o relógio não funcionava, ai começava a discussão com minha mãe que argumentava o erro em não saber remontar e ele dizia que eram peças “dispensáveis”, mas ora, o relógio não funcionava ou então funcionava com problemas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Umbanda no atendimento ao consulente também funciona como um relógio, que tanto no astral com na parte material depende do bom funcionamento de sua engrenagem. Parte importante, como todas as outras é justamente a do cambone, já tão bem abordada aqui no JUS em outras oportunidades, mas nesta, coloco a visão de um próprio cambone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Existe toda uma expectativa no início dos trabalhos, cada casa tem seu ritímo, mas o que não muda é aquela adrenalina e ansiedade (benéfica) à espera da linha de trabalho a ser chamada, muitas vezes por tempo de trabalho e por dedicação e afinidade, o cambone se sente um misto de peça importante com um filho de todas as entidades que na casa se manifestam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É, muitas vezes, eu como muitos outros temos esse sentimento, de atenção com tudo, preparar o espaço para a chegada dos Guias Espirituais, pembas, blocos de anotação, velas, charutos, tudo tem de estar a contento, a assistência, ansiosa, tem que ser bem recebida e conduzida aos Guias, todo o trabalho transcorre numa dinâmica de atenção, concentração e doação, dependendo muito do amor e da dedicação de todos, inclusive de nós cambones, ai entra também o sentimento de ser filho de cada um dos Guias espirituais, que com o tempo só de olhar sabem como estamos como um pai que olha o filho pequeno, os cumprimentos e o abraço de um, a palavra do outro, a “chamada” de um terceiro, e ai a gente vai, crescendo como crianças dentro de uma grande família de sábios, anciões, companheiros, pais e mães espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Chegando até mesmo um ponto, em que ao meio de inúmeros Guias, o cambone ouvir mentalmente o chamado de um ou outro Guia Espiritual mais afinizado com o cambone, solicitando sua presença ali ao seu lado. Isso não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não digo que cada dia de trabalho tem um aprendizado, mas sim, cada atendimento, sendo este ligado apenas um médium e suas entidades ou como também os cambones que atendem vários médiuns sem ser específico de um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muito depende do funcionamento de cada casa, mas o trabalho de ser cambone é uma escola, um aprendizado sem fim, que aos atentos, faz aumentar a fé, descobrir-se e sentir amado e especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Existem dias, em que o cansaço e eventuais dificuldades atrapalham, mas são nesses dias, em que a espiritualidade te recompensa com um abraço de um pai querido, um ramo de alecrim imantado ou uma rosa para despachar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enfim, cada gesto dessa grande corrente, não só de pais e mães espirituais, mas como também os “colegas”, irmãos de trabalho que se ajudam e muitas vezes, sob a coordenação de um guia espiritual fazem o revezamento de descarregos para os mais necessitados da corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ser cambone é ser importante para o bom funcionamento do trabalho, exige ser atento, concentrado, estudar, aprende e se incorporar à dinâmica de trabalho da Umbanda, estar preparado para toda um esforço físico, mental e espiritual de trabalho e acima de tudo amar a Deus e o que faz .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje, de um modo geral, por todo o trabalho de doutrina, esclarecimento e preparação, nós cambones somos vistos como parte importante da engrenagem de funcionamento de uma casa, mas apelo aos irmãos, colegas de trabalho, que se vejam, não com soberbia na importância do seu trabalho em uma casa, mas como privilegiados e abençoados por tanta generosidade que recebem em cada auxilio às entidades, sem precisar mencionar do auxilio que cada cambone, como médium de umbanda recebe de seus próprios amparadores espirituais. Percebam e internalizem para poderem retransmitir, a gratidão, os pequenos gestos de humildade e delicadeza, a generosidade e o trabalho extramamente gratificante e engrandecedor de servir ao Pai, servido a muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se tiverem amor pelo trabalho de cambone, receberão amor enquanto forem membros neste ponto da hierarquia, e no futuro também colherão amor e doarão amor de toda a corrente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me despeço desse trabalho, com tristeza por deixa-lo, mas com gratidão por  ter sido tão maravilhoso, e rogo que cada dia do novo trabalho seja tão perfeito, tão bom e me traga tanta felicidade como me trouxe ser cambone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheila Nascimento (Serena)&lt;br /&gt;Publicado originalmente no JUS (Jornal de Umbanda Sagrada).&lt;br /&gt;Email enviado por Alexandre Cumino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5694039778928338644?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5694039778928338644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5694039778928338644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5694039778928338644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5694039778928338644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/06/cambone-de-umbanda-por-sheila.html' title='Cambone de Umbanda - por Sheila Nascimento (Serena)'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8536485306806174001</id><published>2011-06-17T17:12:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T17:15:58.178-03:00</updated><title type='text'>O cobrador - autor desconhecido</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.caiofabio.net/Arquivo/Image/deuslouco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 419px; height: 291px;" src="http://www.caiofabio.net/Arquivo/Image/deuslouco.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificaram e descobriram, caído, um homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre olhou fixo para o homem e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ficou assustado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ficou confuso e o mestre concluiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com certeza você vai pagar muito mais caro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Antes de cobrar atitudes alheias, verifique a sua.  Ser coerente é sempre salutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Douglas Fersan&lt;br /&gt;Email recebido de Alexandre Cumino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8536485306806174001?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8536485306806174001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8536485306806174001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8536485306806174001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8536485306806174001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/06/o-cobrador-autor-desconhecido.html' title='O cobrador - autor desconhecido'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8583884881834156645</id><published>2011-06-01T22:16:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T22:18:27.497-03:00</updated><title type='text'>Existe perfeição na Umbanda? - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DFPjkeRSrL8/Tb3v3itptYI/AAAAAAAAFYo/6V98KO6QBPc/s400/1431_4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 184px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DFPjkeRSrL8/Tb3v3itptYI/AAAAAAAAFYo/6V98KO6QBPc/s400/1431_4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo escrever na primeira pessoa, mas hoje me senti compelido a isso.  Em todos de Umbanda já vi muita coisa.  Algumas me agradaram, edificaram meu conhecimento, colaboraram com meu crescimento espiritual – em cuja caminhada ainda dou os primeiros passos, sem falsa modéstia - , outras coisas que vi não foram tão agradáveis aos meus olhos, no entanto, como tudo que existe e acontece, serviram para ensinar alguma lição que certamente me faltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não faz muito tempo, sofri certa decepção com pessoas próximas a mim na Umbanda.  Isso não me fez desacreditar na religião, mas me mostrou que eu tinha outros caminhos a seguir.  Agradeço a essas pessoas que, num primeiro momento me decepcionaram, mas que na verdade, mesmo inconscientemente, tiraram algumas travas dos meus olhos e me fizeram caminhar com as próprias pernas. Assim é a vida: tudo que nos acontece é parte de um processo de construção de conhecimento e aprimoramento.  O problema é que muitas vezes nos prendemos apenas ao ato de vislumbrar o erro – até com certo prazer – e deixar que a língua se exercite mais que a razão.  Os sentimentos gerados por esse tipo de atitude é extremamente nocivo, principalmente quando estamos em um terreiro de Umbanda, cuja harmonia é essencial ao bom andamento dos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estar em uma gira de Umbanda é uma responsabilidade grande, pois ali não estamos sós.  Estamos acompanhados de nossos irmãos-de-fé e de toda uma gama de energias e espíritos, que se não estiverem adequadamente sintonizados e harmonizados, abrem brechas para outras energias, indesejadas, daninhas e que se beneficiam da fragilidade que porventura apareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estar em uma gira de Umbanda é, sobretudo, estar doando um pouco de si mesmo.  Aquele que se propõe a trabalhar na Umbanda acreditando que receberá benefícios está redondamente enganado.  Ele irá doar mais do que receber: irá doar seu tempo de descanso, de lazer, de família.  Não receberá aplausos nem recompensas materiais (embora muitos esperem isso).  Porém receberá o mais valioso dos tesouros, a oportunidade de aprimorar o próprio espírito através da prática da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas para receber essa recompensa é necessário merecê-la.  É necessário estar de coração aberto e alma limpa durante o tempo que dura a gira de Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Será que todos os membros da corrente são amigos e se amam verdadeiramente como irmãos, como prega a religião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seria hipocrisia responder que sim.  Sabemos muito bem que temos afinidades e preferências.  Alguns simpatizam mais com Fulano, outros mais com Beltrano.  É natural que essas diferenças existam – justamente porque existe a diversidade, qualidade que provavelmente a Umbanda é uma das poucas religiões que respeita.  O que não podemos deixar é que essas afinidades se tornem fator de desarmonia (já que as afinidades existem justamente para harmonizar os grupos).  Sábio é o umbandista que entende que quando está “à paisana” (fora do horário da gira), tem todo o direito de ter suas preferências, mas que ali, enquanto rufam os atabaques, todos, sem exceção, são irmãos e iguais – ninguém é mais médium que outro, nem suas entidades são mais poderosas.  Cada qual tem sua importância e valor e infeliz é aquele que não percebe isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É preciso também que o umbandista aprenda a olhar mais para o seu interior do que para o seu irmão-de-fé.  Ele está ali como um trabalhador espiritual, alguém que se doa, alguém disposto a praticar a caridade e ser instrumento da espiritualidade no sentido de auxiliar os necessitados, encarnados e desencarnados.  Ele não é um fiscal do seu irmão-de-fé, da gira e nem mesmo (e principalmente) das entidades que vêm em Terra para trabalhar na caridade.  Cada filho de Umbanda deve, durante os trabalhos, preocupar-se em fazer a sua parte da melhor forma possível.  Se cada um cuidar da qualidade do seu desempenho, a gira correrá tranquilamente.   No entanto, se ele adentrar o terreiro já com o olhar crítico para com seu irmão, conseguirá desestabilizar não somente aquele(s) a quem observa e critica, mas a si mesmo e comprometerá todo o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso não significa que o filho de Umbanda deve se calar diante de coisas erradas que porventura possam acontecer durante os trabalhos espirituais.  É seu dever levantar as questões (e apontar sugestões/soluções) quando elas surgem.  Porém não é seu dever colocar-se no papel de fiscal da gira.  Para isso existem os orixás, as entidades, os guardiões da casa e, abaixo deles, o dirigente dos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não acredito na existência de um templo de Umbanda perfeito, pois eles são formados por seres humanos, que carregam consigo, inclusive nos momentos de trabalho, todas as suas qualidades, defeitos e imperfeições.  Se fôssemos perfeitos não haveria a necessidade de estarmos ali.  O templo é reflexo de seus filhos.  Quanto maior a harmonia entre os irmãos-de-fé, melhor o resultado dos trabalhos, isso é fato.  O inverso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada umbandista deveria observar o seu templo com olhos benevolentes, buscando os aspectos positivos, e não a oportunidade de levantar críticas.  Deveria observar e valorizar o empenho de seu irmão, que muitas vezes faz enormes sacrifícios para estar ali.  E deveria, antes de analisar criticamente os trabalhos e as pessoas, analisar a si mesmo, pois muitas vezes quem destoa do grupo é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jamais encontraremos a perfeição total em um templo de Umbanda, pois somos nós, humanos que estamos ali visíveis à assistência e todas as nossas fragilidades estão à mostra.  Aprendi a não buscar a perfeição nos terreiros (e nem nos umbandistas, pois não sou o paladino da perfeição).  Mas aprendi a cobrar de mim mesmo – e não dos outros – melhores atitudes, principalmente quando desempenho o papel de representar a minha religião, dentro ou fora do templo, pois sou o espelho onde ela se reflete.  Os orixás e as entidades raramente são visíveis aos olhos humanos.  Minhas atitudes não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre digo, as religiões são perfeitas, já os religiosos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;br /&gt;Maio de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8583884881834156645?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8583884881834156645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8583884881834156645' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8583884881834156645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8583884881834156645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/06/existe-perfeicao-na-umbanda-por-douglas.html' title='Existe perfeição na Umbanda? - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DFPjkeRSrL8/Tb3v3itptYI/AAAAAAAAFYo/6V98KO6QBPc/s72-c/1431_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1132347619848586981</id><published>2011-05-29T20:51:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T20:52:24.663-03:00</updated><title type='text'>Sacerdote/Sacerdotisa, legalmente constituídos.  Como fazer? - Por Dr Hédio Silva Jr</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2gR7hZEfgMg/TbtNxOWMw6I/AAAAAAAAAJM/G5h9YgpkCI4/s320/biblia-e-vela_3521_1024x768.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2gR7hZEfgMg/TbtNxOWMw6I/AAAAAAAAAJM/G5h9YgpkCI4/s320/biblia-e-vela_3521_1024x768.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que toda confissão religiosa tem o direito de sele­cionar, eleger e nomear seus sacerdo­tes de acordo com seus dogmas e tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Constituição Federal encontra­mos duas regras importantíssimas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. é livre a organização religiosa, a liturgia, o culto e a crença; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. é livre o exercício de qualquer ofício, trabalho ou profissão, ha­vendo ca­sos em que a lei exige cer­tos re­quisitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a diferença entre ofício, traba­lho e profissão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;• ofício é uma ocupação perma­nen­te (intelectual ou manual) que ge­ral­mente não exige formação técnica ou escolaridade. O conhecimento em que se baseia o ofício pode ser especí­fico de um determinado grupo ou seg­men­to. Por vezes ele resulta de um dom, um pen­dor natural; por isso a lei não estabe­le­ce nenhuma exigência pa­ra o seu exer­cício;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• profissão indica uma atividade ou ocupação técnica, exigindo, em mui­tos casos, escolaridade, treinamento e habilitação técnica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• trabalho é todo esforço físico ou mental (intelectual) remunerado, di­ri­gido a uma finalidade econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos assim que sacerdócio não é profissão, tampouco trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é profissão porque em muitos casos tem muito mais a ver com dons naturais do que com técnicas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é trabalho primeiro porque não se dirige a uma finalidade econômica – e sim espiritual; segundo porque não pode ser remunerado: sacerdote não recebe salário, não é empregado. Mas pode ter sua subsistência mantida pela organização religiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários casos em que pastores e padres foram ao Poder Judiciário reivin­dicar vínculo de emprego com igrejas: em todos eles os tribunais concluíram que o ministério religioso é ofício e não trabalho ou profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto quer dizer que a organização re­ligiosa pode e deve garantir o sus­tento do sacerdote/sacerdotisa – o que é diferente de remuneração, de salário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro aspecto que merece aten­ção: para tornar-se Advogado, além de concluir a faculdade de Direito, o indivíduo precisa ser aprovado em um exame organizado pela OAB - Ordem dos Advogados do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria possível a exigência de um exame de seleção para que alguém seja considerado Sacerdote ou Sacerdotisa de qualquer religião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é não, definitivamente não! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada Religião tem o direito de de­cidir sobre a escolha, preparação e indi­ca­ção dos seus sacerdotes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Consti­tui­ção brasileira proíbe o Estado de im­por qualquer exigência, inclusive esco­la­­ridade, para que alguém seja consi­de­rado Ministro Religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não possui religião oficial (estado laico), de modo que todas as religiões são iguais perante a lei. Do ponto de vista jurídico, um Rabino é mi­nistro religioso tanto quanto um Sheik, uma Iyalorixá, um Dirigente Um­bandista, um Pastor ou um Padre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer, então, para que al­guém seja considerado legalmente Mi­nistro Religioso (termo utilizado pela legislação)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está na “Declaração para a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e de Discriminação Baseada em Religião ou Crença”, adotada pela ONU em 1982.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O art. 6º desta norma internacional determina que toda Religião tem o direito de “treinar, apontar, eleger ou de­signar por sucessão líderes apro­priados de acordo com as exigências e padrões de cada religião ou crença”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática isto significa que:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O estatuto da organização religio­sa deve prever que aquela comuni­da­de, além dos dirigentes civis (Presi­den­te, Tesoureiro, etc.) possui um(a) diri­gen­te espiritual, que a lei chama de au­to­ridade ou ministro religioso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A indicação, nomeação ou eleição do(a) Ministro(a) Religioso(a) deve cons­tar em ata, do mesmo modo como se faz com os dirigentes civis.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa a forma pela qual cada comunidade indica o(a) Ministro(a) Re­ligioso(a). O importante é que seja feita uma ata da nomeação/indicação e pos­se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que estatuto e ata este­jam registrados em cartório, aquele(a) dirigente espiritual passa a ser consi­derado legalmente Ministro Religioso. E mais: nenhuma pessoa, seja funcio­ná­rio público, Juiz, Prefeito, Governa­dor ou Presidente da República poderá dizer que aquela pessoa não é um Mi­nistro(a) Religioso(a). Caso isso acon­tecesse, estaríamos diante de um cri­me, a discriminação religiosa, com pena de prisão que varia de 3 a 5 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é mais uma razão para que os Sacerdotes e Sacerdotisas se preocu­pem com a parte legal, a regularização dos templos e do próprio sacerdócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão que deixo para os(as) leitores(as) é a seguinte: aprendi logo cedo, nas Minas Gerais, que quanto maior a liberdade maior deve ser a responsabilidade. Como é grande a liberdade de crença em nosso país, igual­mente grande deve ser a serie­dade, integridade e responsabilidade  dos nossos Sacerdotes/Sacerdotisas, não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr Hédio Silva Jr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por Alexandre Cumino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Douglas Fersan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1132347619848586981?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1132347619848586981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1132347619848586981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1132347619848586981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1132347619848586981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/05/sacerdotesacerdotisa-legalmente.html' title='Sacerdote/Sacerdotisa, legalmente constituídos.  Como fazer? - Por Dr Hédio Silva Jr'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2gR7hZEfgMg/TbtNxOWMw6I/AAAAAAAAAJM/G5h9YgpkCI4/s72-c/biblia-e-vela_3521_1024x768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4220857204493499988</id><published>2011-05-18T13:20:00.003-03:00</published><updated>2011-05-18T13:24:45.512-03:00</updated><title type='text'>II Festa de Ogum em São Bernardo do Campo - dia 22/05/2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ABt23X3lqy4/TcZzpmqkHhI/AAAAAAAABZ0/_CWSSxDdV6Y/s400/ogum_sbc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ABt23X3lqy4/TcZzpmqkHhI/AAAAAAAABZ0/_CWSSxDdV6Y/s400/ogum_sbc.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª Festa de Ogum e São Jorge em São Bernardo do Campo, A.B.C Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Ginásio do Baetão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço: Av. Armando Italo Seti Nº 901&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bairro Baeta Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia: 22 de Maio de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horario: Inicio 11H00 término 17H00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comidas Tipicas do povo de Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrações diversas relacionadas a danças e cantos, curimba de Umbanda e toque de Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carreata com a Imagem de Ogum, saindo do jardim da represa até o ginasio do Baetão, imagem conduzida pelo corpo de bombeiros, escoltada por Agente de transito e Policiais Militares e Guardas Civil Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carroceiros e Cavaleiros acompanham a carreata a partir do centro de S.B.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participem tragam sua casa, divulguem aos amigos e simpatizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrocinada pela AFECAB e Prefeitura do Municipio de São Bernardo do Campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;festadeogumsbc@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4220857204493499988?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4220857204493499988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4220857204493499988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4220857204493499988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4220857204493499988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/05/ii-festa-de-ogum-em-sao-bernardo-do.html' title='II Festa de Ogum em São Bernardo do Campo - dia 22/05/2011'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ABt23X3lqy4/TcZzpmqkHhI/AAAAAAAABZ0/_CWSSxDdV6Y/s72-c/ogum_sbc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8750519101252547832</id><published>2011-05-13T17:49:00.001-03:00</published><updated>2011-05-13T17:52:17.047-03:00</updated><title type='text'>O arquétipo do preto-velho - por Douglas Fersan (republicação)</title><content type='html'>&lt;a href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR7Blc3-VcXe7jf88QoGPwCB94Thc3EznZ0IRnW2KCaGekBtG9M"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 259px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR7Blc3-VcXe7jf88QoGPwCB94Thc3EznZ0IRnW2KCaGekBtG9M" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre os arquétipos da Umbanda é um assunto interminável, complexo e apaixonante, mas muitas vezes cai no erro de se atribuir um caráter extremamente simplista, quase sempre baseado apenas na primeira impressão deixada pela entidade analisada.&lt;br /&gt;Como fruto dessa análise superficial, podemos citar, apenas para exemplificar, o processo de demonização sofrido pelos exus, valorosos trabalhadores do Astral, quase sempre injustiçados e vistos com maus olhos por aqueles que desconhecem completamente a Umbanda e até mesmo por muitos se dizem filhos dela, mas que tão pouco se preocupam em entendê-la, bem como às entidades que nela trabalham. Outro caso recorrente de equívoco quanto ao arquétipo ocorre com a versão feminina dos exus, as pombas giras, que muitos acreditam tratar-se de espíritos de prostitutas quando da sua existência terrena. Claro que sua postura sensual contribui para isso, mas nem toda mulher sensual foi ou é prostituta, como nem toda pomba gira também. Talvez essa espécie de “personificação” que imputam às entidades de Umbanda exista para facilitar a compreensão do leigo, mas o umbandista, que pratica e vivencia a religião e a toma como filosofia de vida, tem o dever de conhecer e entender melhor os tipos culturais, étnicos e psicológicos nela representados. Acreditar que o espírito da criança manifesta-se simplesmente para externar a pureza, por exemplo, é reduzir toda a sabedoria umbandista a uma conotação muito simples e frágil.&lt;br /&gt;Dessa forma, aos pretos velhos, espíritos tão populares na Umbanda, a ponto de muitas vezes suas figuras serem usadas como ícones da religião, são atribuídas comumente duas qualidades: a humildade e a sabedoria.&lt;br /&gt;A condição de escravo teria dado ao preto velho a postura sempre humilde, sentado em seu banquinho, com as costas arqueadas e falando baixinho, numa atitude típica de quem sabe que deve comportar-se adequadamente frente ao seu senhor. Já a sabedoria seria fruto da idade avançada e das largas experiências supostamente vivenciadas em Terra.&lt;br /&gt;Mas seria o preto velho apenas isso? Um senil humilde e sábio? Todo o sofrimento de um povo, que deu seu sangue para a construção de um país estaria resumido a uma figura arqueada e humilde, porém sábia?&lt;br /&gt;A História mostra que a saga do povo negro é repleta de lutas, então, relegar o preto velho a uma condição praticamente submissa é negar o passado desse povo. Insistir na idéia de que o preto velho é somente sábio e, principalmente, humilde, é querer perpetuar um passado de injustiças, a ponto de querer manter o negro, mesmo já estando na condição de espírito, como um ser subserviente e amedrontado.&lt;br /&gt;Basta estudar a História para entender que o negro não teve uma postura humilde e submissa o tempo todo. O maior ícone dessa etnia em nossa história, Zumbi dos Palmares, é também a representação de um povo que não se rende à força bruta da escravidão. Exemplo de liderança, resistência, coragem e luta, Zumbi ainda hoje é lembrado e festejado em todo o Brasil como o representante de um povo que não se entrega facilmente.&lt;br /&gt;Não é somente na história do Brasil que encontramos exemplos de resistência dos negros frente à opressão: Nelson Mandela, Martin Luther King, Malcon X, Agostinho Neto e outros tantos, o que nos leva a concluir que o povo afrodescendente não tem como hábito quedar-se passivamente frente às injustiças e às imposições.&lt;br /&gt;A própria mentalidade européia, incutida em nossas mentes ao longo do processo de colonização e perpetuado mesmo após o desligamento do Brasil com as amarras portuguesas, nos impôs a falsa impressão de que o negro (e também o índio) são seres pouco civilizados e frágeis de espírito e discernimento. Eis aí um gigantesco e medonho engano. Essa visão paternalista às avessas nos remete à falsa impressão de que as etnias não-européias são frágeis e necessitam da proteção civilizatória que o estereotipado tipo europeu poderia dar. A realidade é que por trás dessa visão aparentemente inocente e provida de caridade existe uma feroz intenção de dominar econômica e ideologicamente todo um povo e aniquilar sua cultura. Não fosse a coragem, a determinação e o espírito de resistência do povo negro, e isso já teria acontecido. Toda a riqueza cultural do chamado continente negro teria desaparecido e seu povo seria mão-de-obra barata e nada mais.&lt;br /&gt;Assim, acreditar que o arquétipo do preto-velho se resume a humildade e a saberia é desprezar todo o seu passado de lutas. O preto-velho possui sim a humildade, mas a humildade dos sábios, e não subserviência daqueles que se entregam facilmente. Acima de tudo o preto-velho representa o vencedor, que mesmo diante de toda violência que sofreu, soube resistir e manter viva a sua cultura e a chama da sua fé.&lt;br /&gt;O preto-velho é também o símbolo da resistência, da luta e do vencedor.&lt;br /&gt;Douglas Fersan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8750519101252547832?