domingo, 23 de setembro de 2018

Mediunidade na infância: como agir?




Uma pessoa é considerada médium quando se comunica de forma clara com os espíritos. A mediunidade pode ocorrer através de uma intuição, visão, fala, audição ou pela psicografia de textos ditados por espíritos. Não há idade específica para o princípio destas ocorrências. Mas, existem relatos de algumas pessoas sobre como acontece o início da mediunidade na infância.

OS PRIMEIROS SINAIS DE MEDIUNIDADE
As comunicações com espíritos tendem a aumentar assim que a criança começa a falar. Ver e ouvir costumam ser as primeiras interações dos pequenos, que podem acontecer ao mesmo tempo. Na maior parte dos casos, as crianças não têm medo daquela presença e não conseguem entender como os pais não veem o que eles estão enxergando. Como nesta fase eles ainda não entendem o conceito de morte, encaram com ingenuidade aquela companhia.

OS FANTASMAS DO BEM
As crianças que manifestam mediunidade costumam ter contatos positivos. Eles podem enxergar espíritos protetores e amigos de vidas anteriores. Por isso, é comum ver bebês rindo sem motivo. Também ocorre a visita de parentes desencarnados e de espíritos que assumem uma fisionomia infantil, para ter a amizade das crianças com facilidade.

MEMÓRIAS PASSADAS
Algumas pessoas que nascem com a mediunidade aflorada, conseguem ter lembranças de vidas passadas e em alguns casos até rejeitam a família atual. Segundo o filósofo francês, Léon Denis, que é seguidor da doutrina espírita, as crianças médiuns podem ser grandes mentes do futuro. Ele acredita que os espíritos podem manipular para que estas pessoas sejam verdadeiros gênios amanhã.

OS AMIGOS IMAGINÁRIOS
De acordo com pesquisas, três em cada dez crianças falam sobre um amigo invisível. Isso quer dizer que todas elas são médium? Não necessariamente. Segundo Marta Antunes, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, não existe uma forma exata de constatar que uma criança possui mediunidade. O aconselhável é que os pais estejam sempre por perto e observem o comportamento dos filhos, proporcionando todo o apoio necessário.

ALGUMAS DICAS PARA OS PAIS
O primeiro conselho é encarar tudo com naturalidade. Crianças médiuns são saudáveis e não possuem sinais de depressão ou apatia. Veja um manual prático rápido abaixo:
– Tentem conversar com os filhos sobre o assunto sem demonstrar espanto. Esta é uma forma de conseguir mais informações a respeito das ocorrências;
– Nunca acuse a criança de estar mentindo. Isso pode fazer o pequeno negar sua mediunidade e acreditar que está com problemas psicológicos. Também não é interessante incentivar em excesso essa habilidade, para não a fazer se desinteressar pelo mundo físico;
– Procure apoio num centro espírita de confiança ou com um psicólogo. Apesar da Psicologia não acreditar na mediunidade, psicólogos consideram normal a presença de amigos imaginários na infância. Um acompanhamento pode ajudar seu filho a passar por isso sem problemas.










quinta-feira, 14 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda. 15: tenha paciência com os mais novos e respeito pelos mais velhos - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

15. Tenha paciência com os novos e respeito pelos mais velhos.
Nunca duvide do potencial de alguém. Muitas vezes, quando um médium jovem começa seu desenvolvimento num templo de Umbanda, outros costumam torcer o nariz e se esquecem que um dia já estiveram nessa condição. Todos um dia começaram... somos todos eternos aprendizes.

Por outro lado é comum (ainda mais em tempos de internet, que facilita o acesso a informações - nem sempre confiáveis) vermos o conhecimento dos mais velhos (e experientes) ser menosprezado ou colocado em dúvida. Não podemos esquecer que a maior faculdade de Umbanda é o terreiro e os maiores mestres são os pretos velhos, caboclos, exus... De nada valem cursos, faculdades, ter dado duas, três ou quatro obrigações aos orixás... Nada disso equivale à experiência, e isso só se adquire com o tempo, que nem todos têm paciência para respeitar.

