segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Quem acende uma vela é o primeiro a se iluminar - por Douglas Fersan


Toda religião parte do princípio do "religare", ou seja, de ligar-se novamente à Deus e à sua origem criadora. Ao realizar certos rituais, como acender uma vela, estamos ativando nossos chacras e direcionando nossas energias a esse princípio. Em outras palavas, nos ligamos a Deus e, consequentemente, nossas energias são fortalecidas e renovadas.

Acender uma vela, entregar uma flor em uma cachoeira, carregar um rosário, fio de contas, crucifixo ou patuá não se trata, portanto, de simples fetiche ou idolatria.  Quando canalizamos nossa fé nesses objetos eles superam a condição de fetiches e assumem a condição de sagrados, pois servem de elo entre nós e a divindade à qual os direcionamos.

A Umbanda tem fundamento, portanto é preciso entender que atos como o de acender uma vela ou fazer uma defumação não consistem simplesmente em acender um pavio ou jogar ervas secas na brasa.  É preciso firmeza de pensamento, é preciso fé e convicção de que esses atos, tão simples, estão nos ligando ao princípio do "religare". Aí sim, nessas condições somos os grandes beneficiários de pequenas atitudes, mas que nos proporcionam grande volume de energia e luz.

Douglas Fersan
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2 comentários:

Luiz Fernando de C. Viola disse...

Olá Douglas,

Muito interessante seu artigo e sem dúvida nos instiga ainda mais a entender sobre a energia emanada da chama da vela.
Lembrando aos irmãos de fé que, claro a cor da vela tem a sua influência, mas o que realmente importa é a luz, a chama da vela, já que a tratamos como essência e foco em nossos pedidos.

Um grande e fraterno abraço.

Douglas Fersan disse...

Obrigado Luiz.
Concordo plenamente. A cor da vela é o que menos importa. Aliás, lembro que uma vez um preto velho disse que um palito de fósforo aceso com fé tem mais poder que mil velas acesas ao acaso.
Abraços.