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8750519101252547832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8750519101252547832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8750519101252547832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8750519101252547832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/05/o-arquetipo-do-preto-velho-por-douglas.html' title='O arquétipo do preto-velho - por Douglas Fersan (republicação)'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-2322770837018875369</id><published>2011-05-06T23:55:00.001-03:00</published><updated>2011-05-06T23:55:55.497-03:00</updated><title type='text'>As mães e as mãos que curam</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-J7-s_lwusCc/TbsSTN3IAYI/AAAAAAAAE-U/dqfDJIBqYcI/s1600/mae3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-J7-s_lwusCc/TbsSTN3IAYI/AAAAAAAAE-U/dqfDJIBqYcI/s1600/mae3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lembro que um dia eu caí.  Ralei o joelho apenas, mas na minha fragilidade de criança aquilo doeu tanto, mas tanto e tanto.  Mas hoje entendo que doeu mais na alma, pois qualquer ferida sentida na carne imediatamente aciona aquele mecanismo de defesa que todos temos e imediatamente clama por socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Com o joelho ralado e as lágrimas escorrendo pelo rosto caminhei até minha casa, que não ficava longe dali.  Duzentos, trezentos metros talvez, mas pareceu tão distante e o tempo foi uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu não reclamei, não precisava.  Meus olhos marejados diziam tudo e aquele rosto doce e inesquecível imediatamente compreendeu.  Aliás, aquele rosto, aqueles olhos, aquela feição sempre compreendia – acho que até com antecedência – todas as minhas dores e anseios.  E naquele dia não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Com carinho me colocou sobre uma cadeira e com as mãos calejadas de tanto costurar (pois a vida não era fácil e exigia dela verdadeiros sacrifícios, que na época eu nem compreendia, mas hoje sei que eram imensos) passou um algodão com remédio no ferimento do meu joelho.  Ardeu um pouco, mas suas sempre sábias palavras me lembraram que “o que arde cura”. E realmente curou, pois a ferida doía mais na alma, que queria o seu carinho, o machucado no joelho era um detalhe, o que realmente interessava era o carinho que eu sabia que certamente receberia.  Às vezes até valia a pena ralar o joelho, só para ganhar o seu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E assim ela fez centenas ou milhares de vezes, inclusive em momentos em que eu não era mais uma criança, mas que ainda me sentia tão dependente e carente de suas palavras, de seu afago, de seu socorro, de suas mãos calejadas curando minhas feridas.  Caí tantas e tantas vezes que perdi a conta.  Mas também foram incontáveis as vezes em que suas mãos aparentemente frágeis, magras e ainda calejadas me ergueram do chão.  Mais incontáveis ainda foram as demonstrações de que sempre estaria ali, pronta a erguer toneladas de rochas com seus bracinhos esquálidos, para me tirar dos escombros que a vida impunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tantas vezes não compreendi suas palavras e seus ensinamentos, mas sempre – algumas vezes um pouco tardiamente – percebi que estava enganado e que ela sempre tinha razão.  Quando ela dizia “leve o guarda-chuva”, podia o sol estar escaldando o asfalto, que certamente iria chover.  Ela sempre sabia o que dizia.  E eu, como todo jovem afoito, nem sempre compreendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A vida nos possibilitou muitas coisas, entre elas, fortalecer a cada dia os laços de amizade, admiração, respeito e companheirismo.  Eu ainda era jovem, porém não era mais tão afoito e os diversos tombos que levei me ensinaram a entender que ela estava sempre certa.  Assim o tempo foi passando e meu amor e minha admiração só foi crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um dia foi ela quem caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como era possível aquele ser, embora pequeno em tamanho, mas gigantesco em força, conhecimento e moral tombar daquele jeito?  Gigantes não caem, gigantes não tombam, gigantes não adoecem...  pelo menos sempre pensei assim, ou melhor, sempre me esforcei para acreditar que isso jamais aconteceria.  Mas o tempo todo eu sabia que estava mentindo para mim mesmo e que gigantes caem sim, e que nós, meras formiguinhas nos vemos obrigados a dobrar, triplicar de tamanho e força para acudir aquela que até pouco tempo atrás nos acudia.  Olorum, só ele sabe de onde vieram as forças, mas cuidei da minha giganta enferma até o dia em que os seres de luz entenderam que tanto ela como eu estávamos prontos para nos separar.  E assim o fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como é maravilhosa a natureza divina.  Naquele momento descobri em mim um gigante, que até então estivera adormecido.  O Universo me deu forças para que eu encerrasse a passagem da minha giganta com a dignidade que ela merecia.  Após jogar a última pá de terra, encerrando aquele ciclo, voltei para casa e chorei.  A dor era imensamente maior que a do joelho machucado. Acho que nem um membro amputado doeria tanto.  Chorei, chorei e chorei, sem ter ninguém que me dissesse que “o que arde cura” ou mesmo quem me passasse um remedinho que aliviasse a dor. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   O tempo não curou a dor, mas ensinou que ela era necessária para que aprendesse a andar mesmo com os joelhos ralados.  Serviu para mostrar que mesmo que as pernas doessem eu as tinha para caminhar e serviu também mostrar que aqueles conselhos aos quais eu nem sempre dava o devido valor eram a fonte de sabedoria que deveria inspirar minha vida.  Era como se Deus falasse pela boca daquele ser tão doce e frágil, mas que ao mesmo tempo era colossal como uma montanha, que norteou e alicerçou minha vida.  Aprendi que eu também tenho joelhos a curar.  Hoje, apesar do tempo passado, sei que a minha giganta me observa das esferas superiores e seus conselhos ainda retumbam em minha memória e mesmo não estando presente na matéria, suas mãos calejadas ainda manipulam os remédios que aliviam minha dor quando meus joelhos fracos se dobram ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Dedico esse pequeno texto a todas as mães – presentes e ausentes – mas também aos filhos que não têm mais o privilégio de abraçá-las, mas que certamente não estão desamparados por esses anjos que Olorum colocou em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Douglas Fersan – maio de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-2322770837018875369?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/2322770837018875369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=2322770837018875369' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2322770837018875369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/2322770837018875369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/05/as-maes-e-as-maos-que-curam.html' title='As mães e as mãos que curam'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J7-s_lwusCc/TbsSTN3IAYI/AAAAAAAAE-U/dqfDJIBqYcI/s72-c/mae3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-9207730555108170770</id><published>2011-04-21T00:56:00.000-03:00</published><updated>2011-04-21T00:57:22.893-03:00</updated><title type='text'>Renascer é preciso - Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_upXFVx1HTB8/S7mWDn4mC-I/AAAAAAAAABo/N3HEtEhrngY/s1600/renovar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 459px; height: 316px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_upXFVx1HTB8/S7mWDn4mC-I/AAAAAAAAABo/N3HEtEhrngY/s1600/renovar.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana comemoramos a Páscoa, uma festa tradicionalmente cristã – e católica em especial.  O significado da Páscoa é o renascimento, a renovação, a nova vida.  E, embora seja uma tradição católica, não podemos negar que renascer e renovar é sempre importante.  Jogar fora os sentimentos negativos, que nada acrescentam e que só funcionam como uma peçonha que percorre as veias no lugar do sangue, contaminando o corpo e a alma é salutar para todos, pouco importando a religião, pois o que vale é evoluir enquanto seres humanos e espirituais, criaturas de Olorum, que nos quer límpidos e serenos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        Do Orum, o céu dos Orixás, podia-se observar o Aiê, a morada dos humanos na Terra.  Sentado e apoiando o cotovelo sobre um dos joelhos e o queixo sobre o punho, Oxalá observava a movimentação intensa dos homens, que em sua frenética corrida do dia-a-dia, esqueciam sua essência divina, esqueciam que eram irmãos e esqueciam até mesmo que deviam respeito uns aos outros.&lt;br /&gt; Alguns homens preocupavam-se tanto com seus problemas terrenos (trabalho, dinheiro, compromissos profissionais) que sequer lembravam de si mesmos.  Não se davam o direito de passar algumas horas com as pessoas que amavam (isso quando lembravam de amar), não se permitiam uns momentos de diversão, nem mesmo ouvir uma boa música a fim de sensibilizar a alma e serenar o corpo.  Estavam completamente tomados pelo espírito do desespero: o desespero de cumprir suas tarefas terrenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Outros já haviam se contaminando tanto com a negatividade que cercava o Aiê, que tornaram-se verdadeiros algozes de seus semelhantes.  Pouco se importavam com a dor e o sofrimento alheio – havia até os que sentiam prazer com isso.  Uma verdadeira marginalia havia se formado e amedrontava a humanidade.  E é claro que seres espirituais trevosos e oportunistas se aproveitam dessa situação para disseminar o ódio, o medo, o desequilíbrio e a desordem na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Havia também os que já não sentiam amor.  Enxergavam isso como um sentimento do passado ou talvez algo que nunca existiu.  Olhavam apenas para o próprio umbigo e pouco se importavam se para atingir seus objetivos tivessem que pisar em seu semelhante e ferir a ética, já tão maltratada e esquecida.  Até o nome de Olorum, nas mais diversas denominações, era usado para atender interesses mesquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não faltavam aqueles que se entregam à luxúria.  O sexo, ato de perpetuação e consagração do amor, tão abençoado em sua essência, havia sido banalizado ou convertido em um produto, sendo comercializado das mais diversas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sereno e calmo como sempre, Oxalá observou tudo aquilo.  Mas Oxalá não era intempestivo e nem perderia a fé – trono o qual ele ocupava com excelência.  Oxalá acreditava em seus filhos; Oxalá acreditava na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sem esboçar qualquer movimento, Oxalá sentiu a aproximação dos demais Orixás divinos.  Nada disse, apenas esboçou um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Iansã, cheia de determinação e vontade de resolver as situações, balançou sua mão em direção aos céus, como se fosse uma ventalora, e nuvens escuras cobriram todo o Aiê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não demorou para que Xangô lançasse seu oxé – machado de lâmina dupla – em direção às nuvens, provocando fortes trovões, atraindo a atenção dos homens que caminhavam sobre a Terra.  Por um instante todos esqueceram suas questões mundanas e mesquinhas e preocuparam-se apenas com a tempestade que se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Delicadamente Oxum brandiu as mãos e as nuvens descarregaram uma água doce e límpida, que como uma cachoeira lavou o corpo dos homens, que sentindo aquele frescor inesperado, porém reconfortante, nem fizeram questão de esconder da chuva que caía.  Cada ser que habitava a Terra deixava a água escorrer sobre seu corpo, levando consigo todas as negatividades que vinham nutrindo há muito tempo.  Foi como um banho, que higienizou não o corpo, mas a alma, de toda a sujeira que a tornava densa e distante de sua centelha divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em seguida Iemanjá entoou seu canto inconfundível, que penetrou não apenas os ouvidos, mas cada poro do corpo dos homens, que olharam espantados uns aos outros.  Sob a vibração maternal da senhora da vida, da rainha do mar – que gerou a vida – os humanos olharam-se não mais como rivais ou simples desconhecidos.  Cada um reconheceu no outro o seu irmão, o seu semelhante, um ser que mesmo não conhecendo, amava como um membro da família, pois identificaram-se todos como filhos da mesma geração divina que lhes dava a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aproveitando-se desse momento oportuno, Ogum quebrou todas as demandas existentes no Aiê: rancores, inveja, maledicência, desejos de vingança e todas as formas de pensamentos e sentimentos, que mais nocivos que qualquer magia negra, alimentavam a mente dos homens e matavam a sede dos seres trevosos e oportunistas.&lt;br /&gt;Oportunamente o velho Omolu chacoalhou a sua veste de palhas, curando toda doença da alma humana e colocando fim a todo desequilíbrio que reinava sobre o Aiê.  Foi como se toda a humanidade junta ingerisse um remédio milagroso para todos os seus males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi a vez de Oxóssi atirar suas setas sobre cada coração e com elas disseminar a sabedoria em cada coração, a sabedoria que fez com que cada um abandonasse o passado escuso e refletisse sobre a própria postura, tendo a coragem e a vitalidade suficiente para superar os erros cometidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nanã de Buruquê fez um movimento lento com a mão trêmula – daqueles movimentos típicos dos mais velhos, e a chuva cessou.  A água, que havia lavado os homens dos sentimentos e atitudes tão ruins, correram em direção aos pântanos, onde seriam encerradas e de onde não deveriam mais sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, do Aiê, a Ibeijada lançou a alegria típica das crianças, que imediatamente contaminou a todos.  Exatamente como as crianças fazem quando brincam, os homens se abraçaram e compartilharam sua alegria.  Do distante Orum era possível os risos de alegria, tão pueris, vindos da Terra.  Sem qualquer medo de ser feliz, os homens se abraçavam, davam-se as mãos e até brincavam, deixando de lado aquele ar sisudo que até tão pouco tempo atrás lhes contaminava o semblante.  Não houve espírito soturno que suportasse tanta alegria: todos fugiram daquela energia maravilhosa que contaminava o Aiê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Terra não era a mesma.  Estava renovada, assim como seus habitantes.  Cada um deles havia recebido a emanação dos Orixás que habitam o Orum e tinham reencontrado sua verdadeira essência divina que dá a vida e que deve guiar as atitudes de cada ser que caminha sobre a Terra.  A essência que tantas vezes havia sido esquecida em virtude dos problemas, preocupações e mesquinhez de cada um.  Os velhos homens haviam “morrido”, mas renasceram imediatamente, livres de qualquer desvio que os afastasse do Divino Criador.  Era o renascimento, era a renovação, era a “páscoa” interna de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com outro breve sorriso, Oxalá olhou docemente para os demais orixás, que retribuíram a simpatia e cada um tomou seu rumo.  &lt;br /&gt; Do mesmo lugar onde se encontrava, Oxalá fez um breve aceno para Exu, que se encontrava na Terra.  Exu respondeu ao cumprimento e abriu todos os caminhos da humanidade, que como quem se encontrava numa encruzilhada de múltiplas direções, agora tinha vários novos caminhos a percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Embora a Páscoa seja uma celebração católica, nada impede a nós, umbandistas, que deixemos a centelha divina dos Orixás brilhar em nossas vidas, nos fazendo renascer melhores a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Autor: Douglas Fersan &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Boa Páscoa a todos, em especial aos filhos-de-fé do Templo de Doutrina Umbandista Nova Luz em Aruanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-9207730555108170770?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/9207730555108170770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=9207730555108170770' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9207730555108170770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9207730555108170770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/04/renascer-e-preciso-douglas-fersan.html' title='Renascer é preciso - Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_upXFVx1HTB8/S7mWDn4mC-I/AAAAAAAAABo/N3HEtEhrngY/s72-c/renovar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1414104524954897132</id><published>2011-04-14T16:00:00.004-03:00</published><updated>2011-04-14T16:13:37.062-03:00</updated><title type='text'>Convite para a II Festa de Ogum em São Bernardo do Campo</title><content type='html'>&lt;a href="http://img001.adimg.com/ImgAd/2010/10/21/1405469/ile-axe-opo-ogum-tobi_4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 351px;" src="http://img001.adimg.com/ImgAd/2010/10/21/1405469/ile-axe-opo-ogum-tobi_4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mojubá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações queridos irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com muito prazer que enviamos o Convite da 2ª Festa de Ogum de SBCampo, realizada pela AFECAB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 de Maio no Ginásio do Baetão-SBC, a partir das 11:00h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha de branco, represente a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaríamos de contar com sua valiosa presença, e de seu terreiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agradecemos sua colaboração na divulgação deste evento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço com muito axé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mª Emilia Campi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iyalorixá e Presidente da AFECAB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Associação Federativa da Cultura e cultos Afro-Brasileiros de SBCampo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe Emilia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(11) 9491 7139&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante a participação de todos os terreiros da região.  Vamos mostrar a força da nossa crença nos Orixás, especialmente no Pai Ogum, a fim de conquistar o respeito que tanto clamamos.  Vestir a camisa da Umbanda é um dever de todo umbandista.&lt;br /&gt;Organize seu terreiro, compareça.&lt;br /&gt;(Douglas Fersan)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1414104524954897132?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1414104524954897132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1414104524954897132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1414104524954897132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1414104524954897132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/04/convite-para-ii-festa-de-ogum-em-sao.html' title='Convite para a II Festa de Ogum em São Bernardo do Campo'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4196979354044188746</id><published>2011-04-01T17:50:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T17:51:15.279-03:00</updated><title type='text'>A difícil e gratificante tarefa de ser umbandista - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RpsWcH90gjQ/StgWC6Sap-I/AAAAAAAAAIs/KXOpAyJ7lj4/s320/umbandistas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RpsWcH90gjQ/StgWC6Sap-I/AAAAAAAAAIs/KXOpAyJ7lj4/s320/umbandistas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raramente observamos, de dentro da gira de Umbanda, o neófito na religião, ainda na assistência, completamente deslumbrado com o “espetáculo” espiritual que se descortina diante de seus olhos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A roupa branca, apesar da simplicidade, fascina.  É como uma farda dos soldados que trabalham incansavelmente em nome de Aruanda e sua lei.  O novato anseia por vestir o branco, sem saber que a farda muitas vezes torna-se um fardo, pois é preciso honrá-la, e essa tarefa para nós, seres imperfeitos e ainda caminhando lentamente rumo à evolução, não é tão simples.  Não é nada fácil carregar o título (e por que não dizer o estigma?) de ser umbandista, pois tão atacada que é nossa religião, temos o &lt;strong&gt;dever&lt;/strong&gt; de manter um comportamento digno, ilibado e acima de suspeitas, pois somos o espelho no qual se reflete a nossa crença.  Ao primeiro deslize, os detratores da nossa religião rapidamente lembrarão que somos umbandistas.  Vestir o branco é uma grande responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os olhos do novato, lá na assistência, chegam a brilhar diante da dança dos orixás e entidades, que através do processo mediúnico, conduzem graciosamente o corpo de seus “aparelhos” ao ritmo dos atabaques.  Não sabem que ao final da gira, os médiuns estão cansados, muitas vezes doloridos, mas ainda assim precisam continuar seus afazeres cotidianos: acordar cedo no dia seguinte e, independente do cansaço ou das dores, cumprir seus deveres perante o trabalho, a família e a sociedade.  A dança dos orixás não é um balé gracioso e nem um momento de diversão para o médium ou para as entidades: é parte do ritual, que possui fundamentos e significados, atendendo, portanto, às necessidades espirituais da gira de Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É possível que alguém na assistência sinta uma pontinha de inveja dos cambonos, pois esses têm contato direto com as entidades e seus ensinamentos, estando bastante próximos a elas e desfrutando, portanto, o privilégio de tê-las a seu dispor durante quase todo o tempo da gira. Mais um engano. O que muitos não sabem, é que o cambono desempenha uma importante tarefa nos trabalhos espirituais, portanto sua tarefa é de extrema responsabilidade e requer muita disposição e abnegação para correr de um canto a outro a fim de atender às necessidades dos guias e, embora não pareça, muitas vezes a gira termina sem que ele consiga tempo sequer para tomar um passe.  Nem tudo é como parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os curimbeiros (ou ogãs – embora esse termo seja mais próprio do Candomblé, é usado com freqüência na Umbanda) despertam enorme fascínio, pois muitas vezes são confundidos com “animadores de festas para espíritos”.  Mais um engano.  A eles cabe a dura tarefa de manter o equilíbrio da gira, pois o ponto cantado não é apenas uma música, é uma oração, um mantra melódico, que deve ser usado no momento certo e da maneira correta.  Aos ogãs cabe a difícil tarefa de embalar esses cânticos mágicos ao mesmo tempo em que mantém o ritmo dos atabaques.  Se alguém acha que a tarefa do curimbeiro é simples, basta olhar o estado de suas mãos ao final da gira: machucadas, vermelhas e esfoladas – isso sem falar na sua garganta, que provavelmente já está afetada também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O zelador ou pai-de-santo é a figura que provavelmente mais chama a atenção dentro de um terreiro de Umbanda.  Muitos queriam estar em seu lugar comandando os trabalhos, mas engana-se quem pensa que essa é uma tarefa fácil, repleta de louros e uma pseudo-fama.  Estar à frente de um terreiro e comandar uma gira requer muita responsabilidade e equilíbrio.  Ao zelador cabe fazer todas as firmezas, orientar os médiuns, identificar e organizar as energias que se manifestam na gira.  Além disso, é sua função ouvir e orientar os filhos-de-fé de forma imparcial e justa, administrando egos, contornando problemas corriqueiros e outros nem tanto; é dele a tarefa de manter cada elo da corrente unido e forte.  A ele também cabe carregar nas costas todo o fardo dos problemas do terreiro quando eles acontecem, pois o primeiro a ser responsabilizado por qualquer deslize numa gira é o pai-de-santo.  Nem mesmo os filhos-de-fé o poupam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Existem aqueles que acreditam que os médiuns de Umbanda carregam consigo algum tipo de poder mágico, que podem solucionar qualquer tipo de problema, já que têm as entidades ao seu dispor.  Mais vez engana-se quem pensa assim.  Muitas vezes os médiuns passam por problemas tão (ou mais) graves quanto os daqueles que os procuram, pois a mediunidade é uma missão a ser cumprida, e não um privilégio espiritual.  O médium possui os mesmos anseios e limitações que qualquer outra pessoa, e ainda empresta o seu “aparelho” para prestar auxílio àqueles que o procuram, às vezes não sobrando tempo para a solução de seus próprios problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E ser umbandista não é só participar das giras uma vez por semana ou a cada quinze dias.  Cabe ser umbandista vinte e quatro horas por dia durante sete dias da semana.  É uma responsabilidade grande que carregamos, mas devemos honrar esse compromisso que assumimos no dia em que adentramos o solo sagrado de um terreiro, por isso é fundamental pensar muito antes de tomar essa decisão, que certamente mudará a rotina de seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A vida do umbandista não é um mar de rosas.  Existe o compromisso de comparecer às giras regularmente, muitas vezes abrindo mão do próprio lazer e da companhia da família, é aconselhável se abster de certos prazeres, como a carne, o sexo e o álcool nos dias de trabalho, existem as obrigações que exigem grandes sacrifícios por parte do filho de filho-de-fé.  Enfim, não é fácil ser umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas se é assim, por que ainda tanta gente permanece no seio dessa religião e cada dia chegam mais adeptos?  Seria um simples paradoxo ou a Umbanda é uma religião que reúne um número considerável de masoquistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nada disso... as coisas são mais simples que parecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar das dificuldades, a Umbanda é uma religião grata a seus filhos, que sabe recompensá-los e lhes dar uma flor cada vez que um espinho os machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É gratificante para o filho de Umbanda trabalhar numa religião que não fecha as portas a ninguém, não importando o tamanho do problema de quem a procura. Não importa a condição social, sexual ou a raça de quem a procura: a verdadeira Umbanda não deixa de abrir seus braços a ninguém, nem mesmo aos espíritos desencarnados que não foram doutores ou escritores famosos.  Escravos, índios, crianças e até aqueles que um dia decaíram em sua existência terrena são bem-vindos para trabalhar prestando caridade e assim contribuir com a própria evolução e dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar das dificuldades, vestir a roupa branca é motivo de orgulho, pois é a forma de manter viva a crença e a cultura dos orixás, é manter viva a identidade brasileira e africana, é manter viva a chama da fé na sabedoria de nossos antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É muito gratificante encontrar uma pessoa que um dia, no passado, enfrentou um grande problema e, através da Umbanda, encontrou a solução.  Provavelmente essa é uma das maiores recompensas que o umbandista pode receber: o fato de saber que auxiliou, através de sua mediunidade, de seu trabalho e de suas entidades, alguém que se encontrava aflito, pois é na prática da caridade e do amor ao próximo que encontramos a oportunidade de crescer enquanto seres humanos, centelhas da Criação Divina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É assim que, após uma longa e cansativa gira, o umbandista retorna ao seu lar e após um banho, deita em sua cama, coloca a cabeça no travesseiro e vê que todo seu sacrifício valeu a pena.  Afinal, apesar de todas as dificuldades, é muito gratificante ser umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – abril de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4196979354044188746?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4196979354044188746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4196979354044188746' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4196979354044188746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4196979354044188746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/04/dificil-e-gratificante-tarefa-de-ser.html' title='A difícil e gratificante tarefa de ser umbandista - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RpsWcH90gjQ/StgWC6Sap-I/AAAAAAAAAIs/KXOpAyJ7lj4/s72-c/umbandistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7372010911977759276</id><published>2011-03-24T16:41:00.002-03:00</published><updated>2011-03-24T16:44:31.011-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Alexandre Cumino na Revista Caminho Espiritual, edição 16</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.madras.com.br/images/livros/2010721114346.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 188px;" src="http://www.madras.com.br/images/livros/2010721114346.