Então nunca esqueça: todos são importantes dentro de um ritual de Umbanda. Jovens que desenvolverão sua potencialidade e os mais velhos, que transmitirão seu conhecimento. A vida é uma eterna escola.

Douglas Fersan

quarta-feira, 13 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda: 14 - ouça mais e fale menos - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

14. Fale menos e escute mais.
Somos todos meros aprendizes e se estamos em um templo espiritualista é porque os espíritos que ali se manifestam sabem mais que nós. Os mais antigos na religião também, portanto é fundamental manter os ouvidos abertos aos ensinamentos e às experiências que eles podem nos transmitir.

Dizem os antigos que "quem fala demais dá bom dia a cavalo", ou seja, acaba falando besteira, perdendo a grande oportunidade de ficar calado. Quem fala demais fala o que não deve, fala dos outros, é maledicente, inconsequente e se torna desagradável. Quem fala demais é porque cuida demais do comportamento e da vida dos outros e, por consequência, deixa de fazer a sua parte.

Não deixe de falar o que é necessário, mas antes avalie se realmente aquilo é necessário, senão você acabará caindo em descrédito, pois é isso que fatalmente acontece com quem fala demais. E quem fala de um, fala todos.

Os antigos também diziam que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca justamente para ouvirmos mais e falarmos menos. Sábios esses antigos...

Douglas Fersan

terça-feira, 12 de junho de 2018

15 dias de como se portar na Umbanda. 13: não apresse os acontecimentos - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

13. Não apresse os acontecimentos. Tudo acontece no tempo certo.
A maioria das pessoas que entra para a corrente de Umbanda é tomada por um certo fascínio, o que é perfeitamente compreensível, afinal ver a dança dos orixás, ouvir as entidades cantando seus pontos, o som dos atabaques é algo indescritível e só quem está dentro de um templo de Umbanda compreende.

Assim, os novatos na Umbanda ficam ávidos pelos acontecimentos. Querem a todo custo desenvolver a sua mediunidade, querem dar passagem aos seus guias, querem fazer obrigações, amacis, e tudo mais que faz parte do ritual.

Mas na Umbanda não existe curso supletivo. Tudo é fruto de caminhada passo a passo, sem atalhos. É preciso paciência e resignação para vivenciar cada passo da caminhada do desenvolvimento. Primeiro sentir apenas alguns arrepios, depois a vibração das entidades e todo o processo até que elas tenham firmeza para estar realmente em terra e realizar seus trabalhos.

De nada adianta querer fazer obrigações a esse ou aquele orixá. É preciso antes de tudo estar preparado para fazê-las, pois é uma questão de responsabilidade, conhecimento e firmeza.

Cai em grave erro o médium que força a situação e coloca a carroça na frente dos bois. Assim ele estará impedindo que a mediunidade realmente se manifeste e estará "furando a fila", impedindo que seus guias consigam realmente ter o controle da situação.

A Umbanda é uma escola e as conquistas vêm de degrau em degrau. E subir respeitosamente os degraus nos torna mais fortes, sábios, competentes e responsáveis.

Douglas Fersan

segunda-feira, 11 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda: 12 - Acate as regras do terreiro - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

12. Acate as regras do terreiro. Elas são fruto de um trabalho construído.
Lembre-se que quando você chegou ao terreiro ele já existia e as regras que o regem também. Elas são fruto de um trabalho construído ao longo de anos, a partir das necessidades percebidas pelos dirigentes e pelas entidades da casa. Cada vertente umbandista (e existem várias) segue uma tradição, portanto não tente impor ou subverter uma tradição que é nova para você. Se em outro terreiro você praticava os rituais de uma forma diferente, lembre que você estava em OUTRO terreiro.

