sexta-feira, 1 de junho de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - 02: não faça falsas promessas - Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

02. Não prometa o que não poderá cumprir.
Lembre-se que quem procura um templo de Umbanda geralmente o faz por desespero e dor. Falsas promessas não ajudarão essa pessoa. Se não consegue ver uma solução para os problemas dessa pessoa, ofereça seu ombro amigo, ofereça a sua solidariedade e o amor fraterno, mas não crie falsas esperanças que poderão causar ainda mais sofrimento no futuro. Na Umbanda trabalhamos com a honestidade e a verdade. Falsas promessas nada fazem do que causar mais transtornos a quem precisa de ajuda e alimentar o orgulho mesquinho de quem as faz, acreditando que assim irá arrebanhar adeptos. E na Umbanda não precisamos de adeptos, precisamos de amor fraterno.

Douglas Fersan

quinta-feira, 31 de maio de 2018

15 dicas de como se portar na Umbanda - Dica 01: seja dedicado. - Douglas Fersan


15 dicas de como se portar na Umbanda:

01. Realize suas tarefas com amor, dedicação e boa vontade sempre. Não existe trabalho que não seja digno dentro da Umbanda. Acender uma vela, buscar uma bebida, limpar o banheiro para que a assistência seja bem atendida só torna mais nobre quem realiza essa trabalho. Mas lembre-se de fazê-lo com boa vontade, sem achar que o trabalho do outro é mais importante ou valorizado que o seu. Faça com amor, pois com amor retornará e tenha boa vontade ao realizá-lo, pois a gratidão é o maior tesouro que conquistamos quando trabalhamos com a espiritualidade.

Douglas Fersan

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Sobre Nanã e Omolu - fonte: Magia do Axé




ADEUS, MEU AMADO FILHO! E Nanã abandonou o pequeno Omolu coberto das chagas da varíola que cobriam todo o corpo do bebê. Yemanjá que penteava seus cabelos com as sereias nas pedras nota ao longe um choro de criança, e após ter certeza que não se tratava nas ondas no quebra-mar ela e sua falange vai investigar perto da areia.

Embalado em um balaio estava ele. Os caranguejos devoravam suas feridas abertas e expostas, causando mais sofrimento na criança. A rainha do mar então pega o pequeno Obaluaê em seus braços e decide criá-lo, como seu. Mas não podia levá-lo para seu palácio nas profundezas, apesar de ser um Orixá ainda era pequeno demais.

Ela então o leva para as grutas sob a tutela das sereias. Mas outro problema surgiu: O que dar a criança para comer? Ele era um recém nascido, não podia comer peixe. Então ela estoura a pipoca na areia da praia e a molha na água do mar, amolecendo-a, e alimenta-o até que consiga se alimentar da sua comida.

Omolu cresceu e se tornou um glorioso rei, poderoso feiticeiro e temido caçador. Ele sabia que não era fruto de sua mãe adotiva, já sabia da existência de Nanã. Ela então promove o encontro dos dois que se recebem mutuamente. Ele perdoa Nanã e até hoje é ela que em seu Olubajé o traz e quando se vai o leva. 

Forte essa imagem que ele me mostrou, né? Bom, os motivos que Nanã teve para o que fez não sabemos. Mas o importante é que não somos NINGUÉM para julgar. O mais lindo dessa história é o amor, seja de Yemanjá pelo filho ou o perdão de Omolu.
Nesse dia das mães salvem todas as mães. E não importa o erro que elas possam cometer... é por AMOR. Odociaba! Saluba e Atotô!

Fonte: Magia do Axé

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Sete dicas para ser um bom médium: tenha uma conduta exemplar.


Sete dicas para ser um bom médium.
Segunda dica: tenha uma conduta exemplar. Lembre-se que as pessoas vêem em você o que a sua religião é. Se você tiver uma boa conduta, passará uma boa impressão da religião.

Sete Dicas para ser um bom médium: primeira dica: seja uma boa pessoa.


Sete dicas para ser um bom médium: a cada dia divulgaremos uma dica. Primeira dica: para ser uma boa pessoa você não precisa ser um bom médium, mas para ser um bom médium você precisa ser uma boa pessoa. Vigia sua conduta 24 horas por dia.

domingo, 4 de março de 2018

Demanda contra irmãos, acontece, acredite - Douglas Fersan


Acredite, acontece.
O solo sagrado, santo, carregado de axé muitas vezes é maculado pela falta de compreensão por parte daqueles que o pisam.
O solo de orixá é o local onde seus filhos deveriam se tratar como irmãos.
Mas acredite, isso nem sempre acontece.
Em frente a um congá as palavras faladas devem ser sempre de conforto, amor e caridade, jamais de intrigas ou julgamentos.
Mas infelizmente isso nem sempre acontece.
Uma casa de axé é o local onde deve ser treinada a tolerância e o perdão, é onde cada filho-de-fé deve aprender a lidar com as diferenças e as imperfeições do seu irmão. Mas outras coisas acontecem...
infelizmente existem aqueles que ao primeiro sinal de desconforto esquecem tudo que seus orixás ensinaram e passam a demandar (e demandar não implica apenas em "fazer macumba" - desejar a queda e o mal do seu irmão e da casa que lhe abriga também é uma grave demanda).
Mas as casas realmente calcadas na fé e no compromisso com as leis maiores têm seus guardiões que estão atentos a tudo. E se tem coisa que eles não admitem é irmãos conspirando e demandando contra seus próprios irmãos. É o equivalente a uma blasfêmia, a cuspir no prato em que comeu.
Se perceber uma falha no seu irmão, mostre o caminho correto a ele. Se não resolver, faça uma prece que a espiritualidade lhe traga luz e sabedoria.
Mas jamais faça acontecer aquilo que é inadmissível que aconteça dentro de uma casa de luz... não busque consequências nefastas para si.

Douglas Fersan

quinta-feira, 1 de março de 2018

Pais de santo miojo: cuidado. - Douglas Fersan

Pai de santo miojo - cuidado com eles.

Sacerdócio na Umbanda é coisa séria.
Não se faz sacerdote pagando cursinhos duvidosos a pessoas duvidosas, estilo supletivo.
Sacerdócio é coisa séria, é missão espiritual, e não alimento para o ego. Muitos querem ser sacerdotes de Umbanda, mas quantos possuem o preparo, a ética e o caráter - além do desígnio espiritual - para realmente o serem?

Principalmente após o advento das redes sociais, surgiram diversos oportunistas sem o menor prepara vendendo cursos para "formar" pais ou mães de santo, sem se preocupar se seus "alunos" possuem realmente a maturidade ética e o desígnio espiritual para isso. E, por outro lado, egos inflados se afinizam a esses oportunistas, afinal ser um simples médium, um simples filho de santo ou de orixá é muito pouco para eles. Precisam brilhar, afinal se acham o supra sumo da espiritualidade, e não seres que, como todos nós encarnados, ainda têm muito a aprender. E saem se intitulando sacerdotes. Pobres daqueles que caírem em suas mãos buscando ajuda, pois mal saberão diferir um alguidar de uma moringa de barro.

Sacerdócio na Umbanda e em qualquer religião é coisa séria. Não é brincadeira nem teatrinho. Requer desígnio espiritual, muita maturidade, dedicação e estudo, adquirido principalmente aos pés das entidades.

Sacerdócio não é miojo que fica pronto em 3 minutos.
Umbanda é coisa séria para gente séria.


Douglas Fersan