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino, muito conhecido no movimento umbandista pelo seu valioso trabalho de divulgação e esclarecimento da Umbanda, fala, nesta entrevista exclusiva, sobre seu mais recente livro, História da Umbanda, publicado pela Editora Madras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre, fale um pouco do curso de Ciências da Religião que você está prestes a terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino – Neste semestre me formo na graduação de Bacharelado em Ciências da Religião, pela Faculdade Claretiano, que tem tradição de dez anos com este curso, como a primeira instituição a ministrá-lo no Brasil. A proposta é observar o fenômeno religioso e as religiões a partir das Ciências Humanas. Desta forma, durante três anos presenciais, tive a oportunidade de estudar junto de mestres e doutores das áreas de Sociologia da Religião, Antropologia da Religião, Psicologia da Religião, História da Religião, Filosofia da Religião e Fenomenologia da Religião, entre outras disciplinas mais específicas como Religiões Afroindígenas, Religiões Orientais, Mística das Religiões, Diálogo Interreligioso, Teologia Cristã I e II e etc. &lt;br /&gt;O curso valoriza a capacidade de estudar religiões de forma disciplinar e transdisciplinar em busca de pontes no campo das religiões comparadas e das teologias comparadas também. Um dos focos é a busca por um olhar de respeito e alteridade para o “outro” religioso, na busca de compreender suas expressões de fé e religiosidade, sejam elas quais forem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seu mais recente livro – História da Umbanda –, como surgiu a ideia de abordar este tema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino – Nunca houve a pretensão de escrever um livro com este título – História da Umbanda. Em 2008, meu amigo, irmão, mestre e pai espiritual Rubens Saraceni me pediu uma pesquisa sobre os primeiros autores da Umbanda. Ele já sabia que eu tinha um bom material produzido nas décadas de 1930, 40 e 50. O objetivo era preparar um capítulo para somar  com outros autores, formando um livro voltado aos 100 anos de Umbanda. Quando terminei o material (o capítulo), o Rubens me falou: “Alê! Isto aqui é um livro, trabalhe nesta ideia, pois será muito importante para os umbandistas conhecer este material”. Eu não esperava esta reação, mas tinha consciência de que havia escrito muitas páginas, mais de 50. Minha resposta ao Rubens foi de que eu precisava estudar mais e pesquisar mais para dar corpo a um livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei meses relendo todos os primeiros autores de nossa religião, na busca pela colaboração que cada um havia dado por meio de sua obra e seu ineditismo. Juntei a este material uma pesquisa sobre a palavra “Umbanda” e sobre o que é “Umbanda”, no ponto de vista destes escritores; adicionei a transcrição das entrevistas de Zélio de Moraes com Lilia Ribeiro da TULEF (Fornecidas por Mãe Maria de Omulu) e fui à Editora Madras (www.madras.com.br) apresentar ao amigo e irmão Wagner Veneziani, que não tem medido esforços para divulgar nossa religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wagner, ao ver o material, me perguntou: “Isto é história?”. Afirmei que sim, ao que ele arrematou: “Então deve chamar: História da Umbanda”. Quase caí da cadeira, senti o peso da responsabilidade, o título até então era Trajetória de uma Religião. Respirei fundo e lhe disse: “Meu irmão, para tal preciso estudar mais, pesquisar mais e escrever mais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fui eu juntar material escrito por sociólogos e antropólogos sobre a Umbanda e procurar compreender o que aconteceu com a religião em cada década, da sua origem, em 1908, até nossos dias. Identificando diferentes períodos no desenvolvimento da religião, como a primeira década de incubação na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a primeira expansão a partir de 1918 ainda no Rio de Janeiro, o período de legalização jurídica dos templos, os primeiros textos de Umbanda, o reconhecimento da sociedade, federações, congressos e o “bum” (grande expansão) que aconteceu na década de 1970, bem como a depressão umbandista e seu esvaziamento na década de 1980, para chegarmos nos dias de hoje em que a Umbanda volta a crescer de forma lenta e com mais maturidade. O perfil do umbandista de hoje é bem diferente do perfil das décadas de 30, 50, 70 ou mesmo da década de 80. Temos um grande contingente de jovens na umbanda atual, o que faltava na década de 80, por exemplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a entrevista completa (4 páginas!) na revista Caminho Espiritual 16, que está à venda nas bancas de todo o Brasil.&lt;br /&gt;Se você preferir, adquira direto no site da revista (www.rcespiritismo.com.br) e receba em casa, pelo correio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7372010911977759276?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7372010911977759276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7372010911977759276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7372010911977759276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7372010911977759276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/03/entrevista-com-alexandre-cumino-na.html' title='Entrevista com Alexandre Cumino na Revista Caminho Espiritual, edição 16'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7681913120700521962</id><published>2011-03-20T00:28:00.003-03:00</published><updated>2011-03-20T00:35:21.704-03:00</updated><title type='text'>Que os Orixás abençoem o Japão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mJXScaf8_yU/TBuPt1Q5wNI/AAAAAAAABS0/VQowq932jLg/s1600/brasil_japao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mJXScaf8_yU/TBuPt1Q5wNI/AAAAAAAABS0/VQowq932jLg/s1600/brasil_japao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que os Orixás são divindades que atuam exclusivamente na África ou no Brasil, seu braço estendido.  Ninguém, em nenhum lugar do mundo possui exclusividade sobre as bênçãos e a misericórdia das forças que emanam de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História nos mostra (e nos prova) que apesar das diferenças culturais, é possível encontrar muitas similaridades entre os panteões dos mais diversos povos. Odin, Zeus, Olorum e Jeová possuem suas semelhanças.  Assim, o Divino se faz presente em todos os povos, em todas as regiões, independente do nome que se dá a essas deidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos acontecimentos recentes e crendo na imediata providência divina em momentos de dificuldades e tragédias, não consigo deixar de pedir aos Orixás que derramem suas bênçãos sobre os nossos irmãos japoneses, independente de sua crença ou não nessas divindades tão maravilhosas e presentes em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Pai Oxalá não permita que os irmãos japoneses percam a fé, mesmo diante de tantas adversidades.  O povo japonês já provou antes sua capacidade de superar os problemas e reconstruir a própria história.  Que nunca lhes falte a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a Mãe Iemanjá amanse a fúria de suas águas e permita que sua fartura compense as imensas perdas que esse povo heróico sofreu.  Que as águas de Iemanjá, que sempre abasteceram a mesa japonesa, voltem à sua tranqüilidade e também a ser parte da bela paisagem nipônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que a justiça de Xangô não permita que cada filho da Terra do Sol sofra além do necessário ao seu aprendizado nesse mundo de provações, onde cada infortúnio é uma lição necessária à nossa evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que Iansã, a senhora dos raios, sopre seus ventos para direções desertas, levando consigo todo mal e todo veneno para regiões ermas, onde a radioatividade não possa causar sofrimento a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não falte a doçura maternal de Oxum nesse momento tão difícil, para que cada um veja o outro como seu irmão, filho ou pai e o acolha em seu coração, pois é justamente no momento da tragédia que temos a oportunidade de manifestar o amor solidário, que preserva a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os órfãos sejam amparados pelas crianças espirituais. Que a energia doce e pura de Cosme e Damião se faça presente em cada pequeno coração, dando-lhes força para seguir sua caminhada pela vida sem perder a alegria de viver, mesmo diante de tanta desdita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Omolu e Obaluaê tragam a cura aos enfermos ou coloquem fim a qualquer sofrimento desnecessário, aplicando a sua misericórdia a cada alma aflita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que o colo de Nanã de Buruquê seja farto o bastante para acolher todos os irmãos japoneses que choram a dor de ver sua terra devastada e o sofrimento nos olhos de seus entes queridos.  Que a mais velha das Orixás, como uma avó doce e acolhedora possa enxugar cada lágrima derramada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que jamais falte a energia guerreira de Ogun e a sabedoria de Oxóssi para reerguer, tijolo por tijolo, uma nação que já aprendeu a renascer das cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, que não falte a proteção de Exu para todos os japoneses e brasileiros, africanos, europeus e demais estrangeiros que ali vivem, a fim de que a Terra do Sol Nascente possa brilhar a cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo diariamente a presença de visitantes japoneses nesse blog, mesmo após a tragédia que abalou o país.  A eles é que dedico esse despretensioso texto mal escrito, mas de coração, que tracei numa noite de insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita fé, coragem e axé a todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;光のその魂が日本を祝福 (Que os espíritos de luz abençoem o Japão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – Março de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7681913120700521962?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7681913120700521962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7681913120700521962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7681913120700521962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7681913120700521962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/03/que-os-orixas-abencoem-o-japao.html' title='Que os Orixás abençoem o Japão'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mJXScaf8_yU/TBuPt1Q5wNI/AAAAAAAABS0/VQowq932jLg/s72-c/brasil_japao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8859758997993907786</id><published>2011-03-15T22:58:00.002-03:00</published><updated>2011-03-15T22:59:06.660-03:00</updated><title type='text'>Você pratica uma "boa Umbanda"? - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OP8toDMJZpo/TU2hHL2a5cI/AAAAAAAAAGY/xDwbQD9j6Fc/s400/duvida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OP8toDMJZpo/TU2hHL2a5cI/AAAAAAAAAGY/xDwbQD9j6Fc/s400/duvida.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que são realizadas as giras na sua casa de Umbanda, você procura, horas antes, amenizar seus pensamentos, afastando os negativos e todas as mágoas e rancores, ou dá valor a esses sentimentos, como faz no dia-a-dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas antes, você procura alimentar-se de maneira mais frugal e sadia ou entrega-se aos prazeres do exagero da comida e da bebida, afinal ainda faltam algumas horas para a gira começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair de casa você cuida de seu corpo e de seu espírito, higienizando a ambos, ou vai de qualquer forma?  Tem uma roupa branca que usa exclusivamente para essa ocasião ou faz uso dela durante a semana também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cruzar a porta do terreiro deixa para trás os problemas que o afligiram durante a semana, afinal esse é seu momento de doação, ou carrega esses problemas e sentimentos inerentes a eles para dividir, ainda que involuntariamente, com os seus irmãos-de-fé, que fatalmente terão que dividir esse fardo com você (afinal numa gira de Umbanda as energias são compartilhadas)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você adentra o terreiro preocupado em solucionar os seus problemas pessoais ou pensando em praticar a caridade àqueles que esperam pacientemente na assistência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entende que, numa gira de Umbanda, mesmo que não lhe sobre tempo para pedir ajuda às entidades para solucionar as suas questões particulares, você está colaborando com a sua própria evolução pelo simples fato de estar presente e servindo ao Divino e aos necessitados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No congá você enxerga meras imagens de gesso ou pontos que emanam energias que você deve absorver a fim de realizar um bom trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto são tocados os pontos, você fecha seus olhos concentrando-se nos orixás e entidades que estão sendo chamados ou fica preocupado com o tempo que está correndo e os afazeres ou prazeres materiais que teve que deixar para participar da gira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você presta atenção nas roupas dos seus irmãos-de-fé, se elas são curtas ou extravagantes demais, ou cuida para que a sua alma esteja alva como deveria para aquele momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, faz proveito da incorporação das entidades para extravasar seu ego, usando roupas esdrúxulas e exageradas, bem como para ingerir álcool e fumo em demasia, que no lugar de agradar as entidades, as expõem ao ridículo (bem como a si mesmo)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você faz do silêncio uma prece ou aproveita os momentos em que ele deveria reinar para conversar com os irmãos-de-fé sobre assuntos corriqueiros ou até mesmo fofocas e maledicências?  Permite que a sua língua seja maior que a sua fé ou a sua dedicação à Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma dizer que as entidades ou orixás são seus – “meu Ogun”, “meu caboclo” – e acredita que você é quem realiza o auxílio aos necessitados ou tem consciência de que é um mero instrumento da espiritualidade a serviço do bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha os consulentes com certo desdém quando eles relatam um problema que para você é banal, mas que para eles pode ser o mais grave do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a todos que não lembra de absolutamente nada enquanto cede seu corpo às entidades, quando na verdade possui a chamada “mediunidade consciente”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usa o bom nome da Umbanda e das entidades para amedrontar seus desafetos, denegrindo a imagem de nossa religião, já tão injustiçada perante a sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma vez já simulou estar incorporando uma determinada entidade para dizer a alguém coisas que não teria coragem de dizer sem usar esse subterfúgio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já usou a sua mediunidade para obter favores pessoais, materiais e financeiros?&lt;br /&gt;O que você sente quando a gira termina e você vai para casa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A satisfação por ter cumprido o seu dever auxiliando a sua própria evolução e ao próximo, ou sente-se revoltado porque algum médium brilhou mais que você ou demorou demais atendendo aos consulentes, atrasando o encerramento dos trabalhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responda a essas perguntas com sinceridade e saberá se você pratica uma “boa Umbanda”.  Lembre-se que nenhum de nós é perfeito, mas trilhamos o caminho da Umbanda a fim de minimizar as nossas imperfeições, e não para acentuá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – Março de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8859758997993907786?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8859758997993907786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8859758997993907786' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8859758997993907786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8859758997993907786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/03/voce-pratica-uma-boa-umbanda-por.html' title='Você pratica uma &quot;boa Umbanda&quot;? - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OP8toDMJZpo/TU2hHL2a5cI/AAAAAAAAAGY/xDwbQD9j6Fc/s72-c/duvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5677065446644383673</id><published>2011-03-08T15:20:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T15:21:10.620-03:00</updated><title type='text'>Bloco de afoxé leva religiões à passarela do Samba</title><content type='html'>&lt;a href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQrNq_0682fg21ecDenpFLxCCHZwZRlBab_lLfjv238qQe8tNsCEA"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQrNq_0682fg21ecDenpFLxCCHZwZRlBab_lLfjv238qQe8tNsCEA" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo segundo ano consecutivo, o bloco de afoxé Omo Aiyé Selé abriu os desfiles em São Bernardo. Com cerca de 80 componentes, o grupo levou para a avenida Aldino Pinotti a tradição do candomblé e da umbanda, religiões que têm origem na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a organizadora do bloco e presidente da entidade Omo Aiyé Selé, Gracinda Aparecida Maria, a Graça, 47 anos, a intenção do grupo é unir as duas crenças. "O candomblé é africano, mas a umbanda foi criada aqui no Brasil", explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão de Graça era que 200 pessoas passariam pela Avenida Aldino Pinotti na noite de sábado, mas os integrantes do terreiro Axé Batistini estavam de luto pela morte do pai de santo Tatá de Xangô e não compareceram. "Na nossa religião, respeitamos luto de três meses. Por isso eles não puderam vir", esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim o desfile não perdeu o brilho e aqueceu o público antes das escolas de samba do Grupo 2 entrarem na avenida. Com músicas típicas e representação de diversas entidades religiosas, cumpriu seu papel de divulgar a cultura afro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicado originalmente no Diário do Grande ABC, em 07/03/2011 (confira no link http://www.dgabc.com.br/News/5870900/bloco-de-afoxe-leva-religioes-a-passarela-do-samba.aspx )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou suspeito para falar, pois sou amigo da Graça há muitos anos, tenho inclusive a imensa honra de ser seu padrinho na Umbanda, e conheço sua incansável luta pela bandeira de Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a cada ano aumentem os adeptos do afoxé, assim como cresçam os frutos da interminável luta da Graça para honrar o nome da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve os filhos de Umbanda que hasteiam a sua bandeira com respeito, fé, amor e seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá a Umbanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan - Março de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5677065446644383673?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5677065446644383673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5677065446644383673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5677065446644383673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5677065446644383673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/03/bloco-de-afoxe-leva-religioes-passarela.html' title='Bloco de afoxé leva religiões à passarela do Samba'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5993319815239573706</id><published>2011-03-02T22:55:00.001-03:00</published><updated>2011-03-04T23:55:44.182-03:00</updated><title type='text'>Uma gira na mata - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ucx4nen2MBE/TTZhmNFpibI/AAAAAAAAAsc/EL1EnA26eh0/s1600/flyerdigitaloxoce.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 541px; height: 600px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ucx4nen2MBE/TTZhmNFpibI/AAAAAAAAAsc/EL1EnA26eh0/s1600/flyerdigitaloxoce.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria nada especial se a Umbanda não fosse algo especial, mais do que uma religião apenas, mas uma filosofia de vida, um instrumento de ligação entre o astral evoluído (e evoluindo) e os seres encarnados, que também buscam esse caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eis que um grupo de amigos que comungam a fé nos Orixás resolveu marcar um dia para juntos louvar suas divindades e mostrar sua dedicação e amor às irradiações cósmicas do Pai Maior.  Sem grandes pretensões, sem vaidade, sem egos inflados ou desejos de ver a sua estrela brilhar mais que a do irmão, esse grupo combinou o dia e horário em uma clareira próxima a uma cachoeira, em meio ao reino de Oxóssi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada qual contribuiu à sua maneira.  Desde aquele que se lembrou de levar um cafezinho para os amigos, até aqueles que se preocuparam com detalhes ritualísticos, como o carvão e o turíbulo para a defumação, cada qual se mostrou peça fundamental para que aquele dia alcançasse a perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Alguns chegaram antes do horário combinado e já foram preparando o local, deixando a clareira mais limpa e agradável. Os que chegaram depois juntaram-se à tarefa e rapidamente o lugar estava pronto.  O sol brilhava triunfante naquela manhã, despejando o brilho de Oxalá sobre a pele – clara ou negra – de cada irmão que ali estava, de coração aberto para receber e doar energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada um dos presentes saudou os guardiões exus, pedindo aos compadres e amigos que dessem a proteção necessária aos trabalhos.  E eles, os exus, receberam com gratidão as singelas oferendas que vinham no sentido de fortalecê-los em sua tarefa protetora.  Toda a clareira foi cercada pela energia densa, porém vital para que a realização dos trabalhos espirituais ocorresse de forma tranqüila.  Embora não pudessem ser vistos, os guardiões cercaram a clareira, cientes da sua importante tarefa de impedir que qualquer espírito ou energia indesejada adentrasse aquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não havia imagens ou congá – ao menos da maneira como estamos habituados a ver.  Então, os mais experientes pediram aos demais que fizessem um círculo e falaram um pouco sobre a Lei de Deus e a dádiva de poder louvá-lo no templo que Ele próprio construiu: a natureza.  Falaram sobre como cada Orixá, cada emanação divina, se fazia presente naquele local, cobrindo de bênçãos todos os ali presentes e, em seguida, convidaram todos para cantar o ponto de abertura da gira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os curimbeiros tocaram o couro sagrado dos atabaques não com as mãos, mas com seus corações, cheios de amor e dedicação para embalar os cânticos que vieram a seguir.  Os pontos não eram simples músicas: eram orações cantadas com a mais profunda fé que emanava das almas.  As vozes embaladas ao som dos atabaques formavam um som cósmico que ecoava por todo o Universo e eram captadas por todos os ouvidos abertos à espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em seguida deu-se a defumação.  Arruda, alecrim, guiné, benjoim, alfazema e todas as ervas da Jurema purificaram o ambiente, retirando toda negatividade, todos miasmas e energias indesejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao cantar para Oxalá, os irmãos puderam sentir o sol brilhar ainda mais forte, aquecendo suas peles como quem diz: “estou aqui a ampará-los e protegê-los”.  E um calor agradável penetrou a alma de cada um, acalmando todas as dores e preocupações, como um anestésico milagroso.  Cada rosto sorriu e as palmas que acompanhavam o ritmo das curimbas se intensificaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em seguida os irmãos cantaram para Ogun.  O mato rasteiro das campinas moveu-se como se um veloz cavalo corresse sobre esses campos, limpando todos os trilhos, livrando os presentes de todas as demandas e abrindo os caminhos de cada um.  O orixá guerreiro não deixaria seus filhos sem a proteção de sua espada sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A cachoeira próxima à clareira despejou suas águas com mais intensidade quando os curimbeiros anunciaram os cânticos a Oxum.  Gotículas da água preciosa pousaram sobre os rostos dos irmãos, refrescando-lhes a fronte e formando um arco-íris ao contato com a luz do sol, anunciando também a presença mágica de Oxumaré.&lt;br /&gt; Quando a gira parecia não poder fica ainda mais bonita, algumas mulheres, tomadas pela energia maternal de Iemanjá entoaram seu canto, que acalmaria e faria ninar o mais feroz dos homens.  O canto da mãe que não julga, não questiona, apenas embala o filho amado em seu colo confortável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar do sol que brilhava incansavelmente, ouviu-se um trovão ecoando à distância, um trovão tão alto que fez até as pedras da cachoeira rolarem morro abaixo.  Era o brado de Xangô, que acalmou todos aqueles que temiam ser vítimas de alguma injustiça, como tantas vezes acontece no dia-a-dia das pessoas que vivem em uma sociedade tão competitiva.  Junto ao trovão veio uma ventania, como um redemoinho, que até apagou algumas velas, mas levou consigo as aflições que abatiam alguns dos presentes.  Nenhuma demanda, nenhuma negatividade resistiria à força da Orixá dos ventos e dos raios.  Eparrei, Iansã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Restava apenas o desconforto daqueles que se encontravam com a saúde abalada. Mas o Universo não os deixaria sem amparo e a vibração de Omolu e Obaluaê tratou de cuidar de todos os infortúnios que afligiam a alma e a carne adoentada daqueles que cantavam em seu louvor.  Os enfermos que estavam ali sentiram uma disposição que há muito não experimentavam.  Ficaram tão extasiados com essa nova sensação que por pouco não perceberam a mão enrugada, porém carinhosa de Nanã de Buruquê a afagar a sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois deram passagem às valorosas entidades.  Compartilharam da sabedoria dos pretos-velhos, da jovialidade dos caboclos e da inocência das crianças.  &lt;br /&gt; Para encerrar os trabalhos, cantaram em louvor ao Pai Oxóssi, o anfitrião daquela gira, que tão gentilmente havia emprestado sua mata para esse ato de amor à natureza e às divindades.  Com seu arco, Oxóssi mirou e acertou cada um com a flecha da esperança, da sabedoria, da solidariedade, do conhecimento, da coragem e da fé.&lt;br /&gt; Terminaram os trabalhos agradecendo a Olorum, Oxalá e todos os orixás.  Tiveram o cuidado de limpar o terreno tão gentilmente cedido pelos orixás, abraçaram-se e tomaram o rumo de suas casas para mais uma semana de trabalho e desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o final dessa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada irmão-de-fé estava fortalecido e feliz por ter cumprido sua nobre tarefa com o Astral, e esse derramava bênçãos e proteção sobre toda a humanidade, pois o ato de amor e de respeito às divindades gera a força necessária para que cada homem e mulher que habita o Universo se beneficie dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que cada um faça sua parte, com respeito e fé.  E que todos nós recebamos as bençãos, pois irmãos que somos, compartilhamos as energias que emanamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse texto é um agradecimento à maravilhosa gira realizada em 27/03/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É também um agradecimento a todos os irmãos-de-fé que estavam presentes, desde os cambonos, médiuns, visitantes e assistência.  Cada um doou a sua força e a sua luz para que todas as almas saíssem dali felizes e amparadas pelo Bem Maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Saravá a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Douglas Fersan – Março de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5993319815239573706?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5993319815239573706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5993319815239573706' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5993319815239573706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5993319815239573706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/03/uma-gira-na-mata-por-douglas-fersan.html' title='Uma gira na mata - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ucx4nen2MBE/TTZhmNFpibI/AAAAAAAAAsc/EL1EnA26eh0/s72-c/flyerdigitaloxoce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8847762057970773082</id><published>2011-02-07T23:03:00.002-02:00</published><updated>2011-02-08T23:10:40.609-02:00</updated><title type='text'>O maior inimigo da Umbanda - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://web.icicom.up.pt/se_visita_este_blog_faco_macumba_em_voce/dia-das-bruxas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://web.icicom.up.pt/se_visita_este_blog_faco_macumba_em_voce/dia-das-bruxas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que religiões como a Umbanda, o Catimbó, o Batuque e o Candomblé são alvos constantes de perseguições e calúnias não é novidade para ninguém.  Tal situação nos coloca numa posição quase sempre defensiva perante a incipiente “ameaça” de um ataque à nossa crença.  E os ataques não são raros, acontecem das mais variadas formas: através da mídia eletrônica, que não poupa subterfúgios (como classificar os sacerdotes dos nossos cultos de “pai ou mãe-de-encosto”, e assim fugir à responsabilidade criminal das agressões que proferem) e até mesmo nos púlpitos de algumas denominações religiosas, que no lugar de primar pelo respeito e pela convivência pacífica, preferem incitar a fúria da intolerância contra as religiões que desconhecem e, por desconhecer, julgam mal.&lt;br /&gt;É triste ver a Umbanda ser difamada, denegrida e exposta de maneira tão negativa.  No entanto, vale lembrar que existem leis que nos amparam e garantem o respeito ao nosso culto, sua liturgia e seus símbolos.  Lembro até que durante um seminário que realizamos na Câmara Municipal de São Paulo, em novembro de 2009, o sacerdote Alexandre Cumino expôs, de forma muito brilhante (a ponto de me fazer recordar de sua explanação até hoje), que na verdade não temos a necessidade de ficar reivindicando leis que amparem a nossa liberdade de culto, posto que essas leis já existem.  O que nos cabe é fazer com que elas sejam colocadas em prática de forma eficiente e incisiva.  Embora o senso comum tente ocultar esse fato, a legislação brasileira, no que se refere à liberdade religiosa, beira à perfeição.  A falha encontra-se naqueles que não a respeitam ou àqueles que quando são desrespeitados, não acionam a lei, fazendo valer seus direitos e os dos seus irmãos-de-fé.&lt;br /&gt;Dessa forma, é possível combater de frente a intolerância e os intolerantes, inimigos declarados da Umbanda.  Eles não me assustam tanto quanto aqueles que agem de forma velada, na calada da noite.&lt;br /&gt;Me assustam os postes emporcalhados com as promessas de trazer o amor de volta em poucos dias, assim como as propagandas de serviços como amarração e similares.  Ao leigo todos são iguais: umbandistas que realmente zelam pelo nome de sua crença e esses charlatões são colocados todos no mesmo caldeirão, sem que se faça a justa distinção do joio e do trigo.  Essa é uma prática que só alimenta o ódio e o desrespeito, fornecendo munição aos detratores da nossa religião.&lt;br /&gt;Mas também não são esses os que mais me assustam, pois mesmo ao leigo basta um pouco de esforço para perceber que são charlatões declarados.  Acredito que quanto mais sutil, mais perigoso é o inimigo.&lt;br /&gt;Muito me assusta aquele “umbandista” de voz doce e conversa amiga, que fala em nome da caridade e dos orixás.  Aquele que veste branco, mas que tem a alma fétida e os pensamentos poluídos, apesar do sorriso fácil.  