Você não é o dono da verdade e nem o juiz das situações. Muitas vezes não concorda com determinada regra ou forma de trabalho, mas ela foi instaurada a partir da observação atenta de quem já trabalhava na casa antes de você. Se não concorda ou não entende, procure o dirigente e pergunte, mas não tente ser o revolucionário tentando levantar bandeiras que irão subverter o que já existia antes e que provavelmente você não sabe a razão. Se essas regras e esses costumes existem é porque são necessários para o bom funcionamento dos trabalho.

E mais importante ainda: JAMAIS USE O NOME DAS SUAS ENTIDADES para dizer que essa ou aquela regra está errada. Errado está você ao não compreender que quando suas entidades aceitaram trabalhar naquela casa, automaticamente elas já aceitaram as regras que haviam lá. Ao usar o nome das entidades para dizer o que você não teve coragem de dizer à paisana, você cai num duplo erro: o da insubordinação e o da mistificação. Então, se tiver que falar, fale por você, diga que VOCÊ não concorda, mas tenha fundamentos, argumentos sólidos e não esqueça que as regras já existiam quando você chegou lá e ao entrar, automaticamente você as aceitou.

Douglas Fersan

domingo, 10 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 11: Use menos o "eu" e mais o "nós" - por Douglas Fersan




11. Use menos o "Eu" e use mais o "NÓS".
Não se iluda. Sozinho você não abre uma gira de Umbanda. Sozinho você não dá passes, sozinho você não tem mironga e nem axé.


Sabe por que não? Porque sozinho você é apenas o médium, o instrumento, a ferramenta. Além dos seus irmãos encarnados, que fortalecem e fazem funcionar uma gira de Umbanda, você precisa dos orixás e dos seus guias (mentores), e sem eles você não é nada. Você não é um mago, um super-médium e nem nada disso.

Você é importante dentro dos trabalhos. Mas não é único e nem insubstituível, então pare de alimentar seu ego com falsas crenças num potencial ou num super-poder que provavelmente você não tem. Você terá sim, muita força para ajudar as pessoas, mas desde que tenha todos os seus irmãos fortalecendo a corrente, os guardiões dando a devida proteção, os orixás emanando as radiações necessárias e as entidades para falar através do seu aparelho. Senão, você será só o aparelho... desligado. Só isso.

Então pare de falar que fulano foi ao terreiro por causa do "seu" baiano ou do "seu" caboclo ou do "seu" preto velho. Eles não são seus. Você que é um mero instrumento para a prática da caridade. E só será um instrumento eficiente se estiver de coração e espírito puro e estar puro inclui lavar-se do ego também.

Então, se quer ser um bom trabalhador de Umbanda, pare com o estrelismo. Não precisamos disso. Deixe seu ego em casa, de preferência trancado num baú a sete chave e passe a usar o "NÓS" no lugar do "EU". Afinal, já diziam os antigos, que uma andorinha só não faz verão... imagina uma gira de Umbanda então.

Douglas Fersan

sábado, 9 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 10: cuide da linguagem e dos assuntos abordados no templo - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:


10. Cuide da linguagem usada e dos assuntos abordados dentro do templo.
O templo de Umbanda é nossa igreja, e assim sendo, merece todo nosso respeito. Não é um ambiente qualquer, não é um ambiente mundano e não deve ser profanado com palavras e assuntos inadequados.


Entendemos perfeitamente que além de ser a nossa igreja, é também o local onde encontramos nossos amigos, muitos dos quais só os vemos ali e só ali temos a oportunidade de conversar. No entanto, o respeito ao sagrado deve ser maior... sempre.


A palavra tem poder, isso é fato aceito por praticamente todas as correntes espiritualistas. Portanto, palavras de baixo calão não contribuirão em nada para o bom andamento dos trabalhos espirituais. Ao contrário disso, servirão para dispersar a atenção e até mesmo os seres iluminados que se fazem presentes e primam pelo ambiente respeitoso.


Pior ainda é quando além de palavras chulas, os assuntos abordados são de mau gosto ou má intenção. Fofocas, comentários maliciosos, abordagens deselegantes, piadas de mau gosto, maledicência... nada disso combina com o ambiente espiritualista e com certeza dão forças àqueles que querem encontrar uma fragilidade para quebrar a corrente.


