sexta-feira, 27 de junho de 2014

Milagres? - Douglas Fersan


Milagres não são realizados em qualquer outra religião, não vamos nos prender aqui ao universo umbandista. Acho que tudo que acontece, que hipoteticamente parece anormal ou sobrenatural aos nossos olhos, segue uma lógica universal (ou por que não divina?), que foge à nossa compreensão, mas nem por isso deixa de ser lógica. Se uma doença supostamente incurável, apenas para dar um exemplo, foi curada em um templo religioso (não me atenho a nenhuma religião específica), é porque certamente o seu portador foi merecedor dessa graça e a Lei Divina agiu em sua vida, não por um milagre, mas sim por determinações que não estão ainda longe da nossa possibilidade de raciocínio. 


A palavra milagre nos remete a realizações de coisas impossíveis e sobrenaturais e, particularmente, eu não acredito no sobrenatural e menos ainda que coisas impossíveis (até pelo próprio significado da palavra) possam acontecer. 

Portanto, se uma grande graça foi alcançada em um templo, significa que a espiritualidade ou Deus, ou o que queiram chamar, trabalhou dentro das leis do merecimento e daquilo que lhes é permitido fazer. Penso que foi assim durante toda a história da humanidade. 

Para ilustrar, basta usar o exemplo da penicilina. Há pouco mais de um século, muitos diriam que doenças graves serem curadas por um simples fungo seria um milagre. 

A mão de Deus está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos e muitas vezes nos guia para solucionar problemas de forma que é incompreensível às nossas mentes tão limitadas. Daí, para dizer que o feito foi um milagre é um pulo. 

a fé remove montanhas e talvez até seja capaz de acionar mecanismos que não estão dentro da nossa capacidade de compreensão dos fatos, gerando fenômenos que comumente chamamos de milagres. As questões espirituais (pelo menos na minha concepção) não se resumem ao intercâmbio entre o natural e o sobrenatural (será que esse realmente existe?). Para mim tudo funciona dentro de uma lógica perfeitamente estabelecida desde os primórdios do Universo, sem querer entrar aqui em questões místicas. 

Quanto à eterna antítese entre ciência e religião, creio que existe mais um confronto ideológico do que realmente científico ou espiritual. Diversos fenômenos eram considerados milagres (como por exemplo, a obtenção do fogo, pelos homens primitivos), mas depois encontrou-se uma explicação dentro da chamada ciência convencional para isso... e a coisa deixou de ser milagre para ser fato concreto.

Acredito que com o passar dos tempos, fatos que hoje são tratados com ceticismo virão à luz da razão. Essa minha visão é cética? Muito pelo contrário, acredito plenamente na espiritualidade, mas acho que um dia a ciência a compreenderá de maneira mais clara e menos preconceituosa, deixando de tratá-la como uma coisa abstrata para se tornar fato concreto.

Douglas Fersan
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