Aquele que inspira confiança, que se vale do momento de carência ou desespero do consulente para tirar proveito da situação, seja esse proveito financeiro ou mesmo para enaltecer seu ego faraônico.  Aquele que toma a frente de suas entidades (se é que as tem) ou mistifica descaradamente para falar aquilo que “a paisana” não teria coragem e hombridade para dizer. Aquele que usa o nome da sua religião e de suas supostas entidades para amedrontar seus desafetos.  Aquele que se desagrada profundamente com o crescimento alheio, que conspurca seu templo com a sua mesquinharia e que, no lugar de honrar a sua roupa branca, a deixa impregnada com as máculas da maledicência, da inveja, da mentira e principalmente do abuso da boa fé dos incautos que o procuram em momentos de dor.&lt;br /&gt;O maior inimigo da Umbanda está infiltrado em seu seio.  Como um vírus mutante, é difícil ser combatido, pois imuniza-se tão facilmente quanto desvia seu caráter.   Esse inimigo da Umbanda é perigoso, pois não é declarado e muitos umbandistas não o enxergam a tempo.  É despreparado para receber em seu ori a energia dos sagrados orixás.  É indigno de emanar a pureza das crianças, já que não a possui minimamente.  Não tem condições de encarnar a bravura dos caboclos ou a sabedoria humilde dos pretos-velhos, pois em sua existência ainda não desenvolveu tais virtudes.  É um umbandista de fachada, que não compreende o real significado da sagrada Umbanda, que ainda não se despiu das suas imperfeições mais grotescas para adentrar um terreiro e participar de uma gira.&lt;br /&gt;Esse é o inimigo mais perigoso.&lt;br /&gt;Dolorosamente é possível concluir que o maior inimigo da Umbanda é o umbandista – não me refiro aqui ao umbandista que honra e ama a sua religião, mas àquele que se traveste de umbandista, algumas vezes por ser mal intencionado mesmo, outras, por ser desprovido de inteligência para compreender o que vem fazendo de sua própria existência carnal e espiritual.&lt;br /&gt;É esse que mais me impressiona, embora não me amedronte, pois para cada um desses, existem outros tantos sinceros, desinteressados, dispostos a praticar a real caridade, a contribuir para a própria evolução e daqueles que o procuram.  Esses honram a nossa amada Umbanda e fazem todo sacrifício valer a pena.&lt;br /&gt;Pelos outros, rezemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – fevereiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8847762057970773082?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8847762057970773082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8847762057970773082' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8847762057970773082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8847762057970773082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/02/o-maior-inimigo-da-umbanda-por-douglas.html' title='O maior inimigo da Umbanda - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4145673828144122044</id><published>2011-01-31T23:29:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T23:30:02.253-02:00</updated><title type='text'>A arte de ousar - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/platb/files/949/2011/01/Ousadia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 477px; height: 358px;" src="http://globoesporte.globo.com/platb/files/949/2011/01/Ousadia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A arte de viver.  Parece até um tema saturado, já tantas vezes debatido e exaltado em conversas informais e mesmo filosóficas, mas, no entanto, por mais recorrente que pareça, é um assunto relevante e que carece de reflexão.  Acontece que viver vai além da filosofia, muito além.  Viver é diferente de sobreviver, um ato apenas instintivo, através do qual nos alimentamos, nos hidratamos e nos reproduzimos apenas para manter a própria existência e a da espécie.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Viver é diferente, requer sabedoria, trato, mestria, ousadia...  Sim, ousadia.  Viver sem ousar é sobreviver, e isso qualquer um faz, e o importante nessa vida é fazer a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não fossem os homens e mulheres que ousaram e fizeram a diferença, ainda estaríamos na Idade da Pedra e talvez nem a roda tivesse sido inventada.  Mas felizmente sempre existem aqueles que rompem grilhões e ousam tentar realizar aquilo que acreditam.  Alguns fracassam, mas ao menos não carregam a frustração de ter vivido uma existência tacanha, inútil e estática.  Outros, afortunadamente, obtêm êxito em seus projetos, mas não o teriam caso temessem a ineficácia e a derrota de seus projetos.  Assim nasceram as grandes atitudes que revolucionaram o mundo, mas só mudamos o mundo quando mudamos nossas vidas.  Em outras palavras, é preciso revolucionar a própria vida, os frutos que revolucionarão o mundo serão reflexo disso.  Do microcosmo partimos para o macrocosmo, e assim construímos as condições para que as mudanças aconteçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É preciso ser ousado e destemido, mas muitas vezes isso é difícil.  Romper com os laços, especialmente afetivos, aos quais estamos ligados é o revés de um parto.  Muitas vezes nos magoamos, magoamos a quem queremos bem e, mais freqüente que isso, somos pouco compreendidos, até que a poeira abaixe e todos os envolvidos retornem ao raciocínio.  Isso é fazer história, isso é ousar, isso é a arte de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas o que isso tem a ver com Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Umbanda é um anti-espelho que mostra os rumos que não estamos tomando e os rumos que devemos tomar.  A Umbanda é dinâmica, está em constante movimento, é ousada – basta lembrar que rompeu (e rompe) até mesmo com padrões ritualísticos estabelecidos pela classe média que se julgava a detentora do conhecimento espiritual no início do século XX.  A Umbanda é a ousadia jovial de Oxóssi, é a coragem guerreira de Ogum, a sabedoria dos pretos-velhos, a praticidade de Exu e toda a síntese dos atributos dos orixás divinos e das entidades, que movimentam nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, ao umbandista cabe o movimento, a ação, a busca e a renovação.  Ao umbandista cabe a ousadia, a determinação de mudar sua própria vida, não apenas no sentido de reforma íntima e reavaliação de seus conceitos éticos e morais, mas também no sentido de fazer a diferença frente à sociedade.  Ao umbandista cabe mostrar que ele é ousado no sentido de fazer a diferença no meio em que vive, não com ações hipócritas que passam a imagem de bom samaritano passivo, mas com atitudes autênticas e racionais, mas ao mesmo tempo humanas e solidárias, que façam a diferença, para que ele seja o espelho da religião que representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao umbandista não cabe apenas vestir branco uma, duas vezes por semana e rodar numa gira.  Ao umbandista cabe vestir de fato a camisa de sua religião, ousar mostrar sua crença (apesar das represálias que possam ocorrer), viver a sua fé de forma intensa, porém racional e ética, mas sempre no sentido de construir uma imagem positiva daquilo que crê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Muitas vezes falta ao umbandista a arte de ousar e de aprender que o mundo dos orixás vai muito além das quatro paredes do terreiro que freqüenta.  É preciso ampliar o universo do umbandista, pois para a Umbanda não existem limites físicos, existem apenas os limites que nós, pobres e ignorantes encarnados, acreditamos impomos à nossa crença, aos nossos orixás e aos nossos mentores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Salve a arte de ousar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Saravá a Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Douglas Fersan – Janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4145673828144122044?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4145673828144122044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4145673828144122044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4145673828144122044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4145673828144122044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/arte-de-ousar-por-douglas-fersan.html' title='A arte de ousar - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6685977017848334868</id><published>2011-01-21T22:01:00.004-02:00</published><updated>2011-01-21T22:37:56.888-02:00</updated><title type='text'>Convite para a festa de Oxóssi - São Caetano do Sul, 22/01/2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/TTofHunYlmI/AAAAAAAAAKs/_UIxTwET9yw/s1600/sete%2Bflechas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 351px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/TTofHunYlmI/AAAAAAAAAKs/_UIxTwET9yw/s400/sete%2Bflechas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564794507202434658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com muita satisfação que realizaremos no dia 22/01/2011 a festa em homenagem ao nosso querido e divino Pai Oxóssi, no Templo de Doutrina Umbandista Caboclo Sete Flechas e Pai Oxalá, a partir das 20 horas - o Templo fica localizado à rua João Pessoa, nº 776, em São Caetano do Sul - em frente ao portão 6 da GM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos homenagear esse querido orixá e os caboclos, pedindo que nos tragam sabedoria, prosperidade, luz e coragem para enfrentar os desafios do ano que se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compareça e leve uma fruta (de qualquer tipo) para ser benzida pelos caboclos.  Sua presença será uma honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UM POUCO DA HISTÓRIA DE OXÓSSI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WNDAfJC41kI/TFXr6YEfgUI/AAAAAAAAAd0/wqHddsJ5ZS0/s1600/oxossi++cand.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 431px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WNDAfJC41kI/TFXr6YEfgUI/AAAAAAAAAd0/wqHddsJ5ZS0/s1600/oxossi++cand.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxóssi é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, Orixá da fartura e da riqueza. Atualmente, o culto a Oxóssi está praticamente esquecido na África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso deve-se ao fato de a cidade de Ketu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos deles consagrados a Oxóssi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse fato possibilitou o renascimento de Ketu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé. Oxóssi é o rei de Ketu, segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Ketu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois na África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido. A coleta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de Oxóssi, Orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxóssi é o Orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, Oxóssi representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza. Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, este caçador possui uma única flecha, portanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Outras histórias relacionadas a Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças complementam-se e, unidos, são ainda mais imbatíveis. Oxóssi mantém uma estreita ligação com Ossain, com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore. A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou Orixá. Tal como Xangô, Oxóssi é um Orixá avesso à morte, porque ele é a expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUNS PONTOS DE OXÓSSI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxossi mora de baixo da gameleira&lt;br /&gt;Oxossi mora de baixo da gameleira&lt;br /&gt;Pai Ogum mora na lua&lt;br /&gt;Pai Xangô lá na pedreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem manda na mata é Oxóssi&lt;br /&gt;Oxossi é caçador&lt;br /&gt;Oxossi é caçador&lt;br /&gt;Ouvi meu Pai assobiar&lt;br /&gt;Ele mandou chamar&lt;br /&gt;É na Aruanda ê&lt;br /&gt;É na Aruanda ê&lt;br /&gt;Seu Pena Branca de Umbanda&lt;br /&gt;É na Aruanda ê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas olha que Caboclo lindo&lt;br /&gt;Que Oxossi mandou saravá&lt;br /&gt;Pena Dourada na linha de Umbanda&lt;br /&gt;Caboclo Roxo na lei de Oxalá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi chover, eu vi relampear&lt;br /&gt;Mas mesmo assim o céu estava azul&lt;br /&gt;Samborepemba folha de Jurema&lt;br /&gt;Oxóssi reina de norte a sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o cavaleiro que vem lá de Aruanda&lt;br /&gt;é Oxóssi em seu cavalo, com seu chapéu de banda&lt;br /&gt;Ele é filho do verde, ele é filho da mata&lt;br /&gt;Saravá Nossa Senhora, a sua flecha mata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é esse cacique glorioso e guerreiro&lt;br /&gt;vem montado em seu cavalo descer no meu terreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem de Aruanda, ê, vem de Aruanda, á&lt;br /&gt;Vem de Aruanda, ê, vem de Aruanda, á&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá Oxóssi - Okê Arô&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Douglas Fersan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6685977017848334868?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6685977017848334868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6685977017848334868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6685977017848334868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6685977017848334868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/convite-para-festa-de-oxossi-sao.html' title='Convite para a festa de Oxóssi - São Caetano do Sul, 22/01/2011'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/TTofHunYlmI/AAAAAAAAAKs/_UIxTwET9yw/s72-c/sete%2Bflechas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8318092090158785671</id><published>2011-01-20T13:13:00.004-02:00</published><updated>2011-01-20T13:18:31.655-02:00</updated><title type='text'>Despertador: a arte de viver e morrer - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7VSDegVuQkw/TL2cxiVAUkI/AAAAAAAABt8/EW17ATDwr1k/s400/despertador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7VSDegVuQkw/TL2cxiVAUkI/AAAAAAAABt8/EW17ATDwr1k/s400/despertador.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás ouvi um amigo dizer que os espíritos afirmavam ser eles, desencarnados, os vivos e nós, encarnados, os mortos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que passou na minha cabeça, por vaidade, é que sendo espiritualista eu poderia me considerar vivo também. Afinal de contas nós sempre acreditamos que somos vivos e conscientes de nosso destino e escolhas na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias me senti morrendo, após tantas outras mortes, senti como se devesse morrer, morrer para o mundo, tive vontade de morrer para as pessoas, morrer para a realidade externa e de alguma forma nascer para minha realidade interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivi com a mentira e com muitas mentiras minhas e dos outros, apenas para satisfazer, meu ego, minha vaidade ou mesmo para satisfazer o mundo, as expectativas do mundo sobre mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal todos nós queremos ser bons e até mesmo bonzinhos e ainda por cima ser verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São palavras difíceis pois até a afirmação da verdade pode ser uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo sobre os valores e condições onde uma mentira se instala é oportunidade para verificar as justificativas e desculpas que damos para nos apoiar sobre mentiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei da frase que diz: “Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem eu já menti para mim mesmo muitas vezes, e para entender isso é importante observar que criamos um universo dentro de nós diferente do universo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo que está dentro de nós costuma ser um universo real pois é interno. O grande erro é criar mentiras neste universo interno ai então nos colocamos em uma condição de que o despertar se torna impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar desperto entendo eu é alinhar o universo interno com o universo externo e viver a verdade em ambos, pelo menos é uma boa maneira de descobrir o despertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso é fundamental ter exercícios e momentos de meditação, precisamos nos encontrar com nós mesmos, neste universo interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental conhecermos a nós mesmos, poder nos observar, silenciar a mente para ouvir o que ela pensa quando não estamos pensando em nada, aprender a silenciar a mente para que no silêncio absoluto possamos encontrar nossa essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este encontro real com nossa essência é uma forma de iluminação, são momentos tal qual um ato de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos amando ficamos em silêncio pois as palavras não são capazes de transmitir o que estamos sentindo, as palavras são pobres e assim os que se amam podem ficar horas apenas olhando um para o outro sem dizer nada para poder dizer tudo apenas pelo olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Meditação é o mesmo ato de amor no entanto você está olhando a si mesmo sem palavras apenas buscando a centelha divina dentro de si mesmo para poder ao se amar também amar a Deus e reconhecer a divindade em nós. Isto é um caminho para o encontro místico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser espiritualista é muito pouco para este encontro místico, consigo mesmo, é preciso antes um compromisso com o auto conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a si mesmo não é fácil pois não é tudo que nos agrada, em nós, para muitos olhar a si mesmo causa enjôo e até aversão a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que se encontra neste mundo material se consiste em entrave para adentrar no mundo interno, pois para entrar neste mundo interno é necessário desapegar de tudo o que for externo, o que é igual a morrer para este mundo, com uma vantagem ao morrer para este mundo externo e profano, nascemos para o interno e sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que sagrado o interno é divino e quando o interno e externo são a mesma coisa ao constatarmos que Deus preenche todo o interno então já não há mais sagrado e profano, já não á mais interno e externo, a dualidade não existe mais. Este é o caminho do ser desperto, descrito por alguns como iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos as palavras de Cristo interpretadas por OSHO (Zen – A Transmissão Especial / Ed. Madras – 1999):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus diz a Nicodemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A menos que você nasça de novo, você não poderá entrar no meu reino de Deus”. Nicodemos era um rabino, um famoso estudioso, um professor de religião, teologia, filosofia, muito respeitado, muito mais conhecido do que Jesus. Ele não pôde compreender o que Jesus queria dizer com “A menos que você nasça de novo...” . Ele disse: “Isso significa que terei de esperar por uma nova vida? Não pode acontecer nesta vida?” Ele não entendeu nada. Jesus não está dizendo para você esperar por uma outra vida: ele está dizendo que você tem de adquirir uma nova visão, um novo modo de ver. Não se trata de mudar o objeto, o visto. A coisa toda depende da mudança naquele que vê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para entender porque os espíritos são vivos e os “vivos” são os mortos, porque vivo é quem morreu para este mundo, iluminado ou simplesmente desperto é o que morre para este mundo sem ter desencarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSHO é alguém desperto e eu sou apenas um alguém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sabe quando eu não for ninguém me torne desperto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8318092090158785671?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8318092090158785671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8318092090158785671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8318092090158785671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8318092090158785671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/despertador-arte-de-viver-e-morrer-por.html' title='Despertador: a arte de viver e morrer - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7VSDegVuQkw/TL2cxiVAUkI/AAAAAAAABt8/EW17ATDwr1k/s72-c/despertador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-787179244600708857</id><published>2011-01-19T15:00:00.003-02:00</published><updated>2011-01-19T15:08:05.108-02:00</updated><title type='text'>Vamos estudar a Umbanda? - Por Lucilia Meirelles</title><content type='html'>&lt;a href="http://api.ning.com/files/aK4oyEZq2sJCKp7ss*zH-VxaDw2AXnZ3vbpLjDhGVg5JXLu07wKzaSpIIv*dmi1N3B61*-CBO*YUbFr7-pFl7-edO5Ckv0bE/velaAcesa2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 473px; height: 394px;" src="http://api.ning.com/files/aK4oyEZq2sJCKp7ss*zH-VxaDw2AXnZ3vbpLjDhGVg5JXLu07wKzaSpIIv*dmi1N3B61*-CBO*YUbFr7-pFl7-edO5Ckv0bE/velaAcesa2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso o quanto é importante olhar para o interno e não apenas para o externo ou para o outro. Olhar para os valores, os direitos, para a criatividade, a tenacidade, a dignidade e a capacidade de emancipação e liberdade. Sei que para isso é preciso acreditar em um talento real, é preciso esforço e, principalmente, é preciso tomar cuidado com aqueles que querem dominar e manter o ser dependente, alienado e amedrontado. No entanto, como discernir? Como saber? Como fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos ou não temos capacidade? Somos ou não somos possibilidades? Podemos ou não podemos realizar?  São tantas perguntas. Aliás, a vida nos põe sempre de frente com perguntas, envolvidos em eternas reflexões e necessitando de contínua busca. É fato que a vida está constantemente exigindo escolhas, portanto, temos que estar sempre aptos a decidir e quando isso não acontece perdemos o controle sobre as coisas e sobre a própria vida e quase sempre caminhamos para um futuro frio e escuro, dentro de um quarto vazio e fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter respostas é fundamental para a existência humana, é essencial para pertencer a uma tribo, para que se crie o sentido de pertença. Saber o que é certo ou errado, o que devemos ou o que não devemos, o que é bom e o que é ruim… É fundamental ao ser, é provar que está vivo e que está em evolução. A vida é uma eterna pergunta, está cheia de questionamentos e reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, imagine ser capaz de saber as respostas, imagine saber o que é certo, o que se deve fazer, o que representam determinadas coisas. Imagine a vida sem medo, dúvidas ou perturbações… Muito bom, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, é o estudo que possibilita essa capacidade do Saber, é o estudo que possibilita a capacidade de capacitar, é com estudo que saímos da condição de dominado, de alienado e de amedrontado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johann Gottlieb Fichte, filósofo alemão do século XVIII,  diz que o ser humano está em permanente elaboração e em permanente escolha, diz que há seres humanos de “consciência autônoma” e seres humanos de “consciência dispersa”. A consciência autônoma age a partir de si mesma, é independente. Essa consciência preserva a identidade original da pessoa e afirma-se como centro de decisão. Já a consciência dispersa é dependente dos outros, é reflexo do outro e não permite que o ser humano se realize em si e por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas colocações, vale a pena mais uma pergunta para fazer parte daquele amontoado de perguntas: Qual é a sua consciência? E vale a pena estimular mais uma reflexão e escolha para sua vida: De quem ou do que você é dependente? É só escolher: Ser sujeito Em Aprendizagem ou Ser sujeito de Incapacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar é uma decisão, é muitas vezes renunciar, deixando para depois a família, passeios, amigos. É quase um ato solitário, e isso justifica a pequena quantidade de pessoas interessadas e predispostas a estudar, pois muitas pessoas ainda estão apegadas às necessidades sociais e esquecem-se da necessidade do Saber, do Compreender e de Evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que muitas vezes não é fácil, principalmente quando falamos em estudar uma religião, e é assim mesmo que deve ser. A espiritualidade não quer proporcionar capacidades para quem não é capaz, mesmo porque estudar não é inspiração, é transpiração! Estudar é trabalho, é disciplina, é determinação e conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar Umbanda então envolve muitas questões, envolve vida, moral e essência. Envolve religiosidade e não somente religião, envolve a vida muito mais que o Terreiro, envolve o espírito muito mais que a matéria. Estudar Umbanda é importante pois é através da consciência e do saber religioso que nos tornamos mais fortes e mais fiéis a respeito de nossas escolhas. Tem a ver com o sentido existencial da vida, portanto, é essencial a qualquer um que pretenda ser considerado um religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar, discernir, escolher, responder é o principio da evolução. É nosso dever como religiosos e como seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá mais para se contentar com “o Guia sabe tudo”; não dá para se acomodar e aceitar respostas do tipo “é melhor aceitar o que Deus quer”, mesmo porque se pensarmos assim sabemos que o que Deus mais quer é nos ver felizes, realizados e prósperos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Vamos Estudar!!!  Axé a todos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as 4ª feiras das 20h às 22h&lt;br /&gt;Rua Gasparini, 44 - Rudge Ramos/SBCampo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-787179244600708857?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/787179244600708857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=787179244600708857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/787179244600708857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/787179244600708857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/vamos-estudar-umbanda-por-lucilia.html' title='Vamos estudar a Umbanda? - Por Lucilia Meirelles'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3348860186870668738</id><published>2011-01-16T22:01:00.002-02:00</published><updated>2011-01-16T22:15:40.377-02:00</updated><title type='text'>É hora de agir - pelas vítimas da tragédia das chuvas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/SeDSHMALsGI/AAAAAAAABrE/_gViYQanHPE/s400/Enchente_Desabrigados_AF.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/SeDSHMALsGI/AAAAAAAABrE/_gViYQanHPE/s400/Enchente_Desabrigados_AF.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A tragédia se repete e esse tipo de notícia não é novidade no ínicio de cada ano que se inicia.  Chuvas fortes e temporais provocam deslizamentos e mortes.  Dessa vez municípios do estado do Rio de Janeiro foram atingidos, especialmente Nova Friburgo. Nós, espiritualistas, umbandistas, espíritas, religiosos de todas as vertentes procuramos colaborar com as nossas preces, mas apenas isso não basta.  A tragédia atingiu proporções catastróficas e além das nossas preces, as vítimas precisam de ações concretas, que apresentem resultados imediatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Iniciando uma conversa através da comunidade "Amigos, Umbanda e Espiritismo", no Orkut, surgiu a idéia de mobilizar os irmãos de fé a fim de estender nosso braço solidário às vítimas das chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Estamos aceitando doações de alimentos não-perecíveis (especialmente enlatados), roupas limpas e em bom estado de uso, produtos de higiene e limpeza e brinquedos (tão esquecidos nessas situações, mas que funcionam como paliativo para as crianças que sofrem a dor da perda) - que serão entregues às instituições responsáveis por encaminhar os donativos aos necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem estiver disposto a colaborar, pedimos a gentileza de entrar em contato com Douglas Fersan (no ABC paulista) através do email douglasfersan@uol.com.br ou twitter @douglasfersan .  O nosso irmão R. Meirelles disponibilizou o espaço de seu Templo Umbandista para servir de pólo de arrecadação em São Bernardo do Campo e região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da comunidade "Amigos, Umbanda e Espiritismo" é possível conversar com outras pessoas dispostas a auxiliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos colocamos à inteira disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Pai Oxalá nos abençoe, ampare e guie.  E que seus olhos bondosos se voltem especialmente para aqueles que nesse momento sofrem com a tragédia todo ano anunciada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3348860186870668738?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3348860186870668738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3348860186870668738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3348860186870668738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3348860186870668738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/e-hora-de-agir-pelas-vitimas-da.html' title='É hora de agir - pelas vítimas da tragédia das chuvas'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/SeDSHMALsGI/AAAAAAAABrE/_gViYQanHPE/s72-c/Enchente_Desabrigados_AF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7331296984878245656</id><published>2011-01-02T23:21:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T23:25:15.112-02:00</updated><title type='text'>Saúde Espiritual - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.umbandaemdebate.yolasite.com/resources/SAÚDE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 96px;" src="http://www.umbandaemdebate.yolasite.com/resources/SAÚDE.