Portanto, cuide de seus atos e pensamentos, mas cuide também de suas palavras. Elas possuem mais poder do que você imagina e portando-se de maneira adequada, você estará contribuindo com os trabalhos mais do que imagina.


Douglas Fersan

15 dicas de como se portar na Umbanda - 09: seja você mesmo - por Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

09. Não imite as atitudes de seus irmãos-de-fé e de suas entidades. Seja você mesmo.
É muito comum, principalmente aos iniciantes na Umbanda, admirar um ou outro médium e suas entidades. É comum (e compreensível) também o desejo de ser como eles, afinal bons exemplos devem ser seguidos. No entanto, se olharmos nossas mãos, veremos que os dedos são todos diferentes, embora igualmente úteis e necessários.

Se um determinado médium, ao incorporar seu caboclo, usa um penacho na cabeça, não significa que você deve fazer o mesmo. Se ele faz isso (em se tratando de um médium sério), é porque aquele penacho possui algum fundamento e é, portanto, uma ferramenta de trabalho dele. Se você, em sua admiração e deslumbre, fizer o mesmo ao incorporar seu caboclo, certamente o fará sem utilidade alguma, pois provavelmente seu caboclo não precisa de um instrumento de trabalho igual ao do outro.

Ou pior: provavelmente (e isso é mais frequente), você estará tomando a frente da entidade. Pois pediu um apetrecho de trabalho desnecessário, por pura vaidade e se é que havia um caboclo com você, ele se afastará.

O mesmo ocorre com postura. Não é porque um exu, ao se manifestar, solta uma gargalhada, que todos devem fazer o mesmo, transformado uma gira que deveria ser séria, em uma disputa de gargalhadas, como se a entidade mais barulhenta fosse a mais habilitada e competente.

Mais habilitado e competente é o médium que se entrega sobriamente aos seus trabalhos, sem necessidade de espetáculos e sem querer imitar ninguém - nem encarnados ou desencarnados. É aquele que deixa que a entidade tome conta da situação e guarda sua vaidade no íntimo do seu ser, entendendo que a entidade possui a sua personalidade e suas admirações pessoas e sua vaidade jamais devem interferir na manifestação dos espíritos que se manifestam para praticar a caridade.

Agindo assim, com sobriedade, você estará contribuindo para que suas entidades ganhem força e credibilidade. Para que sejam elas mesmas e que você comece a construir sua identidade espiritual, afinal assim como na vida material, no mundo espiritual também existe a personalidade e a individualidade, que devem ser respeitados.

Douglas Fersan

quinta-feira, 7 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 8: Trate bem a assistência. - por Douglas Fersan

15 dicas de como se portar na Umbanda:

08. Trate bem a assistência. Um dia você esteve lá.
É fundamental lembrar que quem procura um templo de Umbanda geralmente o faz pela dor. Raros são os que o fazem por amor ou por curiosidade acadêmica (pesquisa), ou mesmo atendendo a um simples convite para conhecer o local.

O consulente chega ao templo, na maior parte das vezes, machucado, fragilizado, assustado e inseguro. Diante desse quadro psicológico é fundamental receber bem as pessoas, desde a sua entrada no recinto, cumprimentando-as com um singelo "boa noite", até o momento do atendimento e maiores orientações.

Somos o espelho daquilo que praticamos. Se nos portarmos com civilidade e gentileza, passaremos uma imagem positiva da nossa religião. Na mesma proporção em que, se agirmos de maneira grosseira, passaremos uma imagem negativa. O que vão pensar de nossa religião depende de nós mais do que imaginamos.

E não se trata apenas de transmitir uma imagem positiva da Umbanda. Trata-se, acima de qualquer coisa, de um ato de civilidade, solidariedade e amor fraterno. Como se sente um doente que procura um médico e no lugar do remédio recebe o desprezo, como infelizmente sabemos que tanto acontece em nosso país?