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Manter sempre acesa a chama da fé é a melhor forma de garantir a saúde espiritual. A máxima bíblica "orai e vigiai" não existe à toa, pois seres imperfeitos que somos, estamos suscetíveis a ataques psíquicos, lançados por seres encarnados e desencarnados. Assim como o corpo precisa de uma alimentação equilibrada para manter seu funcionamento, o espírito também precisa alimentar-se da chama da fé a fim de manter-se forte, pois caso contrário sofrerá ataques tanto de encarnados quanto de desencarnados. &lt;br /&gt;     Situações do cotidiano acabam por nos tornar alvos fáceis das baixas vibrações. Seja no trabalho ou em qualquer outro círculo social, situações de maledicência, fofoca, inveja, calúnias, intrigas, difamações criam um ambiente astral da mais baixa vibração, dando aos espíritos de vibração semelhante a oportunidade de atuar sobre o corpo astral daqueles que se envolvem nessas situações, como verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais das vítimas de tais circunstâncias. Existe uma infinidade de doenças causadas pela ação dessas entidades desencarnadas e/ou vibrações baixas emanadas por encarnados: depressão, impotência sexual, hipocondria, síndrome do pânico e os mais diversos vícios, apenas para citar algumas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     Mas o que fazer para não se deixar contaminar por essas energias?&lt;br /&gt;O pensamento positivo e a prece são armas poderosíssimas para a auto-proteção. Quando oramos tocamos em Deus, pois a prece é a aproximação do Divino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     "Por meio dela (a prece) pomos o pensamento em relação com o ente a quem nos dirigimos. O pensamento é dirigido para um ser qualquer na Terra ou espaço, de encarnado a desencarnado ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um para outro, transmitindo o pensamento como o ar transmite o som." (Allan Kardec) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Somos aquilo que pensamos, e mais ainda, colhemos os frutos das nossas ações, pensamentos e afinidades, portanto, é preciso manter uma conduta o mais ilibada possível, nos afastando de ambientes e grupos onde impera a negatividade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O mundo moderno nos oferece um banquete de negatividades: inversão de valores, pornografia, valorização da violência, promiscuidade etc.&lt;br /&gt;Aqueles que, de certa forma, possuem uma consciência espiritual mais aguçada são alvos fáceis desse bombardeio psíquico/espiritual... imaginem então aqueles que não possuem uma religião e a proteção que ela oferece.&lt;br /&gt;Por isso, cada vez mais vemos casos de doenças psicossomáticas, de natureza espiritual (embora a medicina tradicional se recuse a admitir isso), vícios, desregramentos e suas conseqüentes patologias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Não há como não admitir que existe uma epidemia de doenças espirituais e que isso requer um tratamento, porém, aqueles que têm consciência disso são um grão de areia diante de um universo gigantesco.&lt;br /&gt;Devemos desanimar, portanto?   Jamais. Somos poucos, mas devemos fazer a diferença. E não falo aqui de espíritas ou umbandistas. Falo de pessoas que têm fé. Nós, que temos fé em Deus, na espiritualidade, no ser humano e em nós mesmos, devemos manter a guarda e a fé. Tomar como regra a frase bíblica já citada: orai e vigiai. Somos grãos de areia, mas quem sabe, num futuro não muito distante, possamos ser um muro, guardando nossos corações e mentes de todo o mal que afeta a saúde espiritual, nossa e de nossos irmãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan - Sociólogo, historiador, professor, pesquisador e umbandista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7331296984878245656?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7331296984878245656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7331296984878245656' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7331296984878245656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7331296984878245656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/01/saude-espiritual-por-douglas-fersan.html' title='Saúde Espiritual - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-8101190728810743582</id><published>2010-12-29T21:37:00.003-02:00</published><updated>2010-12-31T19:48:25.792-02:00</updated><title type='text'>Deus tem muito bom humor - por Jairo Pereira Jr</title><content type='html'>&lt;a href="http://api.ning.com/files/7xxw9vjnjCtQiHlwhh7WwQV8uZVWLDN-3Kdi2yY2G5dgRTU*ntlASc8I9B8XMxvrjJH*DSe-4cP*gSaU14*Jnh4Ao9k-kl7f/dgdggd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 537px; height: 365px;" src="http://api.ning.com/files/7xxw9vjnjCtQiHlwhh7WwQV8uZVWLDN-3Kdi2yY2G5dgRTU*ntlASc8I9B8XMxvrjJH*DSe-4cP*gSaU14*Jnh4Ao9k-kl7f/dgdggd.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus tem muito bom humor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me admira os seres humanos que acreditarem que seriedade não está ligada ao senso de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso, pois a maioria das vezes, a seriedade está ligada à sisudez, ao mau humor e a ditadura e rigidez de humor. Isso para mim é inconcebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analise o mundo, as pessoas, os animais e a natureza. Quer uma prova? Darei várias. Mas veja que para demonstrar o bom humor de Deus pegarei exemplos concretos de animais, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ornitorrinco é um exemplo do bom humor de Deus. Um mamífero que tem pé e bico de pato, é peludo e bota ovos só pode ser piada. Quer mais? Faça uma pesquisa sobre animais exóticos e esquisitos. Você encontrará o Aye Aye, a Alpaca, o Tarsier, o Bico de Tamanco entre outros. Isso mostra o bom humor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha pouco? Quer um exemplo no mundo vegetal? Frutas que brotam em locais diferentes sendo praticamente de mesma origem. O morango, por exemplo, nasce em vegetação rasteira, já a cereja em árvores enormes. É uma disparidade ou bom humor? Mas o humor, não está em observar as disparidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns me chamarão de herege, que esses animais e plantas são parte da evolução das espécies e que estão aí explicados pelas teorias de Darwin. Não importa. Mas que os bichos são engraçados são, ué! Que tudo podia dar em arvora também podia, uai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado de todos, ao meu ver é o ser humano. Arrogante, prepotente, acredita ser o único ser pensante de todo o universo. Diz ser a imagem e semelhança de Deus e ao menos entende o seu bom humor e sua sutileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entende o contra-senso que é um universo inteiro e infinito  para ser explorado e povoado, e acreditar piamente que só este pequeno planeta ínfimo e insignificante é habitado. Além de um grande senso de humor de Deus, seria uma baita perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos a analise de sisudez humana e sua falta de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito religioso, pois este é o objeto desse artigo, vemos que os templos evangélicos, as igrejas, as sinagogas e as mesquitas estão repletos de gente assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pense você que é somente dos pregadores que isso parte, pois a maioria das vezes parte dos fiéis ali presentes. Pessoas incapazes de observar que a bondade, a generosidade, a sapiência e o amor de Deus está também pautado no seu bom humor, no seu senso de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nos terreiros do Brasil afora, Pais e Mães de Santo (ou dirigentes espirituais, como querem alguns politicamente corretos)  exibem sua seriedade dom certa rispidez, aspereza e falta de modos não exibindo o bom humor que um trabalho voltado à caridade merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note irmão que, bom humor não significa gracinhas ou baderna, mas sim um estado de espírito em que as coisas do cotidiano podem ser encaradas por um ponto de vista diferente e de forma diferente, ou seja, podem e devem ser vistas pelo lado bom da coisa, da aprendizagem, do acúmulo de experiência e da observação do bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, peço a todos que encarem a vida com bom humor, pois esta será sua garantia de que a vida foi bem aproveitada, que foi vivida plenamente e que a plenitude dessa vida está em rir das coisas ruins do cotidiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite ainda que, de bom humor, você estará mais próximo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo Pereira Jr. - 2010&lt;br /&gt;Professor de Economia e Matemática&lt;br /&gt;37 anos, casado, 2 filhos e Umbandista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-8101190728810743582?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/8101190728810743582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=8101190728810743582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8101190728810743582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/8101190728810743582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/12/deus-tem-muito-bom-humor-por-jairo.html' title='Deus tem muito bom humor - por Jairo Pereira Jr'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1183644761720774333</id><published>2010-12-28T17:14:00.001-02:00</published><updated>2010-12-28T17:16:13.224-02:00</updated><title type='text'>Umbanda e inclusão social - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qtrNsoytyj8/TQ8x302Sd0I/AAAAAAAAEn4/RZSSSl9fZM4/s320/tolerancia1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 295px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qtrNsoytyj8/TQ8x302Sd0I/AAAAAAAAEn4/RZSSSl9fZM4/s320/tolerancia1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tempo que queria escrever sobre esse tema, da relação da inclusão social com a Umbanda.&lt;br /&gt;A partir de arquétipos daqueles que são historicamente excluídos, inclusive por aqueles que eram legalmente excluídos, como o preto velho (arquétipo do negro escravo) e do caboclo (arquétipo do índio).  Hoje não há mais uma exclusão legal, todos são iguais perante a lei, no entanto, há outras formas de exclusão, principalmente a decorrente da condição socioeconômica e também da discriminação com que alguns são tratados.&lt;br /&gt;Por exemplo, aqui na região Sudeste, mais especificamente São Paulo, um grande preconceito contra o nordestino é fato.  E é justamente nessa cidade e estado que se trabalha com a linha dos baianos.  Temos também na Umbanda a linha dos ciganos, que por muito tempo estiveram à margem da sociedade; eram qualificados com os piores adjetivos, como “ciganos é ladrão de criancinhas”.  &lt;br /&gt;As crianças, que muitas vezes são tratadas sem o devido cuidado, aqui também recebem posição de destaque, assim como o idoso, o “velho”, que sempre é sinônimo de sabedoria e tratado com muito mais amor que boa parte dedica realmente a seus avós e bisavós quando os tem.  Marinheiros, boiadeiros, cangaceiros, piratas, exus, pombagiras e malandros.  O marginalizado passa por uma re-significação de valores dentro da Umbanda.  Mesmo um cangaceiro que em vida representou morte, medo e terror, agora pode vir trabalhando para ajudar e proteger; um malandro não é vagabundo, e sim aquele que nos ensina a passar com “jogo de cintura” e bom humor as maiores dificuldades; exu e pombagira são guardiões do templo e da religiosidade; boiadeiros e marinheiros, todos têm o seu valor.  Por mais que tenham errado, ainda assim possuem qualidades e virtudes e é por meio delas que vamos buscar o que há de melhor a oferecer ao próximo.&lt;br /&gt;Aprendemos que nosso valor não está na roupagem, não está na cor da pele ou dos olhos ou mesmo na orientação sexual.  Nosso valor está na vida e no outro, em nossas atitudes perante a vida e perante o semelhante, por mais diferente que ele seja, todos temos uma essência original em comum, todos somos irmãos.  Tudo isso aprendemos na Umbanda, uma religião que não exclui nada nem ninguém, a religião da inclusão em todos os sentidos.  Justamente pelo fato de nos sentirmos excluídos em muitas situações em que outras religiões ganham destaque, como no cenário político, por exemplo, por sua força de pressão.&lt;br /&gt;Nós umbandistas desenvolvemos um grande senso de justiça e também o bom senso para ver o diferente com olhos de amor, pois somos também a religião dos diferentes.  Enquanto muitas religiões hoje pregam discriminação e preconceito, que alimentam homofobia e agressões de todos os tipos, a Umbanda nos ensina a respeitar as diferenças.&lt;br /&gt;Uma criança que cresça no ambiente de Umbanda desde cedo aprende a amar o diferente em todos os sentidos e é incentivada a pensar a religiosidade de um ponto de vista racional e emocional ao mesmo tempo.  Racional pois tudo tem um porquê de ser e emocional pois há uma dimensão mística na profundidade de experiência religiosa de Umbanda que nem sempre dá para ser explicada.&lt;br /&gt;Poderia me estender muito mais ainda, no entanto o objetivo aqui é chamar a atenção para algo muito grave que vem acontecendo, pois há tempos estamos alertando a sociedade para uma guerra religiosa que vem sendo travada contra nós, mas que vem se estendendo a todos que sejam diferentes dos intolerantes e fundamentalistas religiosos que vêm dominando o quadro social e político no Brasil.&lt;br /&gt;Pouca atenção e pouca mídia se tem dado aos fatos de agressão sofridos por adeptos dos segmentos afro-brasileiros.  Com o tempo os estragos tendem não só a aumentar não só na quantidade, como no raio de ação.&lt;br /&gt;Pouca relação se faz entre ataques de homofobia e religião, mas é fato que muitas religiões não aceitam uma diferente orientação sexual.&lt;br /&gt;Temos visto em todas as escalas de valor social o desrespeito e a agressão, que muitas vezes começam com o “bullying” nas escolas entre crianças e termina em casos de polícia entre adultos que tiram as vidas uns dos outros apenas por não aceitarem que o outro seja diferente.&lt;br /&gt;Na Umbanda somos moldados a uma postura inclusiva, naturalmente somos lapidados.  Qual preconceituoso, soberbo, arrogante, vaidoso que não muda ou começa um processo de mudança ao tirar os sapatos e ajoelhar aos pés de um preto velho como última esperança para suas “urucubacas”, “ziqueiras” e outras “coisas feitas” que muitas vezes ele mesmo se fez ao agredir o outro com sua postura?  Quem não aprende humildade, simplicidade e respeito ao outro na Umbanda, ainda não aprendeu nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino&lt;br /&gt;Publicado originalmente no Jornal de Umbanda Sagrada (JUS)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1183644761720774333?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1183644761720774333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1183644761720774333' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1183644761720774333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1183644761720774333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/12/umbanda-e-inclusao-social-por-alexandre.html' title='Umbanda e inclusão social - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qtrNsoytyj8/TQ8x302Sd0I/AAAAAAAAEn4/RZSSSl9fZM4/s72-c/tolerancia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7704338996445032456</id><published>2010-12-20T10:38:00.005-02:00</published><updated>2010-12-20T10:48:29.972-02:00</updated><title type='text'>A Umbanda não tem nação - por Heldney Cals</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.edwardcates.com/wp-content/uploads/2008/11/global_multicultural.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 294px;" src="http://www.edwardcates.com/wp-content/uploads/2008/11/global_multicultural.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta afirmação pode parecer estranha, mas vou explicar. Dentro da realidade que vivo na Umbanda, recebo muitas vezes a pergunta: qual a nação do seu terreiro/casa/templo/Ilê/etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu respondo sempre: portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi aqui, em Portugal, que ele nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu entendo a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo assim para ver qual a reação das pessoas e para depois poder explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, normalmente, a reação não é nem um pouco favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do gênero: “Você deve estar a brincar!”, “Estou vendo que você não entende nada de Umbanda!” e por aí fora. Não é segredo para ninguém que a Umbanda é de nacionalidade brasileira, como também não o é que o espiritismo é francês, a igreja apostólica é italiana, ou melhor, romana, o budismo indiano, etc. Mas o que eu explico é que a Umbanda não é culto de nação, por isso ela não tem nação. Claro que tem, respondem-me uns até um tanto ofendidos. E eu volto a dizer que não. E isso não quer dizer que tenho algo contra o culto de nação, pelo contrário, respeito-os muito. O que eu quero é apenas esclarecer um pouco da confusão existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda pode ter, e tem, influências de vários cultos de raízes afros, mas não tem e não é culto de nação. Esta confusão é bastante comum, e eu entendo bem isso, mas quando eu pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você sabe quem fundou a Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você conhece a sua história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é sempre afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E qual é, ou era a nação de Pai Zélio de Morais? Ou da Tenda N. S. da Piedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é um silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um silêncio, porque não tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda é Umbanda, culto de nação é culto de nação e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Terreiro de Umbanda pode ou não ter uma ação mais africanista do que outro e isso não quer dizer que estão escurecendo ou branqueando a Umbanda. Estão-se utilizando de métodos, de outras influências que, dentro do cosmos universalista da Umbanda, se adaptam e até se encaixam. Porém, se a Umbanda recebeu influências de cultos afros, ela também recebeu de cultos europeus e americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas influências não podem ser consideradas como uma qualificação do culto, porque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;senão teríamos Umbanda de Angola, Umbanda de Kêto, Umbanda de Gêge, Umbanda da&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;França, da Itália, do Brasil, de Portugal, indígena, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda tem uma nacionalidade, brasileira, porque nasceu ou foi fundada em solo brasileiro, mas tal como outras religiões e filosofias, popularizou-se, difundiu-se, espalhou-se e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje está no mundo, é universal e, como tal, adapta-se ao meio e condições onde se manifesta, sem profanar ou distorcer as suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, afirmo e repito: a nação do meu terreiro é portuguesa, porque nasceu aqui, em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal, tal como existem terreiros franceses, americanos, suíços, brasileiros, etc. E continuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afirmando, sem a intenção de querer ofender ninguém, mas esclarecer e desabafar: a Umbanda não tem Nação! Da mesma maneira que não tem linha ou cor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que eu digo isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as pessoas me perguntam: a sua Umbanda é de linha branca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como a pergunta da nação, eu entendo o que querem dizer. Estão perguntando se a minha Umbanda só faz o bem. A Umbanda não pratica nem pode praticar o mal, senão deixa de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser Umbanda para ser outra coisa qualquer. A Umbanda está para nos auxiliar nas nossas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aflições, está para nos ensinar, nos mostrar um caminho, nos fazer crescer, melhorar, nos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conhecer. A Umbanda não é de linha branca, preta ou vermelha, a mais pesada de todas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segundo algumas pessoas! Bom, deve ser porque a cor vermelha está associada à Justiça e à Lei Maior e, quando ela cobra as nossas faltas, deve ser um bocado “pesado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda tem sete linhas, tem sete luzes, tem cores; a Umbanda tem muito amor, muita paz, alegria, muita felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, volto a afirmar: a Umbanda não é de linha branca, preta, verde ou vermelha; a Umbanda não é de Angola, não é de Kêto, não é de Nagô, não é de Gêge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda é de todas as cores, de todas as raças, de todos os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda só é Umbanda quando está no coração, essa sim, a verdadeira nação umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Heldney Cals. País: Portugal. www.amadeus.pt.to  /  www.portais-pt.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em www.jornaldeumbanda.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7704338996445032456?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7704338996445032456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7704338996445032456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7704338996445032456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7704338996445032456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/12/esta-afirmacao-pode-parecer-estranha.html' title='A Umbanda não tem nação - por Heldney Cals'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-301716445367734767</id><published>2010-11-26T14:06:00.005-02:00</published><updated>2010-11-26T14:20:42.247-02:00</updated><title type='text'>Respeito ao Templo Sagrado de Umbanda - por Claudete A. H. Andrade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xkLZhJsI7Ok/Smig3pPw_ZI/AAAAAAAAEJk/a7ijyRXg158/s400/Terreiro+de+candombl%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xkLZhJsI7Ok/Smig3pPw_ZI/AAAAAAAAEJk/a7ijyRXg158/s400/Terreiro+de+candombl%C3%A9.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nós, umbandistas conscientes estamos sempre buscando conhecimento através do estudo da nossa religião; primeiro porque é inerente ao ser humano a busca pelo conhecimento, e segundo, que um médium bem preparado se entrega mais facilmente ao amor e caridade de nossos orixás e guias na realização de um trabalho (gira).  Buscamos esse conhecimento não para satisfação própria, mas por amor à nossa religião.  Somos o espelho de nossa religião dentro de fora do terreiro.  Se amo a minha religião, quero bem representá-la.&lt;br /&gt; Me lembro que, no início da campanha do Censo 2010 era para que todos os umbandistas assumissem sua religião quando perguntado.  Quase fiquei no portão aguardando a visita do recenseador, e qual não foi a frustração quando soube que para a pergunta “qual a sua religião?” a resposta só caberia a alguns.&lt;br /&gt; Tenho orgulho de ser umbandista.  Sinto que a Umbanda corre junto ao sangue de minhas veias; é nela que busco força, coragem, determinação, inspiração e, sendo assim, quando vemos qualquer ação de preconceito ou desrespeito à Umbanda, entristecemo-nos.&lt;br /&gt; E por isso, meu pedido hoje de conscientização não é para que o médium bem preparado ou que busca sua preparação, nem ao sacerdote dedicado, nem ao cambone que serve com amor ou aos ogãs que dão força às giras com seus toques e cantos, mas à assistência, para que saibam de sua importância na participação de um trabalho (gira).&lt;br /&gt; Sim, senhores freqüentadores assíduos ou não, participantes de um Terreiro de Umbanda, a vossa participação e o vosso respeito são muito importantes para a realização de um bom trabalho.&lt;br /&gt; Há que se conscientizar que um terreiro de Umbanda é um espaço sagrado, onde acontece um dos mistérios de Deus, um mistério transformador, que transforma o profano em sagrado.&lt;br /&gt; Por isso o silêncio, no momento em que você se interioriza, busca dentro de si a verdadeira razão que o levou até ali, afinal, o trabalho já começou.&lt;br /&gt; Ao cruzar a porta de entrada, já um trabalho de amor e caridade espiritual vem acontecendo; então mantenha seu celular, pager ou qualquer outro aparelho eletrônico desligado, para que você possa desligar-se do profano e conectar-se ao sagrado.&lt;br /&gt; Sua roupa deve ser sóbria e comportada, como dita a boa conduta; e conversa paralela, ah, essa também jamais deve existir.&lt;br /&gt; Seu pensamento agora é para Deus, elevado ao Altíssimo, aos Divinos Orixás, Guias, Mestres e Mentores, colocando-se na oração e humildade, para que a misericórdia de Deus lhe conceda aquilo que você foi buscar.&lt;br /&gt; Há, hoje em dia, campanhas e campanhas de conscientização lançadas o tempo todo; uma delas é a campanha de conscientização no trânsito.  Esse diferencial não tem que ser só na religião, no trânsito há que se trabalhar para nos tornarmos seres humanos melhores.  Então por que não tomar essa postura também na Umbanda?&lt;br /&gt; Não estou aqui ditando regras e deveres a ninguém, muito menos a terreiros de Umbanda, mas acredito que todos gostam de ser tratados com respeito e dignidade, como diz a máxima do cristianismo: “Portanto tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”.  Jesus Cristo, durante o Sermão da Montanha, em Mateus 7, 12.&lt;br /&gt; E só para terminar, como exemplo do que acabei de escrever, segue uma experiência:&lt;br /&gt; Outro dia fui à uma Igreja Católica participar de uma missa de sétimo dia.  Na hora do sermão, o celular de alguém tocou dentro da igreja e a pessoa que estava sentada nos bancos logo levantou-se e saiu para atender, tendo que cruzar toda a igreja.&lt;br /&gt; Nesse momento o padre parou o sermão e fez-se um silêncio na igreja enquanto a pessoa se retirava.  Em seguida o padre fez a seguinte observação:&lt;br /&gt; “Gostaria de lembrá-los, caros fiéis, que é de extrema falta de educação e respeito deixar o celular ligado e atendê-lo dentro de local sagrado.  Manda a boa educação que se desligue o celular em um ato de respeito, nos lugares sagrados, templos, igrejas, sinagogas, e em fóruns judiciais”.&lt;br /&gt; Assim, caros irmãos em Oxalá, gostaria de citar as palavras de meu irmão e mestre Alexandre Cumino ao término da “Palavra do Editor”, no JUS de outubro de 2010:&lt;br /&gt; “Afinal, quem não incorpora, camboneia; quem não camboneia, toca; quem não toca, canta; quem não canta, dança...  todos dançam, todos vibram, todos participam do sagrado com seu poder e mistério”.&lt;br /&gt; Autora: Claudete A. H. Andrade&lt;br /&gt; Publicado originalmente no Jornal de Umbanda Sagrada – novembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-301716445367734767?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/301716445367734767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=301716445367734767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/301716445367734767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/301716445367734767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/11/respeito-ao-templo-sagrado-de-umbanda.html' title='Respeito ao Templo Sagrado de Umbanda - por Claudete A. H. Andrade'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xkLZhJsI7Ok/Smig3pPw_ZI/AAAAAAAAEJk/a7ijyRXg158/s72-c/Terreiro+de+candombl%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7695845201422300437</id><published>2010-11-16T16:43:00.003-02:00</published><updated>2010-11-16T16:50:59.437-02:00</updated><title type='text'>102 anos de Umbanda - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a href="http://raizculturablog.files.wordpress.com/2008/03/foto6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 512px; height: 384px;" src="http://raizculturablog.files.wordpress.com/2008/03/foto6.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a Umbanda completou 102 anos, em que foi anunciada pelo Caboclo da Sete Encruzilhadas, por meio de seu médium Zélio de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos atrás o Brasil inteiro comemorou os 100 anos da Umbanda, mas nem todos se deram conta o quanto conquistamos com este marco, que pode parecer pouco em comparação à idade cronológica das outras religiões, no entanto o que ganhamos não tem nada a ver com tempo e sim com reconhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos as pessoas e os próprios umbandistas estão se dando conta de que a Umbanda é uma Religião Brasileira. Com todos os prós e contras que esta identidade oferece. O brasileiro vive uma relação de amor e ódio consigo mesmo (com esta “brasilidade” controversa), adoramos nossas qualidades e detestamos nossos defeitos. Somos um povo apaixonado e Umbanda é uma Religião Apaixonante – brasileira - tem ginga, encanto e magia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda se canta em verso e prosa; se toca no nagô, angola e ijexá; batendo ritmo na palma da mão, para quem quiser ver. Umbanda dança, gira e roda nas voltas de nosso coração, para nos tirar do comodismo e mesmice a que a sociedade nos condicionou, com seus dias; protocolos e métodos repetitivos e mecânicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda cheira guiné, arruda e alecrim; mirra incenso e benjoim. Umbanda nos pega pelos cinco sentidos, levando ao transcendente para além do sexto e sétimo sentidos. Umbanda é a Cachoeira da Oxum, a Mata de Oxossi, a Pedreira de Xangô, o grito do caboclo, o cachimbo do preto-velho e a presença de Cristo. São Jorge, Santa Bárbara, Santo Expedito e Padre Cícero nos ensinam que há muito mais que sincretismo entre culturas; há encontro, presença e olhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êxtase Religioso, Transe Mediúnico, Estado Alterado de Consciência são palavras para descrever o indescritível, o momento em que passamos do ser ao “não-ser”, do vazio à plenitude, de Exu à Oxalá, do EU ao Nós, ao ponto de não saber mais se sou EU, nós ou Ele. Louco é pouco, já diziam os mestres que a sanidade do mundo é loucura para o sagrado e que o sagrado é a loucura de deus. Ser médium é muitas vezes andar de olhos fechados num precipício em que a única corda que temos é nossa fé esticada de um lado ao outro entre a terra e o céu, ou melhor a Aruanda.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não bastasse tudo isso ainda nos traz uma proposta de maturidade religiosa, não pede conversão, não tem tabus nem dogmas, aceita cada um de nós sem julgamentos; jovem que é respeita os mais velhos, se diverte com as crianças e liberta das amarras sociais, emocionais e psicológicas, nas quais a razão quase sempre prepara armadilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhada ao lado do preto-velho mata nosso ego, junto do caboclo nos desafia a rasgar o peito e mostrar onde está nosso coração, pelo exemplo pede que todos nós estejamos abertos a reaprender o que é bom com a criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda reza, ora e faz prece aos santos, orixás, anjos, arcanjos e guias, sem exclusividade nenhuma, não reconhece sectarismos ou proselitismos com relação às divindades, que assim como o sol, nasce para todos. Espíritos de origens e culturas diversas se unem e integram numa mesma direção, numa mesma BANDA, nesta que quer ser UM com o outro, que quer ser UM com o TODO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem vai explicar tudo isso, como entender e dar sentido para algo tão exuberante, quase exótico; colcha de retalhos ou fina tapeçaria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da esquerda nos parece vir uma voz firme a responder que somos guardiões destes mistérios, não cabe a nós entendê-los todos e sim respeitar, bater cabeça e silenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como compreender a Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece procurando &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7695845201422300437?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7695845201422300437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7695845201422300437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7695845201422300437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7695845201422300437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/11/102-anos-de-umbanda-por-alexandre.html' title='102 anos de Umbanda - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-3045483787433728084</id><published>2010-11-11T21:23:00.002-02:00</published><updated>2010-11-11T21:30:59.392-02:00</updated><title type='text'>Estudar a Umbanda? - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s1600/pensamento.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s1600/pensamento.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar a Umbanda... eis um tema que sempre desperta as mais variadas paixões e discussões calorosas.  Deve o umbandista estudar a sua religião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem aquelas correntes que defendem a idéia de que só se aprende a Umbanda nos terreiros, aos pés das entidades.  Mas existem também aqueles que defendem o seu estudo sistemático, até mesmo em faculdades ou colégios destinados a isso.  Quem tem razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o bom senso, sempre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gira de Umbanda é um momento dinâmico, no qual nem sempre há tempo para se sentar ao lado das entidades e fazer-lhes perguntas sobre a filosofia da nossa religião, assim, muitos que frequentam as giras sistematicamente não conseguem tempo - ou mesmo não têm a consciência da necessidade do estudo - para conversar com um preto-velho, um caboclo ou exu e esclarecer suas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma grande dúvida entre ser e estar umbandista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estão umbandistas duas, três, quatro horas por semana, período que dura a gira de sua casa.  Terminados os trabalhos, despem a roupa branca e voltam para sua vida secular e para mais uma semana de trabalho, acreditando com toda convicção, que seu dever está cumprido.  Ao longo dessa semana, esse irmão-de-fé vai blasfemar, maldizer, contrariar os princípios da própria religião e agir como qualquer outro ser humano sem uma orientação espiritual agiria.   Somente no dia da próxima gira lembrará de agir como um umbandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, espíritos inquietos, buscam o conhecimento, e esse se dá, como defendem os mais conservadores, principalmente dentro do terreiro, mas nada impede que no dia a dia, o umbandista procure entender a sua religião, a fim de adotar na sua prática diária os princípios norteadores da sua fé, da fé que o faz diferente de um ser humano qualquer, não que ele seja melhor que um católico, um evangélico ou um ateu, mas que tenha atitudes condizentes com aquilo que a sua Umbanda prega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, existe a necessidade imensa de se "filtrar" informações, especialmente no mundo virtual.  A internet, tida por muitos como a terra de ninguém, é um espaço onde qualquer informação, verdadeira ou não, pode ser publicada e constitui uma verdadeira armadilha para os leigos.  Não será difícil a um iniciante afoito por conhecimento e que o busca através de sites na internet, acreditar, por exemplo, que exu é o diabo ou que é possível "fazer sua própria macumbinha" copiando receitas mágicas espalhadas por aí.   Nesse mundo virtual todo cuidado é pouco, e isso é perfeitamente visível quando passeamos pelos mais diversos sites e encontramos absurdos em nome da Umbanda.  Verdadeiros médiuns e pais-de-santo virtuais sem qualquer conteúdo proliferaram nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar a Umbanda é fundamental.  Ter bom senso é mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um eterno defensor dos estudos da Umbanda, porém defendo ainda mais a necessidade de estudá-la junto às entidades.  Os livros, sites e blogs serviriam apenas com um suporte onde, com o devido filtro do bom senso, obteríamos informações para enriquecer a nossa cultura sobre o assunto, mas não sobre a prática umbandista, pois essa começa no terreiro, sob a orientação dos seus zeladores e das entidades - essas sim, mesmo não falando um português impecável, são as verdadeiras autoridades no assunto.  Nós, "mortais", que vestimos o branco, estamos ali para aprender e colocar em prática uma conduta séria, respeitosa e que venha a honrar o nome às vezes tão desgastado da Umbanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudemos a Umbanda, mas sem deixar de praticá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan - Novembro/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-3045483787433728084?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/3045483787433728084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=3045483787433728084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3045483787433728084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/3045483787433728084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/11/estudar-umbanda-por-douglas-fersan.html' title='Estudar a Umbanda? - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s72-c/pensamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1357125749196555179</id><published>2010-11-01T14:52:00.003-02:00</published><updated>2010-11-01T14:57:56.148-02:00</updated><title type='text'>Palavras de um pastor - uma lição de tolerância.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1D73bmGssAM/S8X_xHcgQqI/AAAAAAAAAGY/3eifFzViWuE/s320/intolerancia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 232px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1D73bmGssAM/S8X_xHcgQqI/AAAAAAAAAGY/3eifFzViWuE/s320/intolerancia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vou contar algo que aconteceu há um ano atrás mais ou menos. Minha mãe em uma das tentativas de me converter, me levou "enganado" para um culto evangélico. Seria uma festa no apartamento novo de uma amiga dela e para agradecer esse apê, essa amiga fez antes da festa um mini culto de graças alcaçadas no local. Minha mãe, tão inocente, disse que não sabia desse culto que rolava antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respeito muito todas as religiões, mas numa ocasião dessas se me perguntam  "você  aceita Jesus", eu deixo claro que aceito toda tragetória dele, mas que já tenho minha religião bem definida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto estava rolando muito bem, a pregação rolando solta, palavras da bíblia, relatos da dona do apartamento, chorôrô de emoção dos amigos e enfiiiiiiim vieram os comes e bebes (não alcoolicos). Tô vendo de longe, meu padrasto virando amigo de infância do pastor e minha mãe ao seu lado. E assim ficaram durante toda festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe as vezes se aproximava de mim como quem não quer nada e dizia: "Viu que clima legal?" ou então ficava me perguntando o tempo todo se eu estava gostando. Eu fiquei quieta no meu canto a festa toda, pois não queria dar brecha pra alguém se aproximar de mim e tentar me converter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que na hora de ir embora, fomos nos despedir do pastor. Nisso ele vira para o meu padrasto e diz: - Deus tem muitos planos pra você. Você será um excelente PASTOR!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí depois ele vira pra minha mãe e diz: - A senhora será uma excelente obreira ao lado dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha pra mim e eu penso: "PRONTO! Lá vem..." Porém, ele respira fundo e fala:  - Você tem um caminho muito bonito pela frente, uma missão muito bonita pra cumprir e sei que você já está agarrada com ela ! Deus fica muito feliz de você ter aceitado essa missão ! Ele vai te dar muita força porque é um caminho difícil e tem muita gente contra, mas não escute esses, escute só seu coração!!! - &lt;br /&gt;Eu abracei o pastor com o meu corpo todo arrepiado, pois era nítido que aquilo foi uma mensagem que passaram pra ele. Até minha mãe adimitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite ficará guardada na minha memória (e a cara de sem graça da minha mãe também). Aprendi que não posso julgar se serei julgada, pois nesse caso o preconceito partiu de mim e eu perdi uma ótima oportunidade de uma possível conversa agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto gentilmente cedido pela nossa querida amiga e irmã "Docinho" da comunidade Amigos, Umbanda e Espiritismo e publicada originalmente no blog http://diariodeumafilhadepemba.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1357125749196555179?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1357125749196555179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1357125749196555179' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1357125749196555179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1357125749196555179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/11/palavras-de-um-pastor-uma-licao-de.html' title='Palavras de um pastor - uma lição de tolerância.'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1D73bmGssAM/S8X_xHcgQqI/AAAAAAAAAGY/3eifFzViWuE/s72-c/intolerancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1697986815896359093</id><published>2010-10-13T14:39:00.004-03:00</published><updated>2010-10-13T15:09:31.288-03:00</updated><title type='text'>Um diálogo entre Exu e Oxalá - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_84_h3q6Iy0o/SUhLvpMkToI/AAAAAAAAAyQ/S3sezvoHmGk/s400/exu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_84_h3q6Iy0o/SUhLvpMkToI/AAAAAAAAAyQ/S3sezvoHmGk/s400/exu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;      _Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo...  Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores.  Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade.  Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos.  Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exu suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio.  Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Laroyê, &lt;em&gt;Senhor Falante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;em&gt;_Èpa Bàbá&lt;/em&gt; – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Trabalhamos tanto...  e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso.  É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado.  É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho.  Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu &lt;em&gt;paxorô.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens.  Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa.  Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra.  O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne.  Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor.  E ambos ouviram o som que vinha da Terra.  O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância.  Exu deu outra gargalhada e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Percebe?  Temos trabalho por muitos séculos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo.  Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _E você está, &lt;em&gt;Senhor Falante?&lt;/em&gt; – tornou Oxalá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mais uma vez Exu gargalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas.  Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal.  Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei.  Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua &lt;em&gt;“complexa simplicidade”&lt;/em&gt; se resumisse apenas entre o bem e o mal.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Pobres homens – repetiu Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal.  E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.&lt;br /&gt; Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Acho que sempre soube.  Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações.  Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam.  O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz.  Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas.  O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude.  Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar.  A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar.  A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda.  Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada.  Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra.  Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Aonde vai, &lt;em&gt;Senhor Falante?&lt;/em&gt; – perguntou Oxalá, como se não soubesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    _Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido.  Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia.  Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – outubro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos: douglasfersan@uol.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1697986815896359093?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1697986815896359093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1697986815896359093' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1697986815896359093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1697986815896359093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/10/um-dialogo-entre-exu-e-oxala-por.html' title='Um diálogo entre Exu e Oxalá - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_84_h3q6Iy0o/SUhLvpMkToI/AAAAAAAAAyQ/S3sezvoHmGk/s72-c/exu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-241939558168708707</id><published>2010-10-05T16:06:00.003-03:00</published><updated>2010-10-05T16:13:19.411-03:00</updated><title type='text'>A História da Umbanda - um serviço de Alexandre Cumino à comunidade umbandista</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.povodearuanda.com.br/wp-content/uploads/2010/09/ac1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 265px;" src="http://www.povodearuanda.com.br/wp-content/uploads/2010/09/ac1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como contar a história da Umbanda, uma religião tão paradoxal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Antes que me critiquem por dizer que a Umbanda é paradoxal, é preciso apresentar argumentos que justifiquem tal afirmação.  Ao mesmo tempo em que tem suas raízes aprofundadas nas tradições populares, a Umbanda cada vez mais vem se elitizando e exigindo conhecimento – adquirido principalmente nos terreiros, aos pés das entidades, mas de outras fontes também.  Mesmo tendo surgido entre as camadas mais populares da sociedade, hoje é possível observar a existência de inúmeros letrados nos terreiros.  Ao mesmo tempo em que se confunde com a história da formação cultural brasileira, a Umbanda tem a sua própria história mergulhada num obscurantismo que gera dúvidas e até controvérsias entre seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Isso diminui a Umbanda ou faz dela uma religião ilógica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De maneira alguma.  Toda centelha que acenda o debate é importante no sentido de enriquecer o conhecimento sobre o assunto, e esses pequenos detalhes não mudam a essência da Umbanda, que reside na prática do bem, da caridade verdadeira, na oportunidade de espíritos encarnados e desencarnados trabalharem no auxílio dos necessitados e no próprio progresso ético e moral.&lt;br /&gt;    No entanto, um resgate da história da Umbanda se faz necessário – não se trata aqui da velha polêmica de codificar ou estabelecer paradigmas doutrinários aos cultos umbandistas, e sim de manter viva a memória de nossos cultos e de nossa crença, para que ela seja respeitada como tal, e não tratada como folclore ou crendice.&lt;br /&gt;    Independente da forma como cada casa realiza seu culto (pois bem sabemos que cada terreiro é um universo umbandista), é de vital importância que saibamos quem somos, de onde viemos e de que forma construímos nossas tradições.  O universo dos orixás e das entidades de Umbanda ainda constitui um mistério para grande parte da população e, arrisco dizer, até mesmo para alguns umbandistas.  Foram poucos os trabalhos que primaram pela memória da crença do chamado “povo do santo”; cito, sem medo algum de errar, os nomes de Pierre Verger e Reginaldo Prandi (autor do belíssimo A Mitologia dos Orixás, fruto de uma preciosa e admirável pesquisa), no entanto esses dois autores têm seu trabalho mais voltado para o Candomblé, o que não deixa de ser útil e pertinente aos nossos estudos, mas a Umbanda ainda fica um pouco órfã de uma literatura séria sobre suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A fim de preencher essa lacuna, nesse ano foi lançada a obra “A História da Umbanda – Uma Religião Brasileira”, do já conhecido e respeitado sacerdote Alexandre Cumino, autor de outros livros, como “Deus, Deuses e Divindades” e “Deus, Deuses, Divindades e Anjos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não se trata de apenas mais um livro sobre Umbanda.  Esses existem às dezenas e quase todos de qualidade duvidosa.  Trata-se do resultado de um estudo histórico, concluído através de pesquisas e entrevistas, ou seja, é um trabalho sério, um verdadeiro serviço aos umbandistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Autor não apenas de livros, arrisco dizer que Alexandre Cumino é o maior divulgador da Umbanda na atualidade, principalmente através do JUS – Jornal de Umbanda Sagrada – um periódico gratuito de excelente qualidade e conteúdo e que tem esclarecido muitos irmãos-de-fé em algumas questões, além de desmistificar a nossa religião para os leigos, que graças à sua leitura, deixaram de nos tratar como feiticeiros ou meros “macumbeiros”, enxergando parte da riqueza de nossa crença e rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Que a honestidade e a seriedade com que Alexandre Cumino trata a Umbanda em sua vida e, especialmente no seu novo livro, sejam o ponto de partida para que outros irmãos valorizem a religião e lutem pela sua memória e dignidade, levando ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Douglas Fersan – outubro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-241939558168708707?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/241939558168708707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=241939558168708707' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/241939558168708707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/241939558168708707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/10/historia-da-umbanda-um-servico-de.html' title='A História da Umbanda - um serviço de Alexandre Cumino à comunidade umbandista'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6947960371078157337</id><published>2010-09-14T16:20:00.005-03:00</published><updated>2010-09-14T16:39:25.541-03:00</updated><title type='text'>Crítica ao livro "O Caderno de David", de Daniel Caldeira - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kaDu253n570/TAV0ymE3EzI/AAAAAAAAACc/NSxs4WYGhpo/s1600/Capa+Livro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 172px; height: 259px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kaDu253n570/TAV0ymE3EzI/AAAAAAAAACc/NSxs4WYGhpo/s1600/Capa+Livro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conheci o Daniel há bastante tempo, nem sei dizer exatamente quanto.  Lembro quando entrei naquela sala de aula pela primeira vez e, com meu jeito meio rabugento de ser, me apresentei àquela turma de sexta série.  Lembro perfeitamente do olhar meio assustado do Daniel me analisando e talvez pensando: “taí um professor chato”. &lt;br /&gt; Acredito que consegui mudar essa primeira impressão, pois não demorou muito para que vários alunos daquela classe deixassem de ser alunos para se tornar meus amigos, embora a diferença de idade fosse grande.  Lembro de dezenas de alunos que adquiriram uma importância grande em minha vida, sendo até hoje meus amigos, mas não vou citar nenhum, pois o assunto é o Daniel Caldeira, e seria injusto se esquecesse de algum.&lt;br /&gt; Logo percebi que o Daniel era alguém especial.  Alguém que nasceu para brilhar, pois era dono de uma personalidade inquieta e crítica: não era daqueles adolescentes que aceitam o mundo ao seu redor sem contestá-lo, como também não era do tipo que sonhava mudar o mundo por pura rebeldia.  Tinha os pés no chão, além de maturidade, honestidade e caráter muito além de seu tempo e espaço. É com muito orgulho que me atrevo (e é um atrevimento mesmo) a dizer que contribuí, ainda que de forma mínima para a transformação do pequeno Daniel em um grande Daniel: homem de bem, talentoso e de bom caráter.&lt;br /&gt; É com mais orgulho ainda que recebi, um belo dia, em minha casa, a visita do Daniel, já homem feito, com seu notebook embaixo do braço, dizendo-se empolgado com uma nova idéia. &lt;br /&gt; O domínio da palavra escrita – a ponto de emocionar seus professores – sempre foi um talento do Daniel, mas dessa vez ele tinha um projeto mais ousado, mais abusado até, arrisco dizer.  Foi com empolgação que ele mostrou a mim e minha esposa Denise as primeiras páginas de um livro que estava começando a escrever, intitulado “O caderno de David”.  Não era um livro qualquer, era um livro já destinado ao sucesso.  E o sucesso foi comprovado em seu lançamento, no dia 09 de setembro de 2010, na livraria Nobel, no shopping Frei Caneca, em São Paulo.&lt;br /&gt; Por que tive certeza que já era um livro destinado ao sucesso?&lt;br /&gt; Em primeiro lugar porque era escrito pelo Daniel.  Depois, porque tinha conteúdo, intenção e ação.&lt;br /&gt; Não se trata de um livro destinado apenas ao público GLS, embora esse seja o tema central.  Trata-se de um convite à reflexão sobre temas como a descoberta interior, a luta pelo reconhecimento da dignidade, os preconceitos, os pré-conceitos, a homofobia e a busca pela felicidade – nem sempre conquistada.  É um importante trabalho no sentido de derrubar o estigma do homossexual como uma figura ávida por sexo o tempo todo, promíscua e esdrúxula.  Quem ler o livro certamente não será mais o mesmo.  A viseira do preconceito dará lugar à reavaliação de conceitos.&lt;br /&gt; A leitura leve, porém consistente e prazerosa, cativa o leitor da primeira à última página e tem o poder de abrir a mente e aprimorar o espírito, embora, com certeza não seja essa a pretensão de Daniel, que tem entre suas tantas qualidades, a humildade.&lt;br /&gt; Raramente indico livros em meus blogs ou matérias publicadas por aí afora, mas acredito que obras como “O Caderno de David” merecem todo o crédito, pois não se trata de simples entretenimento, é um livro que veio para abalar estruturas truculentas e transformar corações.  Segue abaixo uma pequena resenha do livro e o link do blog de seu autor, o qual, embora já seja um Mestre, ainda faço questão de chamar de “aluno”, pois essa palavra, oriunda do latim, significa “filho adotivo” ou “aquele que fazemos crescer” (e não “sem luz”, como muitos dizem por aí).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B_zO2rrdb-w/TI0tmo8emtI/AAAAAAAAAAM/6GXykq0M-wU/s320/Lucius+e+Daniel+Paraty+004.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_B_zO2rrdb-w/TI0tmo8emtI/AAAAAAAAAAM/6GXykq0M-wU/s320/Lucius+e+Daniel+Paraty+004.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            O Caderno de David&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 23 anos David morre vítima de um câncer.  Deixa aos cuidados da mãe um caderno, com o intuito de ajudar o companheiro a aceitar sua sexualidade.  Nele, há pensamentos que discorrem assuntos como homossexualismo, família, religiosidade e amor ao próximo.  Léo, ao perder o companheiro, sente-se frágil.  É descoberto pela família e humilhado em praça pública.  Sai da cidade deixando filhos e emprego.  Um ano depois, um grupo de jornalistas descobre uma poesia escrita por ele, destinada a David.  Imediatamente pede para que ele retorne, enfrentando a revolta da família.  Léo é desafiado a escrever sua própria história.  Mas para isso será preciso enfrentar seus próprios preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...tenho um coração colorido...&lt;br /&gt;Que me perdoem os que vivem no mundo preto e branco...”&lt;br /&gt;Daniel Caldeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para o blog do autor: http://ocadernodedavid.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6947960371078157337?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6947960371078157337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6947960371078157337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6947960371078157337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6947960371078157337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/09/critica-ao-livro-o-caderno-de-david-de.html' title='Crítica ao livro &quot;O Caderno de David&quot;, de Daniel Caldeira - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kaDu253n570/TAV0ymE3EzI/AAAAAAAAACc/NSxs4WYGhpo/s72-c/Capa+Livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4051721798408404154</id><published>2010-09-10T18:33:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T18:36:17.896-03:00</updated><title type='text'>Intolerância religiosa nas escolas públicas - por Denise Carreira</title><content type='html'>&lt;a href="http://api.ning.com/files/jFIiMczioESoPjjpBihLw-fhedtFTbycg8s75Vrz6cOdm*yjFcAhx4-jD9RyU4HJGbc-qtONA1dBOL*uqfDbXeNqYbksZ0OA/%3Ccenter%3Esimbolosdasreligioes.jpg%3C/center%3E"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 364px;" src="http://api.ning.com/files/jFIiMczioESoPjjpBihLw-fhedtFTbycg8s75Vrz6cOdm*yjFcAhx4-jD9RyU4HJGbc-qtONA1dBOL*uqfDbXeNqYbksZ0OA/%3Ccenter%3Esimbolosdasreligioes.jpg%3C/center%3E" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Profissionais “despreparados” para lidar com religiões diferentes. Invasão de terreiros. Ofensas. Crianças isoladas por colegas e professores. Esses são alguns dos problemas encontrados por uma pesquisadora que visitou escolas de vários Estados do país e constatou que a intolerância religiosa em estabelecimentos de ensino é um problema grave e ainda invisível para as autoridades e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Você acha que ainda há intolerância religiosa nas escolas? Opine&lt;br /&gt;A pesquisadora Denise Carreira revela ter percebido certo “despreparo” dos profissionais de educação para lidar com o problema. Ela identificou que a principal fonte de discriminação são as religiões neopentecostais, que, segundo Denise, historicamente usam métodos de “demonização” para com algumas seitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise afirma ter observado em suas viagens casos de crianças, famílias e professores adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, discriminados e hostilizados no seu cotidiano. Algumas crianças chegam a ser transferidas ou até mesmo abandonam a escola em razão da discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Existem ocorrências de violência física (socos e até apedrejamento) contra estudantes; demissão ou afastamento de profissionais de educação adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe; proibição de uso de livros e do ensino da capoeira em espaço escolar; desigualdade no acesso a dependências escolares por parte de lideranças religiosas; omissão diante da discriminação ou abuso de atribuições por parte de professores e diretores etc”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“São muitos casos e isso é, também, uma violência para com os direitos humanos, embora constitua uma agenda invisível na política educacional no Brasil”, afirma. As denúncias, sustenta Denise, mostram que as atitudes discriminatórias vêm aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais, principalmente nas periferias das cidades, e do poder que eles têm midiático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório, que será divulgado no dia 19, no Rio de Janeiro, e encaminhado a organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), traz recomendações para a resolução do problema. Uma das ferramentas para fazer frente ao problema, de acordo com relatora, é a implementação da lei federal 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiência própria&lt;br /&gt;Jandira Santana Mawusi, estudante do curso de pedagogia na Uneb (Universidade Estadual da Bahia), e coordenadora de um curso pré-vestibular em uma escola municipal no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, conhece esse tipo de discriminação por experiência própria. “Desde que falei que sou de candomblé, os meus colegas de sala de aula mudaram comigo. Tenho dificuldade para me integrar aos grupos de estudo, e eles me olham como se fosse uma pessoa diferente, capaz de lhes fazer algum mal”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ela, na escola onde leciona, diariamente, o diretor convida a todos para rezar o “Pai Nosso” antes das aulas. “Certo dia, ele me convidou a me juntar aos demais na oração. Então, perguntei se eu também poderia rezar para xangô. Ele respondeu que não porque não daria tempo”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jandira diz que a mãe de duas crianças que estudaram nessa mesma escola recorreu ao Ministério Público porque suas filhas foram apontadas como “possuídas” por um professor, por serem de candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, diz ela, pessoas iniciadas temem revelar suas crenças. “Há pouco tempo, fazendo uma pesquisa no bairro, perguntei a uma senhora, dona de um terreiro, qual era a sua religião. Fiquei um tempo sem resposta. Indaguei a razão do seu silêncio e ela me disse que se devia à intolerância predominante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuando há mais de 10 anos na formação de profissionais para evitar intolerâncias racial e sexual e outras, membros do Ceafro (Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero) mostraram-se chocados com a seriedade dos depoimentos colhidos por Denise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é novidade"&lt;br /&gt;“Para nós, esse tema não é novidade. Mas, devo reconhecer, foi impactante ouvir os relatos de professores e mães de alunos que tiveram problemas. Doeu ouvir de alunos, por exemplo, que fizeram ‘santo’, e, tendo que usar roupas brancas, andaram com a cabeça raspada, foram taxados de ‘filho de diabo’, entre outras aberrações a que foram submetidos, ao ponto de não quererem mais voltar para a escola ou quererem abandonar o candomblé”, conta Ceres Santos, coordenadora executiva do Ceafro. “É muito grave”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Carreira esteve na Bahia entre os dias 9 e11 de agosto. Ouviu o Ministério Público Estadual, as secretarias de Educação e Reparação, representantes dos terreiros de candomblé e outras lideranças religiosas. Segundo ela, as visitas ocorreram em Estados como Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório será apresentado também ao Congresso Nacional, ao Conselho Nacional de Educação, Ministério Público Federal, autoridades educacionais, e instâncias internacionais de direitos humanos.