Não esqueçamos, então, que a Umbanda é o hospital para muitos, que não encontram o remédio para males do corpo e da alma. E como dizia o profeta: gentileza gera gentileza.

Douglas Fersan

quarta-feira, 6 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda. 07: controle seus olhos e seus desejos dentro do templo - por Douglas Fersan



7. Controle seus olhares e seus desejos dentro do templo.
O templo de Umbanda é um solo sagrado, é a nossa igreja, um recanto de harmonia, respeito e fé, onde não deve existir espaço para olhares maliciosos e desejos não condizentes com o local.

Pessoas bonitas sempre existirão e apreciar o belo não é pecado, mas em sua devida hora e lugar, e principalmente com respeito. Admirar não equivale exatamente a desejar, mas infelizmente nem sempre é isso que acontece.

Dentro de um templo de Umbanda todos devem se portar como irmãos. E entre irmãos não existem olhares maliciosos e desejos de cunho sexual. Pensamentos libidinosos são armas eficientes nas mãos daqueles que de tudo fazem para quebrar a harmonia de uma casa e os elos da corrente de fé e espiritual que a protegem. Por outro lado é importante que cada um se preserve também, a fim de evitar que esses olhares sejam despertados nos irmãos/irmãs de fé. Roupas decentes e adequadas devem ser usadas no trabalho, afinal sendo o templo de Umbanda a nossa igreja, não é lugar também para o uso de roupas provocativas.

Não se trata de puritanismo ou conservadorismo, e sim de bom senso diante do comportamento esperado pelos praticantes de uma religião dentro do solo que para eles deve ser tratado como sagrado.

Douglas Fersan

terça-feira, 5 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 06: evite comentários desnecessário - por Douglas Fersan

15 dicas de como se portar na Umbanda:
06. Jamais faça comentários desnecessários.
Não existe ferramenta mais eficaz para derrubar um terreiro de Umbanda do que a fofoca. As forças contrárias à luz e à evolução dos encarnados parecem perceber isso e fomentam esse tipo de comportamento, portanto vigiar as próprias palavras é mais do que uma opção, é um dever de cada filho-de-fé.
Se você viu ou ouviu algo que não considera correto ou incomodou, procure o dirigente da casa e peça para que ele o coloque face a face com a pessoa que causou o transtorno para que o caso seja esclarecido amigavelmente (um bom dirigente tenta sempre conciliar, evitando agravar os desentendimentos).
Se as suas palavras, os seus comentários sobre o que você pensa, viu ou ouviu não vão acrescentar nada, guarde-os para você. Isso é um exercício de reforma íntima e com o tempo perceberá que você mesmo está sendo beneficiado com essa ação.
Nunca esqueça o valor das suas palavras deve ser maior que o valor do seu silêncio.

Douglas Fersan

segunda-feira, 4 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda: 5: tenha o mesmo respeito por todas as entidades - por Douglas Fersan


05. Tenha o mesmo respeito por todas as entidades.
Não é porque um médium está na Umbanda há mais tempo ou porque você tem mais afinidade com ele, que as suas entidades são melhores ou merecem um tratamento diferenciado. Você pode ter e tem direito às suas afinidades, mas o respeito deve ser igual a todos, independente das suas preferências e independente da função que o médium ocupa no templo. Se a Espiritualidade maior permitiu àquela entidade vir em terra para trabalhar é porque ela está pronta para isso e merece nosso respeito, que na escala evolutiva estamos degraus abaixo. Quando um médium, usando o pretexto do cargo que ocupa no terreiro, exige que suas entidades recebam um tratamento diferenciado, é sinal de quem naquele momento quem está falando é o seu ego aflorado, e não a própria entidade. E quem cai nesse engodo de servir a essas vontades mesquinhas torna-se uma marionete nas mãos dessas pessoas despreparadas.
Tratar a todos de forma respeitosa mostra sua capacidade de altruísmo e superação frente às suas vontades pessoais, que devem ficar do lado de fora do terreiro.