&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4051721798408404154?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4051721798408404154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4051721798408404154' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4051721798408404154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4051721798408404154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/09/intolerancia-religiosa-nas-escolas.html' title='Intolerância religiosa nas escolas públicas - por Denise Carreira'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-797579190997652958</id><published>2010-09-07T21:57:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T17:11:46.947-03:00</updated><title type='text'>É tudo culpa do Exu - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_750M_6hH8qA/SfZoJZBZVvI/AAAAAAAABtU/nv2L-028qr4/s320/Ex%C3%BA+Rei+das+7+Encruzilhadas+3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_750M_6hH8qA/SfZoJZBZVvI/AAAAAAAABtU/nv2L-028qr4/s320/Ex%C3%BA+Rei+das+7+Encruzilhadas+3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É tudo culpa do Exu.&lt;br /&gt;Comecei a ouvir essa frase dita em tom de brincadeira, pois nos fóruns de debate umbandistas sempre que algo era questionado e não se encontrava uma explicação plausível, saía-se com a máxima de que “tudo é culpa do Exu”.  Tratava-se de uma brincadeira, mas percebi que as pessoas não tinham uma compreensão sobre o real papel de Exu no mundo espiritual.  Nem convém aqui descrever novamente a importância de Exu na segurança de uma casa espiritualista – ou mesmo de uma igreja (vide o texto “O Exu na Igreja Evangélica”) – e nas esferas espirituais mais densas.  Trata-se de questionar o umbandista acerca de sua compreensão sobre o Exu.&lt;br /&gt; Não é de hoje que noto irmãos umbandistas referindo-se a Exu como entidade negativa, sem luz, possuidora de uma personalidade ambígua e duvidosa.  Da mesma forma imputam à pombogira um estereotipo totalmente voltado à sexualidade, muitos afirmando até que foram prostitutas quando viveram na terra, como se isso fosse via de regra.&lt;br /&gt; Ainda somos muito pequenos perante a imensidão complexa e ao mesmo tempo tão simples da espiritualidade.  Não conseguimos compreender as coisas mais óbvias e saímos por repetindo impropérios sobre aquilo que deveríamos ter o mínimo de conhecimento.&lt;br /&gt; Nenhum mistério é tão grande que possa resistir à fragilidade da luz.  Buscar o entendimento da própria religião deveria ser um dever de cada umbandista, porém é mais fácil acreditar no senso comum, sem nada questionar, repetindo apenas coisas que mais parecem lendas do que realidades lógicas do mundo espiritual.&lt;br /&gt; Quantas e quantas vezes o Exu leva a culpa pelas desgraças que acontecem na vida das pessoas?  Estariam nossos compadres tão propensos ao mal?  Não se trata de querer dar ao Exu características angelicais, as quais creio que os próprios refutariam, mas também não podemos cair naquela conversa infantil que sempre caminha no sentido de demonizar o Exu.&lt;br /&gt; O universo e seu funcionamento é dual, mas Exu é coerente.  Sendo um espírito na condição de nos auxiliar (e como auxiliam), caíram na contradição de auxiliar na vida e nos trabalhos umbandistas e, em seguida, tornarem-se obsessores que forçam as suas vítimas a procurar ajuda em outra casa umbandista?  Exu não é burro, nem sequer ingênuo, mas infelizmente muita gente não sabe distinguir Exu de kiumba.&lt;br /&gt; Mas como dizem, é tudo culpa do Exu.  Os mesmos que o acusam de espírito obsessor lotam os terreiros nas chamadas giras de esquerda.  Sim, pois é a ele que recorrem quando a água bate na bunda.  E lá estão os Exus, a aconselhar, a orientar e, dentro do merecimento e da permissão da Lei Universal, a ajudar os mesmos que dali a alguns dias dirão que era tudo culpa do Exu.&lt;br /&gt; Apesar dos modos rudes, os Exus são resignados, pois mesmo com tudo isso, continuam exercendo sua tarefa com dignidade e paciência.   E os templos continuam lotados nas giras de Exu, porque eles fazem, eles ajudam sem muitas delongas.  E se os terreiros estão cheios, também a culpa é do Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – Setembro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-797579190997652958?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/797579190997652958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=797579190997652958' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/797579190997652958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/797579190997652958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/09/e-tudo-culpa-do-exu-por-douglas-fersan.html' title='É tudo culpa do Exu - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_750M_6hH8qA/SfZoJZBZVvI/AAAAAAAABtU/nv2L-028qr4/s72-c/Ex%C3%BA+Rei+das+7+Encruzilhadas+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-9131211570516720971</id><published>2010-07-28T10:50:00.003-03:00</published><updated>2010-07-28T10:54:25.815-03:00</updated><title type='text'>Como Vou Chamar Meu Anjo? - Autor desconhecido</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.belasmensagens.com.br/mensagens/imagens/paistop16.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 591px; height: 400px;" src="http://www.belasmensagens.com.br/mensagens/imagens/paistop16.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como Vou Chamar Meu Anjo? - Autor Desconhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu vou viver lá sendo assim pequeno e indefeso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Entre muitos anjos, escolhi um especial para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará lhe esperando e tomará conta de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que é suficiente para que eu seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei feliz lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Seu anjo cantará e sorrirá para você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - Como poderei entender quando falarem comigo se eu não conheço a língua que as pessoas falam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - Eu ouvi que na terra há homens maus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me protegerá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - E o que farei quando quiser Te falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Seu anjo juntará suas mãozinhas e lhe ensinará a rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança: - Mas eu serei sempre triste porque não Te verei mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: - Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim e lhe ensinará a maneira de vir a Mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma Eu estarei sempre dentro de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento havia muita paz no Céu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a criança, apressada, suavemente pediu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diga-me por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o nome do meu anjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Deus respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você chamará seu anjo... de Papai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa homenagem ao dia dos Pais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-9131211570516720971?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/9131211570516720971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=9131211570516720971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9131211570516720971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9131211570516720971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/07/como-vou-chamar-meu-anjo-autor.html' title='Como Vou Chamar Meu Anjo? - Autor desconhecido'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-5233618952927340397</id><published>2010-07-16T21:07:00.003-03:00</published><updated>2010-07-16T21:26:53.864-03:00</updated><title type='text'>Exu: tão maravilhoso, tão controverso, tão enigmático e tão atraente - por Jordam Godinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kGXmnBz2ILk/TCSPLB-Su8I/AAAAAAAADrg/AXIGF5jwTJo/s400/Imagem+190.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kGXmnBz2ILk/TCSPLB-Su8I/AAAAAAAADrg/AXIGF5jwTJo/s400/Imagem+190.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos iniciar este blog sem a proteção de Exu “Laroyê Exu”, e devemos sempre entender ou pelo menos saber um pouco mais desta maravilhosa entidade na Umbanda bem como Orixá no Candomblé. Este texto trata do que acumulamos e no que se baseia nossa convicção, mesmo que contrárias a muitos irmãos umbadistas, mas temos respeito e admiração por todos, como já publicamos nesse espaço quem somos, reafirmamos aqui que existe somente uma Umbanda, que evoluiu com o tempo e nos mostra uma riqueza de aprendizado e doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;NO CANDOMBLÉ:&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8YO80ikWZuw/S2Qo4j-mvpI/AAAAAAAAAWA/PNMhg2qalsE/s320/Exu+tri.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8YO80ikWZuw/S2Qo4j-mvpI/AAAAAAAAAWA/PNMhg2qalsE/s320/Exu+tri.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento, o sentido de guardião é muito parecido com a Umbanda, representado pela trunqueira de Exu. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o mundo material e espiritual seja plenamente realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente tanto no Brasil como na África, os cristãos sincretizaram Exu como o Diabo, por sua personalidade irreverente, e também por sua representação africana com o pênis ereto, representando a sensualidade e a fertilidade. É importante saber que a história distorce no período colonial e catequizador muitos detalhes que acabamos não descobrindo por ter os enviados da Santa Sé, corrompido ou simplesmente usurpado de relatos de suma importância das religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é confundido com Satanás, na teologia yorubá, Exu não está em oposição a Deus, e também não é a personificação do Mal.Mesmo porque nas Matrizes Africanas não existem diabos e nem entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs. O Diabo ou Satanás era um anjo que buscava ter mais poder que Deus e foi dado a ele o reino da terra para que assim tivesse poder, outra afirmação do cristianismo é que tudo o que acontece de errado é culpa do Diabo, ao contrário na mitologia yorubá, bem como no Candomblé os Orixás tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo possui de um modo geral dois lados: o positivo e o negativo. Exu também funciona de forma positiva ou negativa de acordo como é tratado. Por isso Exu é comparado ao mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exu consegue ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando não é tratado como se deve, simplesmente provoca mal entre as pessoas como desentendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser astucioso, vaidoso, culto, sábio, e grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos, os cristãos fizeram o dele símbolo da maldade e do ódio. Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom … ", na visão de Pierre Verger Exu age favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, Exu é um dos mais importantes Orixás nada se faz sem ele, é o primeiro a ser saudado, antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. Daí a semelhança com a Umbanda, que nada faz sem antes saudar Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NA UMBANDA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.graosdeluzegrio.org.br/imagens/modelo/oficinas_e_cooperativas/jovens/produtos-retalho/exu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://www.graosdeluzegrio.org.br/imagens/modelo/oficinas_e_cooperativas/jovens/produtos-retalho/exu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos aqueles que crêem que os Exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que crêem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Na Umbanda não se manifesta o próprio Orixá, por meio da incorporação. Em breve faremos um artigo sobre a diferença entre entidades e orixás, mas não é errado tratar os Exus na Umbanda como entidades, como também deveríamos aceitar que Exu é um Orixá, a falta do conhecimento ou mesmo do intercâmbio entre as religiões podem trazer aos praticantes muitas confusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade Exu não deve ser confundida com o (obsessor), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, a função do Exu (entidade) é a de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos Orixás, assim podemos constatar que a função é a mesma do Exu Orixá, a diferença é que o corpo do ser humano é coligado ao seu Exu por meio dos chacras, entrando em contado com a pessoa que procura sua ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ele quem traduz as vontades e desejos humanos para os Orixás ou seres superiores. É imprescindível a sua presença para a realização de qualquer trabalho, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. Possuem a função também de proteger o terreiro e seus médiuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos aqui o elo de ligação que faz Exu, independente de ser Umbanda ou Candomblé, a função é a mesma, lembrando que no Candomblé é o Orixá do Movimento, e quando falamos das dimensões estamos falando do movimento entre uma e outra dimensão, fazendo a ligação com os Orixás. Mesmo que muitos não concordem não podemos fechar os olhos para estas similaridades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dualidade de Exu confere a ele também a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu (entidade) habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas de entradas e saídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças de ver Exu no Candomblé e na Umbanda. No Candomblé, Exu é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O Candomblé considera que as divindades, ou seja, os Orixás, incorporam nos médiuns. Na Umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, entre outros, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda não considera Exu como Orixá, mas como entidade que está em uma linha tênue entre o baixo astral e o mundo terreno propriamente dito, esta nas cosias erradas de nosso mundo terreno, o que particularmente não acreditamos, como também não acreditamos que sejam espíritos em evolução, mas estão em uma missão a qual escolheram vir, nós acreditamos e respeitamos o Orixá Exu, e entendemos que a função seja no Candomblé ou na Umbanda são muito similares, guardadas as devidas proporções de culto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entidades são energias mais "densas". Essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de Exu para um espírito é transitória, na Umbanda entendemos que esta entidade poderá e deverá evoluir de acordo com suas ações ou também por sua vontade permanecer nesta condição, para continuar a ajudar outras entidades que necessitam, como também fazer a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Exus (entidades) são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos desajustados que podemos definir como não aceitam a condição em que se encontram por não terem se desligado da vida terrena, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas. Exu é neutro, não é bom nem mau. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Cristãos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro Exu não faz o mal, para Umbanda muitos foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, vadios, prostitutas, pessoas comuns, padres etc., na sua maioria cometeram alguma falha ou escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observarmos existem muitas similaridades entre o Exu no Candomblé e na Umbanda, claro que os cultos são totalmente distintos, claro que estamos falando de duas formas de energias diferentes, mas temos que prestar a nossa atenção na função que tem tanto em uma quanto em outra. Sabemos que a Umbanda é uma religião jovem em vista do culto africano, devemos respeito uns aos outros, mas é muito importante vermos quanto de próximos estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nisso que devemos nos apegar, pois a prática sempre será diferente, mas aprendemos muito uns com os outros, Exu é maravilhoso, é o que mantém aguçada a curiosidade das pessoas, e desmistificar a demonização é dever da Umbanda e do Candomblé e de todas as religiões de culto africano e afro-brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas Considerações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exus de Umbanda, de acordo com a crença religiosa, são espíritos de diversos níveis de luz que incorporam nos médiuns de Umbanda, Omolokô, Catimbó, Batuque, Santo Daime, Xambá e Candomblé de caboclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chamado “Exu Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem 7 hierarquias de 7 exus, denominados como Exu Coroados; São eles: Exu Sete Encruzilhada, Exu Veludo, Exu Tranca Rua, Exu Caveira, Exu Tiriri, Exu Marabô e Pomba Gira ou Pombo gira (Exu Feminino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns Exus na Umbanda: Exu Arranca Toco,Exu Asa Negra,Exu Belzebu,Exu Brasa,Exu Brasinha,Exu Calunga,Exu Calunguinha,Exu Capa Preta da Encruzilhada,Exu Capa Preta,Exu Capa Preta do Cemitério,Exu Capoeira,Exu Carranca,Exu Catacumba,Exu Caveira,Exu do Cemitério,Exu Cobra,Exu Corcunda,Exu Corrente,Exu Desmancha Tudo,Exu Destranca Ruas,Exu Duas Cabeças,Exu Quebra Galho,Exu Maré,Exu Facada,Exu Ganga,Exu Gato Preto,Exu Gira Mundo,Exu João Caveira,Exu da Campina,Exu da Morte,Exu do Lodo,Exu do Tronco,Exu Lorde da Morte,Exu Lúcifer,Exu Mangueira,Exu Marabô,Exu Matança,Exu das Matas,Exu Meia Noite,Exu Morcego,Exu Mulambo,Exu Pedra Preta,Exu Pimenta,Exu Pinga-Fogo,Exu Pirata do Mar,Exu Ponto Maioral,Exu Porteira,Exu Quebra Galho,Exu Rei,Exu Rei das 7 Encruzilhadas,Exu Rei das Trevas,Exu Sete Brasas,Exu Sete Buracos,Exu Sete Caminhos,Exu Sete Campas,Exu Sete Catacumbas,Exu Sete Caveiras,Exu Sete Covas,Exu Sete Cruzes,Exu Sete Encruzilhadas,Exu Sete Estradas,Exu Sete Facadas,Exu Sete Garfos,Exu Sete da Lira,Exu Sete Montanhas,Exu Sete Poeiras,Exu Sete Porteiras,Exu Sete Queimadas,Exu Tatá Caveira,Exu Teimoso,Exu Tiriri,Exu Toquinho,Exu Tranca-Gira,Exu Tranca-Ruas,Exu Tranca-Ruas das Almas,Exu Tranca-Ruas de Embaré,Exu Tranca-Ruas das Encruzilhadas,Exu Tranca-Ruas das Matas,Exu Tranca-Ruas do Mar,Exu Tranca Tudo,Exu Tronqueira.Exu Veludinho,Exu Veludo da Encruzilhada,Exu Veludo da Mata,Exu Veludo das Almas,Exu Veludo das Sete Encruzilhadas,Exu Ventania,Exu Vira-Mundo,Exu Quebra-Barranco,Exu Cascavel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos a todos muito Axé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referencias: &lt;br /&gt;African intellectual heritage Por Molefi K. Asante, Abu Shardow Abarry Publicado por Temple University Press, 1996 ISBN 1566394031;&lt;br /&gt;Notas sobre o culto aos orixás e voduns na Bahia de Todos os Santos e na antiga costa dos escravos na África Por Pierre Verger Publicado por EdUSP, 1999 ISBN 8531404754;&lt;br /&gt;Africa Por Phyllis Martin, Patrick O'Meara Publicado por Indiana University Press, 1995 ISBN 0253209846&lt;br /&gt;BASTIDE, Roger. O candomblé da Bahia - rito nagô. SP: Companhia das Letras.&lt;br /&gt;BENISTE, José. As águas de Oxalá. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.&lt;br /&gt;BENISTE, José. Orun-Aiye. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.&lt;br /&gt;VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. Salvador: Corrupio.&lt;br /&gt;Caboclo Araribóia, Mãe Maria da Ladeira, Exu Veludo, Preto Velho Tião D’Angola, Caboclo Cobra Coral, Exu Marabô, e a todas as linhas da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no Blog http://umbandadexango.blogspot.com em 11/07/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-5233618952927340397?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/5233618952927340397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=5233618952927340397' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5233618952927340397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/5233618952927340397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/07/exu-tao-maravilhoso-tao-controverso-tao.html' title='Exu: tão maravilhoso, tão controverso, tão enigmático e tão atraente - por Jordam Godinho'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kGXmnBz2ILk/TCSPLB-Su8I/AAAAAAAADrg/AXIGF5jwTJo/s72-c/Imagem+190.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6249399982638285695</id><published>2010-06-24T21:37:00.001-03:00</published><updated>2010-06-24T21:50:14.198-03:00</updated><title type='text'>O Exu na Igreja Evangélica - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/vidanaturezaeboasenergias.spaceblog.com.br/images/mn/1256812696/O-Guardiao-Do-Castelo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 329px; height: 400px;" src="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/vidanaturezaeboasenergias.spaceblog.com.br/images/mn/1256812696/O-Guardiao-Do-Castelo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A tolerência à diversidade é a palavra de ordem do momento.  Longe de querer pregar o repúdio a qualquer religião, pois todas exercem sua função social e espiritual, esse texto tem o objetivo de mostrar que em alguns templos o nome das entidades da Umbanda Sagrada é usado de maneira pejorativa e que ainda assim os incansáveis trabalhadores do Astral não baixam sua guarda e nem deixam de dar proteção àqueles que os difamam.&lt;br /&gt;Quantas e quantas vezes as entidades da Umbanda, em especial os compadres exus e as senhoras pombogiras, são invocadas nas igrejas evangélicas, como se fossem responsáveis por todo tipo de mal que afeta a vida de pessoas sofridas, que buscam solução para seus problemas nesses templos?  Os nomes das entidades mais populares do panteão da nossa religião são citados sem qualquer respeito ou pudor.  Os senhores Tranca-Ruas, Marabô, Tiriri, Tatá Caveira, Maria Padilha, Maria Mulambo e outros tantos são acusados de serem os responsáveis pelo infortúnio de pessoas desesperadas com questões materiais, espirituais, de saúde ou familiares.   Esses nobres trabalhadores são acusados de causar doenças, prejuízos materiais, destruir famílias e outras mazelas mais, num ato de total desrespeito aos símbolos (nesse caso, às entidades) da religião alheia. &lt;br /&gt;Esses mesmos detratores das nossas entidades – as quais acusam de serem demônios – batem no peito para bradar aos quatro ventos que “o diabo veio para mentir, roubar e matar” e não se atentam que eles próprios podem estar sendo enganados por um “diabo” (sem entrar no mérito da existência dessa figura mítica judaico-cristã) que mente, que os engana, dizendo se chamar Tranca-Ruas, Marabô, etc. Em outras palavras, zombeteiros adentram esses templos, usam os nomes das entidades da Umbanda, e aqueles mesmos que dizem que o “diabo” veio mentir, não notam que estão sendo vítimas de uma grande mentira.  Caem como patinhos na lábia de verdadeiros arruaceiros espirituais que conseguem usar uma religião para denegrir outra.  E o que é pior, denegrir justamente a imagem dos guardiões, daqueles que policiam sua ação nefasta no mundo espiritual e que se reflete de forma extremamente negativa no mundo material, atingindo mentes pouco esclarecidas e/ou preconceituosas, que não medem esforços em acusar os senhores exus, os verdadeiros soldados do Astral, os agentes da Lei Cósmica e cármica universal pelas mazelas que grassam as vidas daqueles que, desesperados, buscam ajuda.&lt;br /&gt;Os compadres exus têm seus nomes achincalhados de maneira vergonhosa dentro de algumas igrejas, que sem o menor pudor ignoram inclusive a Carta Magna do país, que garante o respeito a todos os cultos religiosos e seus símbolos.  Mal sabem esses detratores do mundo espiritual que, ao contrário deles, os nossos guardiões exus são desprovidos desse preconceito infantil e barato, e ali estão, à porta das diversas igrejas, trabalhando incansavelmente como sempre costumam fazer, impedindo que ataques do mais baixo reduto espiritual atinja a nós, encarnados, independente da religião que professamos.&lt;br /&gt;Se não fossem os nossos fiéis amigos exus, quantos ataques os diversos templos religiosos sofreriam dos elementos trevosos que, apesar de desprovidos do corpo carnal, rondam e obsedam o mundo material sem que a maioria se dê conta disso?&lt;br /&gt;Não importa o nome que se dê a eles.  Na Umbanda e na Kimbanda chamamos de exus.  Outros preferem chamar apenas de guardiões ou protetores, mas o importante é que estejam ali, guardando a entrada dos Centros Espíritas, das igrejas católicas, das protestantes tradicionais ou das neo-pentecostais, pois o fato é que ali estão, abnegados e cumprindo bem a sua tarefa de impedir que kiumbas ou trevosos deturpem o culto lá realizado.&lt;br /&gt;Se em algumas denominações (especialmente neo-pentecostais) certos espetáculos acontecem, com obsessores se passando pelos exus (principalmente os mais conhecidos, por assim dizer) é porque os próprios exus de lei permitiram que eles ali adentrassem, a fim de que participassem do show de horrores para depois serem encaminhados ao devido local de merecimento, ou então têm ciência do teatro que alguns fazem usando seu nome, sem que haja, na realidade, entidade qualquer ali.&lt;br /&gt;Em ambas as situações, levando-se em conta o seu caráter irreverente – apesar da seriedade com que realizam sua tarefa, os verdadeiros exus, aqueles que guardam incansavelmente até mesmo a porta das igrejas evangélicas, devem se divertir muito enquanto fazem o seu trabalho e observam essa “Broadway” de quinta categoria.  E para quem conhece bem essas entidades, sabe que sua gargalhada não é apenas uma manifestação de hilaridade, e sim um fundamento usado com mestria para descarregar situações tensas, onde elas se fazem necessárias.&lt;br /&gt;Exu está em toda parte, pois a sabedoria cósmica sabe como agir e onde colocar cada um de seus trabalhadores, para que desempenhem bem sua finalidade.  Se alguém possui o dom da vidência, não se espante se um dia se deparar com um compadre exu guardando a entrada de uma igreja evangélica.  O Universo possui razões que nós somos ainda muito imaturos para entender.&lt;br /&gt;Laroyê Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Fersan – 24/6/2010&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6249399982638285695?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6249399982638285695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6249399982638285695' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6249399982638285695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6249399982638285695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/06/o-exu-na-igreja-evangelica-por-douglas.html' title='O Exu na Igreja Evangélica - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1937109011539455940</id><published>2010-06-11T17:20:00.002-03:00</published><updated>2010-06-11T17:26:57.240-03:00</updated><title type='text'>O Erveiro na TV - É a Umbanda ultrapassando limites - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fFKe9VywB4M/S6LfIQQuOoI/AAAAAAAAAHY/-KD9jmt3ZK4/s320/ervas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fFKe9VywB4M/S6LfIQQuOoI/AAAAAAAAAHY/-KD9jmt3ZK4/s320/ervas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;No dia 10 de junho de 2010 tivemos uma agradável surpresa na programação vespertina da TV aberta.  Entre tantas coisas fúteis e inúteis (algumas até daninhas, arrisco dizer), tivemos a imensa honra de acompanhar uma entrevista (provavelmente a palavra mais correta seria uma palestra, dada a qualidade do evento) com o nosso querido e admirável Adriano Camargo, sacerdote do Templo Ventos de Aruanda, em São Bernardo do Campo.&lt;br /&gt; O “Erveiro”, como é conhecido, estava completamente à vontade perante a apresentadora e as câmeras, como quem já está habituado a esse tipo de acontecimento.  Mas na realidade sabemos que as câmeras de TV não fazem parte do cotidiano de Adriano Camargo.  A sua desenvoltura se devia, na verdade, à confiança e ao respeito que tem naquilo que conhece e fala, pois não fala como demagogos, que querem apenas o brilho dos holofotes.  