Douglas Fersan

domingo, 3 de junho de 2018




04. Trate a todos como você gostaria de ser tratado.
Nunca esqueça que quem procura um templo de Umbanda geralmente o faz pela dor. Receber as pessoas com educação, carinho e amor fraterno é dever de cada membro da corrente. Trate-os como você gostaria de ser tratado ao entrar pela primeira vez em um lugar que ainda não conhece: com respeito e hospitalidade. Não importa se você é o dirigente, médium, cambone ou a pessoa que anota o nome dos consulentes. Todos são importantes para o bom funcionamento dos trabalhos espirituais e ninguém possui um posição hierárquica superior, possuem apenas funções diferentes. Perante a espiritualidade somos todos seres humanos encarnados usados como instrumentos para a prática da caridade. Não trate com desdém os problemas de quem procura ajuda, não os trate como estranhos, e sim como um irmão que nada mais pede do que solidariedade. E da sua boa educação dependerá a impressão que ele terá sobre toda a religião, pois a tendência do leigo é generalizar aquilo que ainda não conhece. Ou seja, você é responsável pela imagem que os outras fazem sobre a nossa religião.


Douglas Fersan

sábado, 2 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na umbanda: 03 - não se ache insubstituível - por Douglas Fersan



03. Não se julgue insubstituível.
Você é um médium, ou seja, um intermediário, uma ferramenta. Não deixe que seu ego supere as suas qualidades. Insubstituíveis dentro de um templo de Umbanda é Deus, seus guardiões e orixás. Nós, meros mortais, médiuns agimos apenas como instrumentos para que esses seres mais evoluídos realizem o seu trabalho. Não deixamos de ter o nosso mérito por conta disso, mas esse mérito não pode se tornar vaidade a ponto de nos acharmos superiores aos demais trabalhadores da casa. Muitas vezes aquele médium que está quietinho em um canto, em prece apenas, está realizando um trabalho extremamente eficiente e nem e nem os demais se dão conta disso. Portanto, não deixo que se ego fale mais algo que o valor de sua mediunidade. Dentro de um templo somos todos irmãos e como tais temos nossos valores, qualidades e defeitos. E a espiritualidade, sábia como é, saberá substituir um médium corrompido pela vaidade por alguém que ainda tenha o coração puro e livre desse vício.


Douglas Fersan

sexta-feira, 1 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 02: não faça falsas promessas - Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

02. Não prometa o que não poderá cumprir.
Lembre-se que quem procura um templo de Umbanda geralmente o faz por desespero e dor. Falsas promessas não ajudarão essa pessoa. Se não consegue ver uma solução para os problemas dessa pessoa, ofereça seu ombro amigo, ofereça a sua solidariedade e o amor fraterno, mas não crie falsas esperanças que poderão causar ainda mais sofrimento no futuro. Na Umbanda trabalhamos com a honestidade e a verdade. Falsas promessas nada fazem do que causar mais transtornos a quem precisa de ajuda e alimentar o orgulho mesquinho de quem as faz, acreditando que assim irá arrebanhar adeptos. E na Umbanda não precisamos de adeptos, precisamos de amor fraterno.

Douglas Fersan

quinta-feira, 31 de maio de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - Dica 01: seja dedicado. - Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

01. Realize suas tarefas com amor, dedicação e boa vontade sempre. Não existe trabalho que não seja digno dentro da Umbanda. Acender uma vela, buscar uma bebida, limpar o banheiro para que a assistência seja bem atendida só torna mais nobre quem realiza essa trabalho. Mas lembre-se de fazê-lo com boa vontade, sem achar que o trabalho do outro é mais importante ou valorizado que o seu. Faça com amor, pois com amor retornará e tenha boa vontade ao realizá-lo, pois a gratidão é o maior tesouro que conquistamos quando trabalhamos com a espiritualidade.

Douglas Fersan

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Sobre Nanã e Omolu - fonte: Magia do Axé




ADEUS, MEU AMADO FILHO! E Nanã abandonou o pequeno Omolu coberto das chagas da varíola que cobriam todo o corpo do bebê. Yemanjá que penteava seus cabelos com as sereias nas pedras nota ao longe um choro de criança, e após ter certeza que não se tratava nas ondas no quebra-mar ela e sua falange vai investigar perto da areia.