O Erveiro fala como quem leva adiante a bandeira da sua religião, manifestada, entre outras nuances, no uso espiritual e terapêutico das ervas.&lt;br /&gt; Numa atitude de inteligência e respeito às diversidades, Adriano deixou claro logo no início de sua participação, que o uso das ervas não é uma modalidade restrita à Umbanda e seus rituais. Seu uso é milenar, faz parte de diversas religiões e até mesmo de tratamentos médicos sem qualquer ligação religiosa.  As ervas são instrumentos deixados aos homens pelas divindades, que devem usá-las da melhor maneira possível, para os mais diversos fins, e isso não está ligado a nenhum dogma religioso.  Seu uso é livre para qualquer pessoa, de qualquer religião.&lt;br /&gt; Sempre com um sorriso estampado, Adriano Camargo deu várias dicas em relação às ervas, com a responsabilidade de não misturar assuntos religiosos com profanos e principalmente sem entrar em questões de fundamentos, informações restritas aos templos de Umbanda, e que por questão de segurança dos leigos e respeito aos rituais, ali devem permanecer.  Conseguiu a proeza de falar de um tema inerente à Umbanda sem profaná-la. É a arte de transmitir a informação com responsabilidade.&lt;br /&gt; Um momento divertido que merece destaque, foi quando ensinou como fazer as arrudas crescerem fortes e bonitas:&lt;br /&gt; _Fale à arruda – disse Adriano – que se ela não crescer direito, vou plantar violetas em seu lugar.&lt;br /&gt; Tenho certeza que muita gente correu ao seu vasinho de arruda para dar essa bronca na plantinha.  As violetas certamente acharam graça nisso.&lt;br /&gt; Não resta dúvidas de que sua participação rendeu bons índices de audiência ao programa, pois ao final da sua participação, a simpática apresentadora Cátia Fonseca afirmou que em breve o Erveiro estará lá novamente, dando novas boas dicas a todos nós.&lt;br /&gt; Seguindo o próprio conselho de Adriano, ao falar sobre a manipulação das ervas e outros elementos, deixo aqui duas palavrinhas a esse nobre guerreiro de Aruanda: POR FAVOR, continue compartilhando seu conhecimento conosco e OBRIGADO por levar ao Brasil o nome da Umbanda de forma tão digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Axé sempre.&lt;br /&gt; Douglas Fersan – 11/06/2010&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1937109011539455940?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1937109011539455940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1937109011539455940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1937109011539455940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1937109011539455940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/06/o-erveiro-na-tv-e-umbanda-ultrapassando.html' title='O Erveiro na TV - É a Umbanda ultrapassando limites - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fFKe9VywB4M/S6LfIQQuOoI/AAAAAAAAAHY/-KD9jmt3ZK4/s72-c/ervas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-7496913240395404101</id><published>2010-05-26T17:38:00.002-03:00</published><updated>2010-05-26T17:54:11.260-03:00</updated><title type='text'>Laços que a Umbanda aperta (aos umbandistas que vivem fora do Brasil) - por Douglas Fersan</title><content type='html'>&lt;a href="http://sensivelldesafio.zip.net/images/exilio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 332px;" src="http://sensivelldesafio.zip.net/images/exilio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você, brasileiro, que está em Trás-os-Montes,&lt;br /&gt;Em Tóquio,&lt;br /&gt;Em Los Angeles...&lt;br /&gt;Você brasileiro que está fora do Brasil, que sente saudade do nosso clima tropical, da nossa gente abençoada, da caipirinha, da feijoada, da roda de samba, da moda de viola, da diversidade cultural quase incompreensível que só existe aqui, deve sentir falta também da nossa religiosidade tão típica e abrangente.&lt;br /&gt;Quem freqüenta um terreiro de Umbanda e está acostumado a ouvir os conselhos do preto-velho, a gargalhada do exu e o brado do caboclo, a sentir o aroma aconchegante da defumação, o toque visceral dos atabaques e a presença amiga dos orixás, certamente sente um vazio ao viajar para outro país, onde a presença desses elementos não é tão comum.  Imagine então quem passa a viver definitivamente em outro país.&lt;br /&gt;Sabemos que a Umbanda é praticada em várias regiões do mundo, no entanto o Brasil é a sua morada principal.  É aqui que ela encontra todos os elementos étnicos, físicos, naturais, culturais e espirituais para plantar a semente da paz, da fé e da caridade nos corações.  É no solo brasileiro que o preto-velho pisou com seus pés calejados e cansados, mas sempre dispostos a caminhar em direção à luz de Oxalá.   Foi pelas matas de Oxossi que o caboclo bradou e lutou para manter viva a sua cultura milenar, a sua sabedoria nativa.  Foi pelos campos brasileiros que as crianças brincaram, espalhando sua inocência sábia e curiosamente pueril.&lt;br /&gt;A espiritualidade não é privilégio do Brasil. Em qualquer canto do mundo haverá espíritos empenhados em praticar o bem, em prestar a caridade e auxiliar o homem na sua caminhada em direção ao progresso.  Mas no Brasil temos toda uma aura mágica que faz as coisas acontecerem de uma forma mais intensa, que transcende os limites geográficos, que certamente não existem na espiritualidade e que cada povo emana à sua maneira, segundo seus costumes e crenças, mas que paira radiante sobre o espaço brasileiro.&lt;br /&gt;A Umbanda não deixa seus filhos, por mais longe que estejam.  Mesmo que em um país distante, onde seja praticamente impossível encontrar um terreiro, uma vela vermelha e preta e jogar flores a Iemanjá, os filhos de Umbanda estarão ligados a ela por ços espirituais apertados, bem como a seus irmãos-de-fé, que daqui das terras tupiniquins torcem pelo sucesso dos que se aventuraram por outras terras.&lt;br /&gt;Laços que a Umbanda aperta não se desfazem facilmente.  Nem o tempo e nem a distância são capazes de separar irmãos que se uniram pelos laços sagrados e fraternos que unem cada filho-de-fé que leva ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá.&lt;br /&gt;Daqui de nossa terra tão sofrida, mas tão abençoada, vibramos amor fraterno e saudade a todos os irmãos que se encontram distantes e saudosos do clamor poderoso dos atabaques.  Que Oxalá ilumine seus passos por esse mundo tão longínquo.&lt;br /&gt;Que Ogum abra seus caminhos que Exu afaste todos os perigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi esse pequeno texto em homenagem a todos os irmãos-de-fé que estão em outros países, com saudade da nossa querida Umbanda, pois notei que diariamente o blog é visitado por pessoas de outros países..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em especial para você, Bia (Fabiana Rondon), que está com o coração apertadinho aí em Portugal.&lt;br /&gt;Douglas Fersan – 25/05/2010&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-7496913240395404101?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/7496913240395404101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=7496913240395404101' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7496913240395404101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/7496913240395404101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/05/lacos-que-umbanda-aperta-aos.html' title='Laços que a Umbanda aperta (aos umbandistas que vivem fora do Brasil) - por Douglas Fersan'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-1367268974811591877</id><published>2010-05-18T23:05:00.003-03:00</published><updated>2010-05-18T23:19:14.485-03:00</updated><title type='text'>Jorge da Capadócia - por Alexandre Cumino</title><content type='html'>&lt;a href="http://mmeka.files.wordpress.com/2008/07/sao-jorge2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 376px;" src="http://mmeka.files.wordpress.com/2008/07/sao-jorge2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge da Capadócia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domínio Público&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jorge sentou praça na cavalaria&lt;br /&gt;E eu estou feliz porque também sou da sua companhia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas de fogo, meu corpo não alcançarão&lt;br /&gt;Facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar&lt;br /&gt;Cordas e correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge é de Capadócia, Salve Jorge!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras de Alexandre Cumino sobre a Oração (Musica e Poesia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Jorge da Capadócia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta música se tornou conhecida na interpretação de Jorge Benjor, e muitos consideram como sendo dele a composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto é de domínio público, de autoria desconhecida, e já foi interpretada também por Caetano Veloso, Racionais MC e outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge da Capadócia é São Jorge, mártir e santo guerreiro, sincretizado com o Orixá Ogum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Capadócia é uma região da Turquia em que acredita-se tenha origem o homem que mais tarde se tornaria soldado do Imperador Diocleciano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo que ordenaria seu martírio, assim como de São Sebastião e outros que igualmente são santos e mártires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Jorge em vida além de sobreviver a todos os martírios a ele infringidos, sendo finalmente degolado, é conhecido por ter vencido um dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montado em seu cavalo brando e empunhando lança e espada na mão salvou a donzela que mais tarde seria conhecida como "santa salvada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os fiéis buscam em São Jorge suas qualidades de guerreiro e homem determinado, sua espada representa as leis divinas e a lança a direção a ser tomada, simbolismo que encontrará analogia com o Orixá Ogum e na mesma medida em que o Santo Católico é esquecido ou colocado de lado na Madre Igreja é aclamado pelo catolicismo popular e nos cultos afro-brasileiros. Não é raro encontrar sambista que traga São Jorge no peito, literalmente engastado em ouro, como vemos em Zeca Pagodinho ou Dudu Nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A letra tão bem interpretada nos 4 cantos deste "Brasilsão" é muito usada nos cultos de Umbanda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente nos rituais chamados de "fechar o corpo", que dá para entender e empresta sentido e significado à letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no inicio vemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge sentou praça na cavalaria&lt;br /&gt;E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma referência ao fato de ele ser da guarda romana e mais que isso sua qualidade de guerreiro. Ter alguém com estas qualidades em nossa companhia só pode ser uma alegria, quando constatamos que este guerreiro trabalha em nome de Deus. Jorge teve seu martírio por não negar sua fé em Cristo. Logo sua companhia é uma proteção em minha jornada. Apesar de não citar diretamente á Ogum, por identificarmos o simbolismo se faz importante o encontro de informações a cerca deste Orixá na letra. Pois que Ogum é o Orixá dos caminhos, que abre os caminhos de corta as demandas. A companhia de Jorge aqui se refere também a estas qualidades de Ogum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir esta frase pensamos logo nas vestes romanas, naquela roupa ou armadura que ele aparece vertido, no alto de seu cavalo branco. No entanto as ?roupas? e as ?armas? de Jorge, são uma referência a suas qualidades. Meu escudo e proteção maior são em si as virtudes de Jorge, que inclusive encontram mais um simbolismo no (desculpe a redundância) ?alvo? cavalo branco, mais uma vez ressaltando sua motivação. No que este cavaleiro vem montado? Num "veículo" branco, branco como a luz, branco como o dia, o sol, como a paz, a liberdade, branco como tudo o que o branco simboliza.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem&lt;br /&gt;Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Inimigos aqui tem dois sentidos, afinal Jorge venceu o dragão, o inimigo, mas o maior dos dragões são nossos vícios, nosso ego, nossa vaidade. Embora nos dê força para vencer o "outro" que por ventura se coloque como inimigo, nosso maior inimigo somos nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem eles e nem nós, pois já diz o velho ditado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos pensamentos se tornam palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas palavras se tornam ações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas ações se tornam hábitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes o nosso destino...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento é tudo, se existe um campo de guerra ?minado? é o nosso campo mental, racional e emocional, consciente e inconsciente. Há... nossos pensamentos... quem os controla? Este nós chamamos de Mestre, nas escolas de espiritualidade de hinduismo, de ensinamentos milenares, os exercícios de Yoga e meditação mais avançados são dedicados a esvaziar a mente, buscando equilíbrio e serenidade. A tão almejada paz de espírito, é a única vitória que se almeja em qualquer batalha travada de si com sigo mesmo. Em todas as jornadas espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Armas de fogo, meu corpo não alcançarão&lt;br /&gt;Facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar&lt;br /&gt;Cordas e correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma parte da letra que vai bem ao encontro da idéia de "fechamento de corpo", mas ao contrario do que pensam, salvo alguns milagres e fenômenos, embora as letras falem de balas, facas, espadas e correntes, o fechamento de corpo é uma forma de fechamento e proteção espiritual e não material. É a busca por uma proteção que é em si a aproximação entre o adepto e seu santo ou orixá de devoção. Procura-se nestes rituais fazer uma limpeza espiritual e um descarregar de energias negativas, parta então criar um ?aura?, como uma redoma da força e poder relacionados a Jorge e Ogum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que só se mantém com o merecimento de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Cumino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacerdote de Umbanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Umbanda Sagrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio de Umbanda Pena Branca&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-1367268974811591877?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/1367268974811591877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=1367268974811591877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1367268974811591877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/1367268974811591877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/05/jorge-da-capadocia-por-alexandre-cumino.html' title='Jorge da Capadócia - por Alexandre Cumino'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-4520709863533907255</id><published>2010-05-18T22:25:00.007-03:00</published><updated>2010-05-18T22:36:45.353-03:00</updated><title type='text'>Censo 2010 - Sou umbandista sim!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm5.static.flickr.com/4037/4459325113_9fa6050385.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 371px;" src="http://farm5.static.flickr.com/4037/4459325113_9fa6050385.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou repassando esta informação pelo grau de importância do Censo&lt;br /&gt;para todos nós umbandistas, pois esperamos neste Censo - 2010&lt;br /&gt;fazer a diferença. Estamos todos envolvidos em campanhas para conscientização&lt;br /&gt;de que não somos católicos, nem espiritas. SOMOS UMBANDISTAS !!!&lt;br /&gt;E vamos mostrar neste Censo que temos ORGULHO DE SER UMBANDISTA.&lt;br /&gt;Segue abaixo informações sobre o Censo que começa em 1º de Agosto.&lt;br /&gt;Parece que está longe, mas o importante é que este tema, Censo - 2010,&lt;br /&gt;permaneça presente em nossas mentes e inspirando assuntos para que&lt;br /&gt;mais e mais umbandistas passem a falar da importância de assumir a &lt;br /&gt;identidade umbandista. E claro responder Sou Umbandista !!!&lt;br /&gt;Quando alguém lhe perguntar qual a sua religião.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Alexandre Cumino - Sacerdote Umbandista&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;05/05/2010 - 11h56&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Censo 2010 começa em 1º de agosto e poderá ser feito pela internet;&lt;br /&gt;custo chega a quase R$ 2 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do UOL Notícias*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou nesta quarta-feira (5), em Brasília, que os brasileiros começam a preencher os formulários do Censo 2010 em dia 1º de agosto, que terá um custo total de quase R$ 2 bilhões. Pela primeira vez, o censo será totalmente informatizado, e os entrevistados poderão optar por responder as perguntas pela internet. O último censo foi realizado em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão responsável pelo censo, dividirá todo o território brasileiro em 314 mil setores, cada um sob responsabilidade de um recenseador. Serão distribuídos 230 mil equipamentos de mão, pelos quais os recenseadores irão coletar as informações dos entrevistados e enviá-las a um computador central. Após o censo, os equipamentos deverão ser doados para escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o entrevistado preferir, poderá responder as perguntas via web, mas mesmo assim terá que receber em casa o recenseador, que irá lhe informar uma senha de acesso e dará as orientações de como transmitir as informações. Segundo o ministro, contudo, a coleta de dados pela internet encontrará dificuldades em muitos lugares do país onde não há conexão de banda larga. Outra preocupação do ministério é em torno de um possível receio da população em receber os recenseadores em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos ter que fazer uma campanha de conscientização, talvez envolvendo até o presidente Lula, para que as pessoas entendam qual é o papel do recenseador e os recebam bem. Às vezes as pessoas ficam desconfiadas, mas eles (os recenseadores) terão crachá, número, identificação, colete e boné”, afirmou Bernardo em entrevista coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBGE, todos os 58 milhões de domicílios brasileiros serão visitados. Atualmente, segundo Nunes, 23 mil agentes do instituto já estão nas ruas fazendo um inventário dos domicílios. A expectativa é de que até o final de 2010 sejam divulgados os dados mais básicos, como o tamanho da população, sexo, cor e a estrutura etária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Coletarmos informações das características dos domicílios, relações de parentesco, fecundidade, educação, renda, cor, raça, religião, línguas faladas, entre outras. Essas informações vão permitir, dentre outras coisas, definir o número de vereadores e os repasses aos municípios”, diz Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o IBGE, o Censo terá dois tipos de questionários. O mais simples, com cerca de 15 perguntas, será direcionado à maioria dos cidadãos, que levarão de 10 a 15 minutos para respondê-lo. Já o questionário do tipo amostra será respondido apenas por parte das pessoas e terá mais de 100 perguntas. Neste caso, o tempo da entrevista será de 30 a 40 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Com informações da Agência Brasil &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-4520709863533907255?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/4520709863533907255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=4520709863533907255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4520709863533907255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/4520709863533907255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/05/estou-repassando-esta-informacao-pelo.html' title='Censo 2010 - Sou umbandista sim!!!'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm5.static.flickr.com/4037/4459325113_9fa6050385_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-9046197910365017003</id><published>2010-03-07T22:24:00.002-03:00</published><updated>2010-03-07T22:36:23.362-03:00</updated><title type='text'>Eu sou Umbandista - por Etiene Sales.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/S5RUbnqlSyI/AAAAAAAAAJo/2DWgyoiD5f4/s1600-h/obnan%C3%A3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/S5RUbnqlSyI/AAAAAAAAAJo/2DWgyoiD5f4/s400/obnan%C3%A3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446070682878561058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu sou Umbandista...Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?&lt;br /&gt;É não ter vergonha de dizer: "Eu sou Umbandista".&lt;br /&gt;É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.&lt;br /&gt;É se dar,acima de tudo a um trabalho espiritual.&lt;br /&gt;É saber que um terreiro,um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros,centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.&lt;br /&gt;É saber respeitar para ser respeitado,é saber amar para ser amado,é saber ouvir para ser escutado,é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.&lt;br /&gt;É saber que a Umbanda não faz milagres,quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.&lt;br /&gt;É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação,mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.&lt;br /&gt;É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.&lt;br /&gt;É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.&lt;br /&gt;É saber que nem sempre estamos preparados. Que são necessários sacrifícios,tempo e dedicação para o sacerdócio.&lt;br /&gt;É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.&lt;br /&gt;É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.&lt;br /&gt;É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.&lt;br /&gt;É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.&lt;br /&gt;É ser chamado de atrasado, de sujo,de ignorante, conservador, alienígena,louco. E ainda assim,amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.&lt;br /&gt;É ser ofendido físico,espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.&lt;br /&gt;É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos encostos e mesmo assim levantar a cabeça,sorrir e seguir em frente com dignidade.&lt;br /&gt;É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja Umbandista.&lt;br /&gt;É acreditar mesmo nos piores momentos,com a pior das doenças,estando um caco espiritual e material,que os Orixás e os guias,mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado,momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.&lt;br /&gt;É dizer sim, onde os outros dizem não!&lt;br /&gt;É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.&lt;br /&gt;É vestir o branco sem vaidade.&lt;br /&gt;É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.&lt;br /&gt;É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.&lt;br /&gt;É chorar, sorrir, andar,respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.&lt;br /&gt;É ter vergonha de pedir aos Orixás por você,mas não ter vergonha de pedir pelos outros.&lt;br /&gt;É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata,nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.&lt;br /&gt;É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro,seja numa encruza, seja na calunga,seja no cemitério, seja na macaia,seja nos caminhos. Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.&lt;br /&gt;É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa,mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.&lt;br /&gt;É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.&lt;br /&gt;É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.&lt;br /&gt;É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.&lt;br /&gt;É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.&lt;br /&gt;É ter esperança que um dia, nós Umbandistas,acharemos a receita do respeito mútuo.&lt;br /&gt;É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática,sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.&lt;br /&gt;É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.&lt;br /&gt;É saber o que significa a Umbanda não para você,mas para todos.&lt;br /&gt;É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer,pensar e ser,ser e nunca estar.&lt;br /&gt;É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda,caridade, luta, justiça, cura, lágrima… e bom,mal e bem...Os problemas,as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.&lt;br /&gt;É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.&lt;br /&gt;É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.&lt;br /&gt;É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-9046197910365017003?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/9046197910365017003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=9046197910365017003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9046197910365017003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/9046197910365017003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/03/eu-sou-umbandista-por-etiene-sales.html' title='Eu sou Umbandista - por Etiene Sales.'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/S5RUbnqlSyI/AAAAAAAAAJo/2DWgyoiD5f4/s72-c/obnan%C3%A3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-6691073133790045155</id><published>2010-03-04T13:54:00.002-03:00</published><updated>2010-03-04T14:03:13.411-03:00</updated><title type='text'>O Brasil é denunciado junto a ONU por intolerância e ditadura religiosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wLrZR8iM1dU/SrL09UdExuI/AAAAAAAAAUw/Qtk-DrE6fjI/s320/diversidade-religiosa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLrZR8iM1dU/SrL09UdExuI/AAAAAAAAAUw/Qtk-DrE6fjI/s320/diversidade-religiosa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A yaloriyá Gilda morreu de infarto fulminante em 1999 depois que membros de uma igreja neopentecostal (Universal do Reino de Deus) invadiram seu templo e a acertaram na cabeça com uma Bíblia. É a imagem mais crua e sintética da intolerância religiosa que cresce no Brasil e que acaba de ser denunciada na Organização das Nações Unidas. Este sectarismo se expressa especialmente contra as religiões de origem africana, como no caso da sacerdotisa do candomblé Gilda, segundo o informe que a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) entregou esta semana a Martin Uhomoibai, presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Mas, também se manifesta contra outros cultos, como o judeu, o católico, o espírita e o muçulmano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O documento apresentado por uma comissão multissetorial e de diferentes credos, relatando 15 casos atendidos pela CCIR em quatro Estados brasileiros, acusa das agressões, perseguições e propagação da intolerância religiosa as igrejas neopentecostais, especialmente a Igreja Universal do Reino de Deus. No discurso de captação de fieis dessas igrejas, que se baseiam na “satanização” das religiões afro-brasileiras, também “os judeus se converteram nos “assassinos de Cristo”, católicos em “idólatras de demônios”, protestantes históricos são acusados de “falsos cristãos” e muçulmanos de “demoníacos” por seguir Maomé e não Jesus”, diz o documento.&lt;br /&gt;A comissão foi criada há pouco mais de um ano e está formada por 18 instituições religiosas e defensoras dos direitos humanos, como a Federação Israelita do Rio de Janeiro, a Congregação Espírita de Umbandistas do Brasil e outras vinculadas às religiões protestante, católica, muçulmana, candomblé, budistas e grupos ciganos e indígenas. A CCIR surgiu da “necessidade cada vez mais urgente de defesa dos religiosos de origem africana, frente aos processos de aniquilamento e demonização de suas práticas religiosas”, explica o documento entregue à ONU.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8209329794174682970-6691073133790045155?l=umbandaemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/feeds/6691073133790045155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8209329794174682970&amp;postID=6691073133790045155' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6691073133790045155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8209329794174682970/posts/default/6691073133790045155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umbandaemdebate.blogspot.com/2010/03/o-brasil-e-denunciado-junto-onu-por.html' title='O Brasil é denunciado junto a ONU por intolerância e ditadura religiosa'/><author><name>Douglas Fersan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11348373652127021679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3CQpqCFK9hc/SM16b1JDloI/AAAAAAAAAAU/73pRaGxTK2Y/S220/douglas.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLrZR8iM1dU/SrL09UdExuI/AAAAAAAAAUw/Qtk-DrE6fjI/s72-c/diversidade-religiosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8209329794174682970.post-2891948675132066019</id><published>2010-02-13T19:14:00.002-02:00</published><updated>2010-02-13T19:19:50.358-02:00</updated><title type='text'>O encanto dos Orixás - Por Leonardo Boff</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.mondobhz.com.br/userfiles/image/literatura/noticia/2009/09/leonardoBoff.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://www.mondobhz.com.br/userfiles/image/literatura/noticia/2009/09/leonardoBoff.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuína brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.&lt;br /&gt;O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.&lt;br /&gt;O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento incessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso país criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe-Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteísmo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.&lt;br /&gt;A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.&lt;br /&gt;Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York, que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos, elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título: O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T.S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.&lt;br /&gt;Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são pu