Embalado em um balaio estava ele. Os caranguejos devoravam suas feridas abertas e expostas, causando mais sofrimento na criança. A rainha do mar então pega o pequeno Obaluaê em seus braços e decide criá-lo, como seu. Mas não podia levá-lo para seu palácio nas profundezas, apesar de ser um Orixá ainda era pequeno demais.

Ela então o leva para as grutas sob a tutela das sereias. Mas outro problema surgiu: O que dar a criança para comer? Ele era um recém nascido, não podia comer peixe. Então ela estoura a pipoca na areia da praia e a molha na água do mar, amolecendo-a, e alimenta-o até que consiga se alimentar da sua comida.

Omolu cresceu e se tornou um glorioso rei, poderoso feiticeiro e temido caçador. Ele sabia que não era fruto de sua mãe adotiva, já sabia da existência de Nanã. Ela então promove o encontro dos dois que se recebem mutuamente. Ele perdoa Nanã e até hoje é ela que em seu Olubajé o traz e quando se vai o leva. 

Forte essa imagem que ele me mostrou, né? Bom, os motivos que Nanã teve para o que fez não sabemos. Mas o importante é que não somos NINGUÉM para julgar. O mais lindo dessa história é o amor, seja de Yemanjá pelo filho ou o perdão de Omolu.
Nesse dia das mães salvem todas as mães. E não importa o erro que elas possam cometer... é por AMOR. Odociaba! Saluba e Atotô!

Fonte: Magia do Axé

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Sete dicas para ser um bom médium: tenha uma conduta exemplar.


Sete dicas para ser um bom médium.
Segunda dica: tenha uma conduta exemplar. Lembre-se que as pessoas vêem em você o que a sua religião é. Se você tiver uma boa conduta, passará uma boa impressão da religião.

Sete Dicas para ser um bom médium: primeira dica: seja uma boa pessoa.


Sete dicas para ser um bom médium: a cada dia divulgaremos uma dica. Primeira dica: para ser uma boa pessoa você não precisa ser um bom médium, mas para ser um bom médium você precisa ser uma boa pessoa. Vigia sua conduta 24 horas por dia.

domingo, 4 de março de 2018

Demanda contra irmãos, acontece, acredite - Douglas Fersan


Acredite, acontece.
O solo sagrado, santo, carregado de axé muitas vezes é maculado pela falta de compreensão por parte daqueles que o pisam.
O solo de orixá é o local onde seus filhos deveriam se tratar como irmãos.
Mas acredite, isso nem sempre acontece.
Em frente a um congá as palavras faladas devem ser sempre de conforto, amor e caridade, jamais de intrigas ou julgamentos.
Mas infelizmente isso nem sempre acontece.
Uma casa de axé é o local onde deve ser treinada a tolerância e o perdão, é onde cada filho-de-fé deve aprender a lidar com as diferenças e as imperfeições do seu irmão. Mas outras coisas acontecem...
infelizmente existem aqueles que ao primeiro sinal de desconforto esquecem tudo que seus orixás ensinaram e passam a demandar (e demandar não implica apenas em "fazer macumba" - desejar a queda e o mal do seu irmão e da casa que lhe abriga também é uma grave demanda).
Mas as casas realmente calcadas na fé e no compromisso com as leis maiores têm seus guardiões que estão atentos a tudo. E se tem coisa que eles não admitem é irmãos conspirando e demandando contra seus próprios irmãos. É o equivalente a uma blasfêmia, a cuspir no prato em que comeu.
Se perceber uma falha no seu irmão, mostre o caminho correto a ele. Se não resolver, faça uma prece que a espiritualidade lhe traga luz e sabedoria.
Mas jamais faça acontecer aquilo que é inadmissível que aconteça dentro de uma casa de luz... não busque consequências nefastas para si.

Douglas Fersan